Ainda sobre as Cidades Digitais

3 Novembro, 2008

Apesar da crise, de acordo com consenso entre os especialistas que participaram da FUTURECOM 2008, realizada de 27 a 30 de outubro, em São Paulo, os investimentos em Cidades Digitais não deverão diminuir. Vejam a seguir artigo publicado no Guia das Cidades Digitais www.guiadascidadesdigitais.com.br .

Na nossa cidade, pela existência de um Pólo de Informática e Eletroeletrônica e pela disponibilidade de grande volume de recursos para investimentos em pesquisa e desenvolvimento, temos condições excepcionais para implantarmos aqui, a curto/médio prazo, um Projeto de Cidade Digital. Projeto este que poderá ter um grande efeito multiplicador, aumentando a renda local, gerando emprego e promovendo inclusão social e digital.

Vamos esperar que o nosso Prefeito incentive a Área de Planejamento da Prefeitura de Ilhéus, a colocar entre as suas prioridades a transformação da nossa cidade em uma Cidade Digital.

Crise não deverá frear investimentos em projetos de Cidades Digitais

Por Maria Eduarda Mattar

A expansão da banda larga é inevitável, e a transmissão de dados é um caminho sem volta também para os órgãos públicos. A crise que vem trepidando bolsas e agitando governos pode até reduzir um pouco o ritmo de investimentos. Mas está longe de frear completamente os processos de instalação e implementação de redes de transmissão de dados, de banda larga para suportar serviços públicos e, em última instância, de Cidades Digitais.

Essa é a noção geral de especialistas ligados ao tema que na última semana estiveram presentes no Futurecom 2008, evento de telecomunicações e TI realizado em São Paulo (SP) de 27 a 30 de outubro. “A transmissão de dados é uma necessidade, atualmente, como foi telefonia fixa em outros tempos. A expansão na transmissão de dados vai acontecer — na crise violenta, média ou branda”, acredita Emília Maria Ribeiro, conselheira da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). “O país que investe em tecnologia e avança nesse sentido, avança como um todo”, completa.

César Taurion, da IBM, concorda e lembra que, especificamente no setor público, as novas tecnologias já são condição básica para inúmeros serviços. Segundo ele, as atividades de governo eletrônico conseguem reduzir os custos e o tempo das transações do cidadão com o setor público, mudando a sua relação com o governo. “O uso das tecnologias da informação e de banda larga é tão significativo hoje para a nossa sociedade quanto saneamento básico. Então, é inexorável que continue nessa direção. Apenas a dúvida, em relação à crise, é qual vai ser a redução, ou não, do ritmo de investimento”, diz.


“Banda larga é obsessão para o governo federal”

Se depender, entretanto, da vontade de representantes do governo federal, o ritmo não vai diminuir. Marcelo Bechara, consultor jurídico do Ministério das Comunicações (Minicom) — que tem em seu cronograma para o ano que vem a realização de uma licitação para o estabelecimento de 160 Cidades Digitais — lembra que essa não é a primeira, nem será a última crise econômica por que passam os países. E argumenta que, como aconteceu na década de 70 no Brasil, quando, durante uma crise econômica, as tecnologias teriam sido responsáveis por ganhos efetivos de produtividade, a turbulência atual pode ser um momento de ajuste.

Esse ajuste poderia incluir busca e criação de alternativas e até parcerias entre governo e a iniciativa privada, tal qual aconteceu no início de 2008, quando conversações entre Anatel, Minicom e concessionárias de telecomunicações resultaram na troca da meta de instalação de Postos de Serviços Telefônicos (PSTs) pela de implementação de backhaul de banda larga até a porta de todos os municípios.

Bechara ressalta que, independentemente de crise, o governo federal vem adotando a banda larga como prioridade. “Ele entende que a banda larga não é política de governo, e sim de Estado”, define. Segundo o consultor jurídico, o Minicom incorporou o papel de “viabializar, através de políticas públicas, que a banda larga seja uma realidade”, não só porque sustenta os processos de comunicação e de acesso à informação, mas também porque “é impensável a prestação de diversos serviços sem ter uma plataforma sustentando isso na comunicação de alta velocidade”, nas palavras de Bechara. “A banda larga é, sim, uma obsessão”, resume.

Para o consultor Newton Scartezini, a redução na arrecadação de impostos como resultado final de uma reação em cadeia — menos atividades econômica, menos consumo, menos emprego e, finalmente, menos arrecadação — pode ter alguma repercussão nos investimentos de prefeituras.

Segundo ele, não dá para saber ainda o quanto vai diminuir o ritmo de investimentos em projetos do tipo. E defende que essa diminuição seria ilógica, pois as tecnologias de informação e comunicação acabam sendo uma ferramenta de produtividade para a própria prefeitura. “Então, tem um investimento agora, mas ele retorna muito rápido, pela redução de custo”, comenta. “E o pior corte que se pode fazer é o de investimento. Mas pode acabar acontecendo”,  reflete.

Para Scartezini, alguns programas e projetos que já estavam engatilhados deverão sofrer conseqüências brandas. Ele lembra que o orçamento público é autorizativo, não obrigatório. Com isso, verbas já aprovadas para determinados programas, editais, etc. poderiam ser seguradas. Mas isso não impediria ou cancelaria atividades. “Pode diminuir, não anular. Até porque, politicamente, é muito ruim cancelar um programa”, destaca.

