Ilhéus precisa de planejamento

3 Junho, 2009

O Diário de Ilhéus do dia 02.06.2009, publicou o Decreto 043/2009, através do qual o Prefeito Newton Lima e Silva nomeou uma Comissão composta de 6(seis) membros para coordenar os trabalhos de elaboração do PPA – Plano Plurianual do nosso município, para o período de 2010/2013. O decreto detalha as seguintes atividades com suas respectivas datas de conclusão:

I – Encontro geral das secretarias para exposição das propostas gerais, ocasião em que será apresentado o Projeto de Execução e Metodologias para a condução do PPA 2010-2013 03.06.2009
II – Treinamento para consulta à sociedade 08.06.2009
III – Início das ações de consulta à sociedade, com encontro geral com as associações representativas 09.06.2009
IV – Elaboração da fase qualitativa 09/12.06.2009
V – Curso de elaboração de indicadores e adequação dos indicadores dos programas a serem desenvolvidos no PPA 15/16.06.2009
VI – Elaboração da fase quantitativa 16/22.06.2009
VII – Consolidação dos programas 22/29.06.2009
VIII – Preparação do documento final 29.06/06.07.2009
IX – Apreciação pelo Prefeito 06/10.07.2009
X – Ajustes 10/15.07.2009
XI – Envio ao Gabinete do Prefeito 18.07.2009
XII – Encaminhamento à Câmara 21.07.2009

Pois é Senhores, a equipe de Planejamento da nossa Prefeitura está se propondo a, num prazo de menos de 20(vinte) dias úteis, além de ouvir a população da nossa cidade para identificar as demandas sociais e fazer um encontro geral com as nossas associações representativas, preparar um PPA – Plano Plurianual que deverá nortear a ação do poder público municipal para os próximos 4(quatro) anos, 2010 a 2013, período em que Ilhéus estará sofrendo grandes transformações e recebendo Projetos de grande magnitude como a ZPE – Zona de Processamento de Exportações e o Projeto Porto Sul.

Ou seja, estão prometendo um verdadeiro milagre, ou estão brincando de planejar.

Temo muito pela qualidade do produto final deste trabalho e tenho um medo muito grande de que nos próximos 4(quatro) anos continuemos com uma gestão “feijão com arroz”, apagando incêndios, sem rumo, sem direção e sem destinos.

Mas quem sabe, se todos nos unirmos, arregaçarmos as mangas e participarmos ativamente da elaboração deste PPA – Planejamento Plurianual, consigamos mudar esta desagradável situação de total falta de planejamento na qual vive o nosso município.

Ainda está em tempo, mas é necessário que o nosso Prefeito e a sua equipe queiram realmente ser ajudados.

Fica aqui uma pergunta: Quem é o Secretário de Planejamento do município de Ilhéus?

Carlos da Silva Mascarenhas – Ilheense


CEPEDI representa a região em Missão Internacional de Parques Tecnológicos

1 Junho, 2009

De 30 de maio a 6 de junho deste ano, o CEPEDI –Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Tecnológico em Informática e Eletro-eletrônica de Ilhéus -  participa da Missão Internacional de Parques Tecnológicos, nos Estados Unidos, a convite da AnproTec, organizadora da missão.  O programa é voltado aos dirigentes de parques tecnológicos em operação, implantação ou projeto e incubadoras de empresas.

Parques Tecnológicos são um ambiente de inovação de empresas que trocam conhecimento entre si. Além dos serviços da incubadora de empresas, os parques têm como objetivo interligar desenvolvimento urbano, instituições de ensino e de pesquisa para promover o desenvolvimento tecnológico.

No evento, além de visitas técnicas a Parques Tecnológicos da região, o CEPEDI participará de um programa específico que destaca e discute as relações entre os Estados Unidos e Brasil, verificando a possibilidade de formação de parcerias nas áreas de pesquisa e inovação tecnológica, comercialização e transferência de tecnologias e investimentos em empresas inovadoras.

A agenda envolve as cidades de Raleigh, Carolina do Norte e São Francisco, Califórnia. Em Raleigh acontece a Conferência Internacional de Parques Tecnológicos, um encontro entre dirigentes de unidades de pesquisa e inovação e uma visita a  Universidade de Standford e seus laboratórios. Em São Francisco as visitas serão a empresas do Vale do Silício.

(Texto: Divulgação CEPEDI)

A Consultic parabeniza o CEPEDI, na pessoa de seu Diretor imageExecutivo, Jauberth Weyll Abijaude (foto), e torce pelo seu sucesso, que de toda forma, é da nossa região também.


Palestras sobre ZPE

29 Abril, 2009

Promovido pela PROMOBAHIA e pelo Governo do Estado da Bahia, e com o apoio do Governo Federal, do Banco do Brasil e da ABRAZPE – Associação Brasileira das Zonas de Processamento de Exportação, será realizado em Salvador-Bahia, no dia 06.05.2009, às 18:30 horas, no Restaurante Fogo de Chão, um happy business com palestras sobre o Tema: Zonas de Processamento de Exportação – ZPE – Oportunidades de Negócios e Investimentos para a Bahia, com os palestrantes Helson Braga, Presidente da ABRAZPE e Edmundo Ramos, Coordenador da ZPE BAHIA S.A.

Como estudioso e interessado pelo assunto, já fiz a minha inscrição e participarei do evento. Gostaria, no entanto, de evidenciar a minha estranheza ao verificar que nenhuma instituição da nossa Cidade, especialmente a nossa Prefeitura e a nossa Câmara de Vereadores, aparecem como promotoras ou apoiadoras deste evento.

