Muito se vem falando de CRISE, e com a crise, a primeira providência que as Empresas costumam tomar é REDUZIR CUSTOS. Porém, antes de se pensar em reduzir custos, é extremamente necessário que se reveja o planejamento da Empresa e que se faça uma análise criteriosa dos processos empresariais, para que possam ser definidas, com acerto, quais despesas devem ser cortadas ou reduzidas e quais projetos devem ser cancelados ou adiados.
De acordo com artigo publicado no Financial Report da IT Mídia S.A., edição de janeiro de 2009, a Trevisan Consultoria recomenda os seguintes cuidados na hora de adiar ou cancelar um projeto.
. Faça uma análise criteriosa;
. Mantenha projetos que privilegiem a redução de custos;
. Adie os que darão retorno no longo prazo;
. Leve em conta os fatores externos;
. Faça um ranking com os projetos vitais para a sobrevivência da empresa;
. Não aborte iniciativas que demandaram meses ou anos para serem planejados;
. Adie projetos que irão gerar um pequeno aumento de produtividade;
. Continue com os que trarão ganhos de lucratividade;
. Cuidado para não comprometer o entusiasmo e o comprometimento dos colaboradores;
. Saiba que a decisão deve estar relacionada às questões mercadológicas;
. Não cancele projetos no auge do seu desenvolvimento;
. Leve em conta a sazonalidade;
. Não cancele os que têm tecnologia intensiva aplicada, corre-se o risco da obsolescência;
. Mantenha o plano de expansão a uma velocidade menor, caso a crise não afete diretamente o negócio;
. Considere que sempre é preciso implementar projetos. O que a crise faz é mudar a priorização do investimento.
Além destas recomendações, a Trevisan estabelece também alguns mandamentos para a contenção racional de custos.
. Planejar e manter atualizado o orçamento financeiro contemplando todas as áreas da empresa com previsão de investimentos (se necessário);
. Ter uma visão mais econômica (lucro) e menos financeira (caixa);
. Estabelecer uma curva ABC de custos, identificando aqueles que apresentam maior incidência e impacto no orçamento;
. Exercer um controle mais efetivo sobre estes custos de maior incidência;
. Rever os principais processos internos e identificar os custos envolvidos a cada atividade;
. Adotar centos de custos e classificar as despesas por natureza
. Estabelecer metas e objetivos visando a redução de custos;
. Envolver os colaboradores nesta tarefa.
Pois é. Seja uma “marola”, ou uma “Crise” com “C” maiúsculo, o certo é que nelas existem também excelentes possibilidades de crescimento, desde que algumas regras básicas sejam seguidas.
No caso específico da Área de Tecnologia da Informação, é interessante observarmos que uma das recomendações prega que não se deve cancelar projetos que têm tecnologia intensiva aplicada, pois corre-se o risco da obsolescência.
Escrito por Carlos Mascarenhas
Escrito por Anabel Mascarenhas
Escrito por Anabel Mascarenhas 