Data: 31 de outubro de 2008


"Paulo Afonso Digital" ganha mais um prêmio

11 Outubro, 2008

“O projeto Paulo Afonso Digital, desenvolvido pela Prefeitura Municipal de Paulo Afonso, foi contemplado com o Prêmio TI & Governo, na categoria e-Democracia e será publicado no Anuário TI & Governo 2008, a ser lançado pela Plano Editorial, responsável também pela publicação do Informática Hoje, do Telecom e da newsletter TI & Governo, entre outros títulos.

A comissão julgadora que avaliou os projetos foi integrada por Rogério Santanna (Secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento); José Luis Bizelli (do Departamento de Antropologia Política e Filosofia da UNESP), Norberto Torres (professor, integrante do Tec-Gov da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo), Vanda Scartezini (da Pólo Consultores Associados), Florencia Ferrer (da Florencia Ferrer       e-stratégia Pública); Juarez Quadros do Nascimento (da Orion Consultores Associados), e Armando Dal Colletto (diretor da Business School São Paulo).

Os projetos foram classificados em três categorias: e-Administração Pública, e-Serviços Públicos e e-Democracia. Na avaliação, foram considerados critérios como caráter inovador, relevância social e envolvimento de recursos humanos.”

Trecho da carta de  Wilson Moherdaui,  Diretor da Plano Editorial enviada a Verlânio Galindo de Menezes – Responsável pelo Projeto Paulo Afonso Digital.

PA digital - e-gov

Como podemos ver, o projeto além de ser um sucesso de fato, no que se propôs, está gerando cada vez mais visibilidade à cidade, que tem grande potencial turístico e ainda é sub-explorado.

Ilhéus precisa caminhar por essa mesma estrada, e, conforme contato com os responsáveis pelo Projeto, estamos agendando uma visita às suas instalações para melhor conhecimento de todo o processo.

Parabéns à prefeitura de Paulo Afonso e especialmente aos homens de visão que tiveram coragem e raça para levar adiante um projeto que poderia parecer impossível.


Paulo Afonso Digital – Palestra na SINFORM

10 Outubro, 2008

Excelente a palestra sobre o Projeto de Cidade Digital de Paulo Afonso, apresentada por Verlânio Jefferson e Mardo David durante a SINFORM, evento paralelo à INFOILHEUS 2008.

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Não sei se por problemas de divulgação, mas a verdade é que tivemos um pequeno público e sentimos falta, principalmente, de representantes da Prefeitura Municipal e da Câmara de Vereadores. O público da palestra foi formado em sua maioria por alunos da UESC.

A seguir, algumas informações transmitidas durante a palestra, que acreditamos seja importante que divulguemos aqui:

1. BENEFÍCIOS GERADOS PELO PROJETO

- Modernização da máquina pública, com economia para o município;

- Democratização no acesso a serviços e informações de governo;

- Democratização e universalização no acesso às comunicações;

- Desenvolvimento dos negócios eletrônicos;

- Aumento na qualidade e velocidade de acesso aos dados;

- Aumento na qualidade e velocidade na prestação de serviços aos cidadãos;

- Desburocratização dos serviços;

- Aumento na segurança dos dados e transações;

- Maior controle do usuário no uso dos serviços;

- Aumento na Transparência na Gestão Pública;

- Estreitamento da relação entre o cidadão e o Governo;

- Promoção do direito à informação de interesse particular;

- Promoção do direito ao próprio tempo;

- Promoção à cidadania.

2. INVESTIMENTO TOTAL FEITO PELA PREFEITURA DE PAULO AFONSO

R$ 3.900.000,00 (recursos próprios) em 4(quatro) anos, o que representou uma média mensal de R$ 81.250,00, sendo que do investimento total, R$ 550.000,00 foram gastos em Infraestrutura de Comunicação, com um custo de R$ 5,54 por habitante.

3. SERVIÇOS OFERECIDOS

- SERVIÇOS PARA O CIDADÃO

. Boletim Escolar

. Concurso Público

. Taxas de Requerimento

. Trâmites de Processos

. CREDIBAHIA

- SERVIÇOS PARA EMPRESAS

. Licitações

. TFF

. Consulta de Pagamento

. ISS Homologado

. ISS Substituição Tributária

. Trâmite de Processos

. Certidão Negativa de Débitos

. Simples Nacional

- PROFISSIONAIS AUTÔNOMOS

. TFF

. ISS Autônomo

. Trâmite de Processos

. Certidão Negativa de Débitos

- IMÓVEIS

. IPTU

. Trâmite de Processos

. Certidão Negativa de Débitos

- SERVIDORES MUNICIPAIS

. Consulta Contra-cheque

. Ficha Financeira

. Informe de Rendimentos

. Trâmite de Processos

- CONTAS PÚBLICAS

- LEIS E CÓDIGOS

Após a palestra, tivemos a oportunidade de conversar longamente com Verlânio e Mardo, que falaram da possibilidade concreta de que seja celebrado um acordo de cooperação técnica entre a Prefeitura de Paulo Afonso e a Prefeitura de Ilhéus. Com este acordo poderemos obter informações completas sobre o Projeto, e até alguns softwares por eles desenvolvidos, possibilitando que venhamos a queimar etapas e ter grande economia na implementação de um Projeto de Cidade Digital para Ilhéus.

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Carlos da Silva Mascarenhas

carlos.consultic@gmail.com


Carta a Newton Lima (Prefeito (re)eleito de Ilhéus – BA)

8 Outubro, 2008

A Diretora da Sucursal da Revista Época no Rio de Janeiro, Ruth Aquino, em sua coluna “Nossa Antena” da edição 542 de 06.10.2008, assim define o seu candidato a prefeito do Rio:

“Meu candidato é ético, inteligente, bem informado, coerente, preparado, honesto, sério, cordato, corajoso, positivo e jamais faz promessas mirabolantes. Não é arrogante nem demagogo, o que o livra de qualquer tentação de autoritarismo. Está muitos níveis acima do mar de lama que vem sendo associado à política corriqueira e miúda no Brasil. Valoriza o trabalho de equipe, o que é indispensável a um bom administrador. Não é dado a sorrisos falsos nem a efeitos especiais. Se existe algo que o tira da serenidade, é a cara feia da corrupção.”

Pois é Newton, ao dar-lhe os parabéns pela sua maiúscula vitória, digo-lhe que, como cidadão ilheense, gostaria que você, agora como nosso Prefeito eleito, se mirasse neste modelo de Prefeito desenhado pela Ruth e assim fosse durante os próximos 4(quatro) anos em que vai governar a nossa cidade.

Por outro lado, gostaria que você estudasse a possibilidade de incluir no seu Plano de Governo, 3(três) projetos que acredito sejam de fundamental importância para o desenvolvimento equilibrado do nosso município:

1. Transformar Ilhéus numa Cidade Digital, tomando como exemplo o que vem sendo feito em algumas cidades brasileiras, como Paulo Afonso na Bahia e outras, e dentro das seguintes diretrizes seguidas por estas cidades:

- Modernização da administração pública, com a integração, via computador, de todas as entidades diretas e indiretas; integração das estruturas tributária, financeira e administrativa; aumento da arrecadação tributária; melhoria da fiscalização; acesso mais imediato às informações e serviços; comunicação via VoIP (voz sobre o Protocolo de Internet).

- Instalação de telecentros a custos reduzidos; disseminação de terminais para consultas e reclamações por parte dos cidadãos; acesso à Internet para os cidadãos, com produção de conhecimento;

- Integração das escolas a outras instituições de pesquisa e ensino; laboratórios de informática; acesso a acervos de livros e documentos históricos; capacitação dos professores.

- Gestão integrada dos centros de assistência à saúde; interligação com serviços de emergência como o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil; uso de novas tecnologias, tais como videoconferência e telemedicina.

- Interligação via computadores de órgãos como as polícias Civil e Militar e o Corpo de Bombeiros; instalação de câmeras de vigilância via Internet em pontos mais vulneráveis da cidade.

- Acesso à Internet sem fio para pequenos empresários; comunicação mais barata com entidades de classe ou empresários de outra cidade/região através da Internet ou da telefonia VoIP; incentivo ao turismo.

Inclusive poder-se-ia estudar a viabilidade do Projeto Ilhéus Digital contar com recursos para Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas do Pólo de Informática e Eletroeletrônica.

2. Liderar as providências para a implantação de uma Central de Tratamento de Resíduos Sólidos no nosso Distrito Industrial, em convênio com o Estado ou com o Governo Federal. Impedindo desta forma, que os resíduos gerados pelas Unidades Industriais instaladas no nosso Distrito, especialmente aquelas da área de Eletroeletrônica e Informática, possam vir a causar danos à nossa rica biodiversidade, principalmente ao Parque Municipal da Esperança;

3. Fazer um plano de manejo do Parque Municipal da Esperança, preservando-o e transformando-o numa área de lazer, resgatando projeto idealizado pela Ceplac e Fundação Pau Brasil, que prevê uma infra-estrutura necessária à exploração turística, com a instalação de equipamentos tais como: guarita para controle de acesso e segurança, mirante, unidades administrativas para educação ambiental e trabalho técnico-científico, banheiros, lanchonete e loja de souvenir, além de sistemas próprios para geração de energia e tratamento de resíduos.

Com esta iniciativa além de dotarmos a nossa cidade de mais uma opção de lazer para os ilheenses e para todos aqueles que nos visitam, estaremos preservando um Parque, que fica a poucos quilômetros do centro da cidade, onde podem ser encontrados rios e cachoeiras e onde coexistem ecossistemas diferentes como: floresta, mangue e vegetação de brejo.

No Parque da Esperança, de acordo com estudos da Fundação Pau Brasil, a flora impressiona pela variedade e exuberância, com árvores centenárias e muitas flores tropicais. Há ainda uma grande quantidade de espécies animais, principalmente aves e diversos tipos de roedores, como coelhos e saruês. Um tipo raro de pássaro, que recebeu o nome científico de Acrobartonis Fonsecae, jamais visto em outro lugar, foi catalogado no parque.

Pois é Newton, como filho desta terra, e é bom que aqui eu diga, filiado ao PT – Partido dos Trabalhadores, esta é a minha contribuição para que você faça um excelente governo e consiga melhorar a qualidade de vida de todos os ilheenses, trazendo progresso para a nossa terra, porém preservando o nosso meio ambiente.

Carlos da Silva Mascarenhas

carlos.consultic@gmail.com


PROJETO CIDADES DIGITAIS CHEGARÁ A MAIS 160 CIDADES

1 Outubro, 2008

Voltando a expressar o nosso desejo de discutir comunitariamente um Projeto de Cidade Digital para Ilhéus, transcrevemos a seguir e-mail que a Rede Global INFO, a maior rede de provedores de internet do Brasil, mandou para os seus Associados, tratando deste assunto.

Esperamos que o futuro Prefeito da nossa Cidade coloque a
transformação de Ilhéus em uma Cidade Digital, como uma das
prioridades do seu governo.

(Fonte: Rede Global Info)

PROJETO CIDADES DIGITAIS CHEGARÁ A MAIS 160 CIDADES
:: Ministério das Comunicações
:: 29/09/2008

Todos os órgãos públicos dos municípios serão interligados e a população ganhará internet gratuita

BRASÍLIA – O Ministério das Comunicações vai ampliar a rede banda larga sem fio do projeto de 20 para 160 municípios em todo o Brasil.

Em outubro deverá ser realizado um pregão presencial para a compra de novos equipamentos.

A ampliação seguirá as experiências bem-sucedidas do Cidades Digitais, como as de Belo Horizonte e Tiradentes (Minas Gerais); Piraí (Rio de Janeiro); Aparecida (São Paulo);  Santa Cecília do Pavão (Paraná); entre outros. Serão conectados à internet em alta velocidade órgãos municipais como escolas, postos de saúde, hospitais, delegacias, além de disponibilizar internet gratuita em espaços públicos.

“A vida da população nas cidades que já implantaram o projeto melhorou bastante com a utilização do ensino a distância, acesso a pesquisas, cursos profissionalizantes virtuais, telemedicina  e as demais atividades”, disse o ministro das Comunicações, Hélio Costa.

A comunicação pela internet vai permitir o tráfego de dados, voz e imagem, o que vai melhorar o serviço público e fazer uma  significativa economia. O Coordenador-Geral de Projetos Especiais do ministério, Carlos Paiva, cita o exemplo de Parintins, no Amazonas, onde o atendimento à saúde, por meio da conexão à internet via-satélite, evita que milhares de pessoas viajem de barco durante dias apenas para fazer uma consulta médica.


CIDADE DIGITAL – Conhecendo o modelo usado por Camaçari

19 Setembro, 2008

Voltamos aqui a tratar do Projeto Ilhéus Digital, por acreditarmos ser este Projeto de fundamental importância para a nossa Cidade, e por acreditarmos também que o conhecimento dos modelos adotados por outras cidades pode ajudar-nos na definição daquele que melhor se aplica às especificidades do nosso município.

Quero aqui deixar claro que considero este Projeto, assim como um Plano de Desenvolvimento Sócio-econômico para Ilhéus, ações que transcendem disputas partidárias e eleitorais. Assim sendo, acredito que, independente de quem venha ser o nosso Prefeito a partir de 01.01.2009, devemos todos nos unir para construir a Ilhéus dos nossos sonhos, onde nossos filhos e netos possam ter qualidade de vida e perspectivas de crescimento pessoal, profissional e patrimonial.

Já escrevemos aqui sobre os Projetos de Cidade Digital de Barra do Piraí no Rio de Janeiro e de Paulo Afonso, na Bahia e hoje transcrevemos a seguir artigo publicado no dia 18.09.2008, no site Convergência Digital que trata do Projeto de Camaçari. Vale a pena ler, avaliar o que vem sendo feito naquela Cidade e tirar os ensinamentos necessários para uma implementação a curto prazo do Projeto ILHÉUS DIGITAL.

André, Cacá, Espírito Santo, Newton, Ruy, (candidatos à prefeitura em 2008) fica aqui a minha sugestão: peçam que os responsáveis pelos seus Planos de Governo avaliem o Projeto de Camaçari e colham os subsídios necessários para que possamos tirar a nossa cidade da Idade das Trevas em termos de Tecnologia da Informação e Comunicação.

Camaçari, na Bahia adota vídeo-monitoramento

“Localizada a 40 quilometros de Salvador, a cidade decidiu instalar o sistema de monitoramento Canopy, da Motorola, nos principais pontos da cidade. No total, nesta etapa, serão instaladas 22 câmeras – 20 fixas e duas móveis – conectadas à Central de Monitoramento. Investimento foi de R$ 768 mil.

O projeto, concebido e desenvolvido pela equipe do CGI (Coordenação da Gestão de Tecnologia da Informação da Prefeitura de Camaçari) e implementado pela Idéia Digital, vencedora da licitação com equipamentos Motorola, é baseado no conceito de cidade digital e foi totalmente financiado pela Prefeitura.

As câmeras foram instaladas em áreas comuns e estratégicas como vias publicas, praças e locais onde se encontram as maiores taxas de criminalidade, segundo avaliam os especialistas e a própria população, que sugerem os locais.

“As imagens captadas são concentradas na Central de Monitoramento da Polícia Militar, onde está previsto um protocolo de acesso compartilhado pela prefeitura, órgãos de segurança pública – polícias Civil, Militar, Federal”, afirma Tansy Abud, gerente de redes da Prefeitura de Camaçari.

Abud comenta ainda que todos os órgãos precisarão de senhas para acessar as imagens, as quais não poderão ser reproduzidas. “A concessão das filmagens só poderá ser feita mediante intervenção da Justiça, para processos e investigações policiais”, explica.

A segunda fase, já iniciada, seguirá com o fornecimento de rede sem fio para as 120 escolas da região e, no futuro, nas praças públicas. Para tanto, a Prefeitura, por meio da Secretaria de Educação, instalou 1,1 mil computadores nos laboratórios de informática das instituições de ensino.

Os 70 postos de saúde também serão interligados para compartilhar informações com os demais órgãos públicos da cidade. Para finalizar, o projeto ainda prevê que até o final do próximo ano, diversos pontos da orla de Camaçari (43 quilômetros) serão atendidos com rede sem fio, possibilitando o fornecimento de internet gratuita para a população mais carente.

“Com 220 mil habitantes, contamos com um pólo industrial relevante para o Estado, que atrai muitas pessoas de fora, à procura de uma colocação profissional. Para garantir um crescimento ordenado, é importante que a população tenha segurança e alta tecnologia”, explica Luiz Karlos Barbosa, Gerente de Tecnologia da Prefeitura de Camaçari.

O sistema de videomonitoramento conta com 22 câmeras, das quais 20 fixas e duas móveis. “No total, 18 câmeras ainda serão instaladas nos bairros contemplados pelo Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), em Camaçari pois percebemos que, nos locais onde não há o monitoramento, o índice de criminalidade subiu”, completa Barbosa.

As câmeras instaladas em Camaçari são interligadas via rede sem fio e mantêm o funcionamento mesmo em dias de chuva ou sol forte, e resistem a ventos de até 150 km/h. Equipados com lentes especiais, os equipamentos registram imagens com pouca luz e a até 900 metros, com giro em 360 graus na horizontal e 180 graus na vertical.

O sistema canopy oferece acesso ponto-a-ponto e ponto-a-multiponto de alta velocidade em banda larga, o que permite que imagens captadas sejam emitidas, em tempo real, para o 12º Batalhão da Polícia Militar, onde funciona a Central de Monitoramento.

As 20 câmeras fixas foram instaladas em postes, a uma altura de 7 metros, e são protegidas por caixas contra o vandalismo. As outras duas, móveis, podem ser levadas e instaladas temporariamente em qualquer lugar, sendo ideais para eventos de grande público, como festas populares e Carnaval, ou em regiões com necessidade de monitoramento momentâneo.”


Entendendo o projeto Cidade Digital

12 Setembro, 2008

Lendo alguns blogs regionais, vi algo sobre “internet pública” como proposta de um dos candidatos a prefeito. (E hoje, no Festival do Camarão, recebi um panfleto com propostas de um candidato a vereador, a respeito desse assunto.)

Internet Pública?   Não vou nem colocar aqui os meus pensamentos sobre o que seria isso, como diria uma personagem de programa humorístico: “não dá idéia, não dá idéia…”

O Projeto Cidade Digital, tal como vem sendo trabalhado em cidades como Piraí – RJ e Paulo Afonso – BA vai muito além de “internet pública”, seja isso o que for. O que vou colocar aqui não está em linguagem técnica nem rebuscada, pois o objetivo é fazer com que o maior número de pessoas (leigas no assunto) possa  perceber de alguma forma o alcance de um projeto dessa monta. De início, digo: Não é brincadeira, nem é simplista como querem fazer parecer.

O custo inicial com a licitação de equipamentos e empresas gestoras é o primeiro ponto, vindo a seguir a implantação dos sistemas  que permitam à administração pública estar interligada, utilizando correta e produtivamente a internet (e uma intranet),  comunicando-se por e-mail, após capacitação de seu pessoal para oferecimento de serviços on line.

A prefeitura poderá oferecer uma série de serviços através de seu site: segunda via de carnê de IPTU e de ISS e certidão negativa de débitos são alguns exemplos.

“Quem usa os serviços online? Aqueles que têm conhecimento, que não são analfabetos digitais. Por isso, vamos fazer capacitação do pessoal que ainda não sabe usar os serviços, o pessoal mais carente, que é justamente quem mais precisa de atendimento público”, diz o responsável pelo projeto em Paulo Afonso. Então, trabalhar a Inclusão Digital, ou seja, capacitar a população para usufruir dos serviços oferecidos, lembrando que também precisa haver lugar para pôr em prática o que for aprendido.

Os chamados “telecentros municipais”, as escolas rurais e urbanas, postos de saúde, além de praças, auditórios públicos, biblioteca e cooperativas (de moradores, de pescadores, etc), espalhados pelo município, além de sinal Wireless.

Os poderes estadual e federal deverão estar presentes num projeto desta monta. Deverão existir também na cidade pontos do Gesac – Governo Eletrônico Serviço de Atendimento ao Cidadão, o programa federal tocado pelo Ministério das Comunicações.

A instalação de VoIP deve estar incluída nos planos da transformação em Cidade Digital, o que reduzirá consideravelmente os custos de telefonia.

Além disso, o turista  terá uma agradável surpresa: haverá sinal Wi-Fi ao menos no centro histórico da cidade (no caso de Ilhéus).

Resumindo, os benefícios de ser uma Cidade Digital:

* Governo:

    Modernização da administração pública, com a integração, via computador, de todas as entidades diretas e indiretas; integração das estruturas tributária, financeira e administrativa; aumento da arrecadação tributária; melhoria da fiscalização; acesso mais imediato às informações e serviços; comunicação via VoIP (Voz sobre o protocolo de Internet).

      * Cidadania:

        Instalação de telecentros a custos reduzidos; disseminação de terminais para consultas e reclamações por parte dos cidadãos; acesso à Internet para os cidadãos, produção de conhecimento

        * Educação:

          Integração das escolas a outras instituições de pesquisa e ensino; laboratórios de informática; acesso a acervos de livros e documentos históricos; capacitação dos professores.

          * Saúde:

            Gestão integrada dos centros de assistência à saúde; interligação com serviços de emergência como o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil; uso de novas tecnologias, tais como videoconferência e telemedicina.

            * Segurança:

              Interligação via computadores de órgãos como as polícias Civil e Militar e o Corpo de Bombeiros; instalação de câmeras de vigilância via Internet em pontos mais vulneráveis da cidade.

              *Economia:

                Acesso à Internet sem fio para pequenos empresários; comunicação mais barata com entidades de classe ou empresários de outra cidade/região através da Internet ou da telefonia VoIP; incentivo ao turismo.

                Que isso não seja sonho, mas um PROJETO que tem tudo para ser realizado.

                Fonte: Guia das Cidades Digitais.


                Paulo Afonso Digital: com as próprias mãos

                9 Setembro, 2008

                “A cidade de Paulo Afonso, na Bahia, está em festa. O projeto de serviços eletrônicos oferecidos ao cidadão ganhou  o prêmio e-Gov 2008 na categoria “Governo para Cidadão”, ao lado de outros dois programas, um da Celepar, do Paraná, e outro do IMA, de São Paulo. Paulo Afonso foi o único representante do Nordeste entre os vencedores de todas as categorias. Leia mais na reportagem Prêmio e-Gov 2008: os vencedores.

                Paulo Afonso Digital concorreu com outras 24 iniciativas.  “Enche-nos de orgulho ser o único órgão público do Nordeste a receber o prêmio em meio a tantas iniciativas de grande porte”, ressalta Verlânio Gallindo, diretor da Assessoria de Modernização e Informática (Asinf) da prefeitura. “O projeto dá mais velocidade e informações aos processos públicos, além de trazer conforto à população”, complementa.

                O projeto consiste na interligação dos bancos de dados das secretarias municipais, na modernização das máquinas utilizadas pelos órgãos públicos e em um sistema que engloba 32 soluções eletrônicas. Elas vão desde a obtenção de segundas vias de impostos e acompanhamento de gastos até o fornecimento de obituários e de consulta de horários de carros-pipa. Todas as iniciativas foram desenvolvidas pela Asinf. Até agora, nenhuma empresa foi contratada para prestar serviços ao município na área de tecnologia.

                Ponto de partida foi inclusão digital

                Gallindo diz que a premiação é fruto de um trabalho de longo prazo que se tornou maior do que o inicialmente planejado. “Começamos como um projeto de inclusão digital, que acabou se estendendo para a administração pública”, conta. “Queria fazer algo que levasse tecnologia para as pessoas, mas, para isso, tivemos de reequipar todos os órgãos públicos.”

                Assim, antigos servidores de rede foram substituídos por outros, mais modernos e capazes de suportar o aumento de tráfego que o projeto traria. Depois deste segundo passo (o primeiro, claro, foi a troca de computadores por mais novos), foi implementada uma rede Wi-fi e de interconexão entre as secretarias e órgãos municipais como hospitais e escolas.

                “Agora estamos começando a instalar uma rede WiMax, mais potente, nas áreas mais afastadas e difíceis de serem atingidas pelo sinal das antenas Wi-Fi, como as que ficam atrás de serras”, afirma Jailson Bezerra, chefe da divisão de informática da cidade baiana. Para isso, foi adquirido à Oi um novo link dedicado de internet. Os 2 Mbps atuais darão lugar a 8, um aumento de quatro vezes de velocidade para que mais pessoas possam navegar pela rede com a mesma facilidade.

                Com a nova forma de transmissão, a prefeitura pretende completar o projeto inicial de interconexão de 75 pontos públicos de acesso. “Faltam apenas oito”, garante Bezerra. Alm de levar internet a escolas e postos de saúde municipais, a Asinf pretende aproveitar o ânimo extra dado pelo prêmio para expandir o projeto.

                Por enquanto, a cidade conta com apenas três pontos de acesso gratuito à internet, todos na região do centro da cidade. Os responsáveis pelo setor de tecnologia da prefeitura dizem que, em breve, totens serão instalados para aqueles que não possuem um laptop poderem usar a rede mundial de computadores. Outros objetivos são passar a utilizar VoIP no sistema de telefonia dos órgãos públicos para economizar recursos e a disponibilizar um serviço de agendamento de consultas médicas online.”

                Fonte: Guia das Cidades Digitais

                Data: 05 de setembro de 2008
                Autor: Marcelo Medeiros

                Quando poderemos ler algo semelhante sobre Ilhéus? Espero sinceramente que não demore…


                Vamos transformar ILHÉUS numa CIDADE DIGITAL?

                5 Setembro, 2008

                Acreditamos ser o projeto de transformar Ilhéus numa Cidade Digital de grande importância para o nosso município, especialmente para a nossa juventude. Por esta razão queremos fazer deste Blog um espaço em que possamos discutir o Projeto, objetivando convergir esforços para oferecer aos nossos governantes subsídios que possam nortear uma ação concreta neste sentido.

                Já sentimos, pelas reações ao artigo anterior, publicado aqui e no R2CPRESS, que é algo que empolga. E não teria como não empolgar.  Para começar a discussão, transcrevo aqui um artigo encontrado no site da Prefeitura Municipal de Piraí e como “bônus”, uma música de Gilberto Gil, como soundtrack à nossa reflexão.

                “Piraí é um dos destaques da edição desta semana da Veja, revista de maior circulação no país. Na reportagem intitulada “As Cidades que São Número 1” do Brasil, o semanário destaca, entre os 5.564 municípios brasileiros, aqueles que “possuem indicadores sociais de países ricos” ou “adotaram experiência dignas de ser reproduzidas”. Entre eles está Piraí.

                O levantamento da Veja cita 40 cidades em todo o país que merecem ser destacadas, levando em consideração aspectos que vão desde o maior índice de área verde até a que mais recebe cruzeiros marítimos, passando por aquelas que possuem o maior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), mais segurança, menor mortalidade infantil e até as que são famosas por peculiaridades como onde mais se lê, de maior proporção de negros, etc.

                O Prefeito Arthur Henrique Gonçalves Ferreira, Tutuca, festejou o reconhecimento da Veja e o que isso representa para o município:

                “É muito gratificante para todos nós, piraienses, merecermos o reconhecimento de uma revista da importância da Veja, a mais importante do país. Não é reconhecimento apenas ao trabalho da Prefeitura. É o trabalho de toda a população que está sendo destacado e é mais uma prova de que estamos no caminho certo”, disse Tutuca, emocionado.

                Veja destaca Piraí na área de tecnologia, por ser uma das três cidades brasileiras com 100% de cobertura weireless, ou seja, conexão à internet sem fio. As outras duas são Parintins, no Amazonas, mais de 100 mil habitantes, e a paulista Sud Mennucci, com cerca de 8 mil habitantes.

                Com pouco mais de 24 mil habitantes, Piraí tem todo o território do município coberto por internet, inclusive através de telecentros e quiosques espalhados pelo município, que permitem acesso gratuito à rede, em banda larga. Além disso, todas as escolas da rede de ensino da Prefeitura de Piraí estão aparelhadas com laboratório de informática.

                Por ser referência na área de inclusão digital, Piraí foi uma das quatro cidades do País escolhidas, em 2007, para implantar o plano piloto do Projeto UCA – Um Computador por Aluno. Piraí era a única não capital. As outras três foram São Paulo, Porto Alegre e Palmas. A escola escolhida foi o CIEP de Arrozal, mas diante ao sucesso do Projeto UCA, a Prefeitura decidiu ampliá-lo, este ano, por conta própria, a outras escolas da rede municipal de ensino, adquirindo cerca de novos mil laptops.

                O Projeto Piraí Digital já foi assunto também de uma das mais importantes revistas do mundo, a americana Neesweek, que publicou reportagem após Piraí receber, em 2005, o prêmio Top Seven Intelligent Comminities Of  The Year (As 7 Cidades Mais Inteligentes do Mundo). Até hoje, Piraí continua a ser a única cidade brasileira com esse prêmio.

                A excelência do Projeto Piraí Digital deu ao município vários prêmios nacionais e internacionais, entre eles a chancela da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), pela democratização do acesso aos meios de informação e comunicação e a oportunidade de gerar desenvolvimento econômico e social e  de ampliar o horizonte da comunidade.”

                Ouça Banda Larga Cordel, do baianíssimo Gilberto Gil.

                Pôs na boca, provou, cuspiu
                É amargo, não sabe o que perdeu
                Tem um gosto de fel, raiz amarga
                Quem não vem no cordel da banda larga
                Vai viver sem saber que mundo é o seu

                Mundo todo na ampla discussão
                O neuro-cientista, o economista
                Opinião de alguém que esta na pista
                Opinião de alguém fora da lista
                Opinião de alguém que diz que não

                Uma banda da banda é umbanda
                Outra banda da banda é cristã
                Outra banda da banda é kabala
                Outra banda da banda é alcorão
                E então, e então, são quantas bandas?
                Tantas quantas pedir meu coração

                E o meu coração pediu assim, só
                Bim-bom, bim-bom, bim-bom, bim-bom

                Ou se alarga essa banda e a banda anda
                Mais ligeiro pras bandas do sertão
                Ou então não, não adianta nada
                Banda vai, banda fica abandonada
                Deixada para outra encarnação

                Rio Grande do Sul, Germania
                Africano-ameríndio Maranhão
                Banda larga mais demografizada
                Ou então não, não adianta nada
                Os problemas não terão solução

                Piraí, Piraí, Piraí
                Piraí bandalargou-se um pouquinho
                Piraí infoviabilizou
                Os ares do município inteirinho
                Com certeza a medida provocou
                Um certo vento de redemoinho

                Diabo de menino agora quer
                Um i pod e um computador novinho
                Certo é que o sertão quer virar mar
                Certo é que o sertão quer navegar
                No micro do menino internetinho

                O Netinho, baiano e bom cantor
                Ja faz tempo tornou-se um provedor – provedor de acesso
                À grande rede www
                Esse menino ainda vira um sábio
                Contratado do Google, sim sinho

                Diabo de menino internetinho
                Sozinho vai descobrindo o caminho
                O rádio fez assim com seu avô

                Rodovia, hidrovia, ferrovia
                E agora chegando a infovia
                Pra alegria de todo o interior

                Meu Brasil, meu Brasil bem brasileiro
                O You Tube chegando aos seus grotões
                Veredas do sertão, Guimarães Rosa,
                Ilíadas, Lusíadas, Camões,
                Rei Salomão no Alto Solimões,
                O pé da planta, a baba da babosa.

                Pôs na boca, provou, cuspiu
                É amargo, não sabe o que perdeu
                É amarga a missão, raiz amarga
                Quem vai soltar balão na banda larga
                É alguém que ainda não nasceu


                Ilhéus na Idade das Trevas

                2 Setembro, 2008

                Em junho de 2007, publiquei no R2CPRESS, um texto com o título de Ilhéus na Idade das Trevas, que por acreditar seja oportuno, transcrevo, e em seguida faço alguns comentários.

                “A revista ÉPOCA desta semana (Edição 472 de 05.06.2007) traz uma reportagem intitulada TRÊS CIDADES INOVADORAS, versando sobre três municípios do Rio de Janeiro, de Goiás e Minas Gerais, que me deixou triste, deprimido e pensativo. Começa assim a reportagem: Em boa parte dos 5.562 municípios brasileiros, a administração municipal ainda segue métodos de gestão do século passado. A relação de funcionários é anotada a mão em fichários amarelados. Folhas de cheques avulsas, guardadas em bolsos de prefeitos, são usadas para despesas gerais. Faltam livros contábeis para controlar gastos e receitas dos municípios. Em meio a esse cenário, é fácil entender o mau uso do dinheiro público e a corrupção na administração dos orçamentos municipais, que, em conjunto, somam R$ 142 bilhões, valor próximo ao faturamento da maior empresa do país, a Petrobras.

                Se esta não é a real situação da Prefeitura de Ilhéus, temos certeza de que não estamos muito longe disto. E temos o agravante de contarmos, na nossa cidade, com um Pólo de Informática e Eletroeletrônica que abriga quase 60 empresas e que, de acordo com o SINEC, fabrica quase 20% dos computadores produzidos no Brasil, o que, a princípio, nos credenciaria a ter um maior desenvolvimento na utilização dos recursos de tecnologia da informação.

                E segue a reportagem: Em Piraí, município de 22 mil habitantes a 74 quilômetros do Rio, todas as 23 escolas municipais têm laboratórios de informática conectados com a internet. Da mesma forma, a cidade inteira está plugada à rede. Em quatro telecentros, qualquer pessoa pode sentar-se durante meia hora e navegar gratuitamente. Quiosques espalhados pelos bairros também dão acesso gratuito aos moradores. Quem quiser ligar para a Prefeitura pode usar telefones públicos com base na tecnologia de conexão pela internet (VoIP), sem pagar nada. Todos os 39 prédios públicos estão conectados, e os órgãos também se falam pelo VoIP.

                O projeto começou depois de um baque sofrido pela cidade. Em 1997, a Light foi privatizada e houve uma reformulação da maior fábrica de Piraí. Mil e duzentos moradores ficaram sem emprego. O então prefeito Luiz Fernando Pezão (PMDB), hoje vice-governador do Rio, reuniu cérebros e chamou pesquisadores para desenvolver um plano estratégico e descobrir novas vocações para a cidade. A idéia inicial era que todos tivessem acesso sem fio à rede, mas o custo foi proibitivo. Entrou em ação o jeitinho brasileiro. A conexão chega por fibra ótica ao ponto mais alto da cidade. Dali é transmitida pelo rádio para cinco retransmissores, que levam a internet por cabo a pontos espalhados pelo município. Dessa forma o projeto custou um quarto do previsto. A conexão cobre hoje os 520 quilômetros quadrados do município e contribuiu para atrair 18 indústrias para a cidade. “Em oito anos multiplicamos por quase cinco a arrecadação de ICMS – de R$ 17 milhões para R$ 76 milhões”, diz o vice-governador Pezão.

                O acesso à informação é levado tão a sério em Piraí que foi incluído entre os direitos básicos do cidadão, ao lado de saúde, educação e emprego. “Não existe inclusão social sustentável, sem inclusão digital”, afirma Franklin Dias Coelho, professor da Universidade Federal Fluminense e coordenador do projeto.

                Voltemos à nossa querida Ilhéus, e à nossa triste realidade. Poucas das nossas escolas têm laboratório de informática, e pouquíssimas têm acesso à internet. Não temos tele-centros, para falarmos com a nossa Prefeitura, mesmo pagando a ligação, temos grandes dificuldades e a home-page do município é uma vergonha. Não temos Planejamento Estratégico de nada; e fibra ótica, acesso sem fio à rede, internet por cabo, inclusão social, inclusão digital e VoIP, são palavras que não fazem parte do vocabulário da quase totalidade do nosso povo.

                - Quiosques, só de cachorros-quentes, acarajés e quibes.

                Na nossa cidade, o acesso à informação é tão precário, que sequer uma Biblioteca Pública convencional nós temos.

                Porém, é interessante que ressaltemos que tudo isto acontece numa cidade que tem uma Universidade do porte da UESC, um Centro de Pesquisa em Informática e Eletrônica com o gabarito do CEPEDI e grande volume de recursos disponíveis para Pesquisa e Desenvolvimento em Tecnologia da Informação nas Empresas de TI aqui instaladas.

                Não podemos ficar de braços cruzados, assistindo passivamente a este descalabro.

                Se a Prefeitura nada pode fazer, por falta de recursos, de visão de futuro ou de vontade política, que solicite à UESC, para que juntamente com o SINEC – Sindicato das Empresas de Informática e o CEPEDI, ajudem a nossa cidade a sair da idade das trevas em quer se encontra e ingresse no mundo da Tecnologia da Informação e Comunicação.”

                Passado mais de hum ano desde a publicação deste texto, a situação continua a mesma, isto é, a nossa cidade continua na Idade das Trevas no que se refere ao uso das TIC”s – Tecnologias da Informação e Comunicação, apesar do seu Pólo de Informática e Eletroeletrônica estar em franco progresso, gerando empregos e renda e constituindo-se numa excelente alternativa econômica para a redenção da outrora pujante economia cacaueira.

                Aproximam-se as eleições municipais e com elas um bom momento para que os Candidatos a Prefeito se comprometam com o povo de Ilhéus no sentido de tirarem a nossa cidade da Idade das Trevas. Fica pois aqui o meu apelo: André, Cacá, Espírito Santo, Newton e Ruy, pensem na possibilidade de colocarem nos seus Planos de Governo projetos que possam colocar Ilhéus no mundo novo da Tecnologia da Informação e Comunicação. O povo de Ilhéus, principalmente a nossa juventude, ficará eternamente grato.


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