Acredito que, por ser de grande importância para o desenvolvimento da nossa cidade e região, devemos seguir de perto todas as discussões sobre a implantação da nossa ZPE.

Para maiores informações sobre o evento acessar:

http://www.abrazpe.org.br/eventos.html

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Carlos da Silva Mascarenhas

carlos.consultic@gmail.com 


O Pólo de Informática e o desenvolvimento sustentável

1 Abril, 2009

Até o ano de 1994 a economia do Município de Ilhéus esteve alicerçada na cacauicultura e no turismo, atividades que desempenharam e continuam a desempenhar papéis de fundamental importância para a conservação da porção de mata atlântica remanescente no município e para a preservação do equilíbrio ambiental em todo o seu território.

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Foto - José Nazal

A decadência da lavoura cacaueira do Sul da Bahia, principalmente pela incidência da doença fúngica vulgarmente denominada vassoura-de-bruxa, ocasionou reflexos negativos no Parque Moageiro de Cacau, principal e quase exclusiva atividade industrial do Município de Ilhéus até 1994. Este quadro adverso fez com que a economia local experimentasse grave crise e forçou os poderes públicos das esferas Federal, Estadual e Municipal a buscarem a definição de uma nova matriz econômica para a Cidade.

Para minorar tal quadro de dificuldades, o Governo Estadual além de ter implementado medidas de incentivo ao turismo, notadamente nas áreas de treinamento de mão-de-obra, atração de eventos (Congressos, Exposições e Feiras), financiamentos para a implantação de novos hotéis e pousadas, e venda do destino Ilhéus em grandes centros do Brasil e do exterior, estabeleceu, através do Decreto 4.316/95, de 19 de junho de 1995, alterado pelo Decreto 6.741/97, de 11 de setembro de 1997, pelo Decreto 7.341/98 de 26 de maio de 1998, e outras leis e portarias, o arcabouço legal de Incentivo às Indústrias de Informática, Eletroeletrônica e Telecomunicações, restringindo-o, entretanto, aos estabelecimentos industriais que viessem a se instalar no município de Ilhéus. Com estas medidas criou o Pólo de Informática, Eletroeletrônica e Telecomunicações de Ilhéus, concedendo às empresas que aqui viessem se instalar, uma serie de vantagens locacionais, financeiras e fiscais.

A cidade, cuja economia baseava-se apenas em atividades consideradas conservacionistas como o turismo e a cacauicultura, passou a ter na sua matriz econômica indústrias dos setores de informática, eletroeletrônica e telecomunicações. Indústrias estas consideradas como de médio potencial de poluição ambiental, de acordo com os anexos II e III da Lei 3.858/80 do Estado da Bahia, que instituiu o Sistema Estadual de Administração dos Recursos Ambientais; sem que, no entanto, fossem estudadas e colocadas em prática medidas que procurassem minimizar os efeitos nocivos ao meio ambiente gerados pelas novas indústrias que aqui viriam se instalar.
Depois de mais de 13 (treze) anos de implantado, contando hoje com mais de 60(sessenta) empresas em operação que respondem por 20% da produção nacional de microcomputadores e eletroeletrônicos, e que geram em torno de 1.500 empregos diretos e 6.000 empregos indiretos, conforme dados do SINEC – Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos, Computadores, Informática e Similares dos Municípios de Ilhéus e Itabuna, Estado da Bahia, o Pólo está consolidado. Porém, até o momento não foi feito nenhum estudo científico que dimensione os seus problemas ambientais e estabeleça medidas para o monitoramento ambiental das suas atividades industriais, assim como para a prevenção e mitigação dos seus eventuais impactos ambientais.
Claro está que o Pólo traz desenvolvimento econômico, e que este, apesar de gerar riqueza traz, sempre que medidas preventivas não são tomadas, degradação ambiental e poluição, principalmente se considerarmos a sua localização, num ambiente em que temos a Reserva da Esperança, o Rio Almada e o Oceano Atlântico, como pode ser visto na foto apresentada acima.

Por estas razões torna-se imperativo buscar o Desenvolvimento Sustentável, que preconiza a procura do desenvolvimento econômico em harmonia com as limitações ecológicas do Planeta Terra, ou seja, sem que se faça uma destruição do meio-ambiente, de modo que as gerações futuras tenham a possibilidade de viver bem, de acordo com as suas necessidades.

Se de um lado, o Município de Ilhéus necessita promover o seu desenvolvimento, com a conseqüente geração de emprego e renda, do outro, necessita também resguardar os seus recursos naturais. O grande desafio é, pois, o de conciliar as atividades econômicas com a proteção ambiental.

Para resolver esse impasse é necessário que tenhamos em mente o conceito de sustentabilidade, que foi criado no começo da década de 80 por Lester Brown. Este pesquisador definiu sociedade sustentável como aquela que é capaz de satisfazer suas necessidades de hoje, sem comprometer as chances de sobrevivência das gerações futuras; e também o conceito de Desenvolvimento Sustentável, definido no Relatório Nosso Futuro Comum (1987), Comissão Mundial para Meio Ambiente e Desenvolvimento, como: “a satisfação das necessidades do presente, sem comprometer a capacidade das futuras gerações de satisfazerem suas próprias necessidades”.

Para garantirmos o Desenvolvimento Sustentável do Pólo, acreditamos que os nossos governantes poderiam estudar a viabilidade e a oportunidade de tomarem duas medidas complementares e de grande alcance sócio-econômico. São elas: a) Discutir a possibilidade da constituição de uma Empresa para tratamento dos resíduos sólidos gerados pelo Pólo de Informática; b) Propor lei municipal que estabeleça prazos para que as Empresas instaladas ou que venham a se instalar no Pólo certifiquem os seus Sistemas de Gestão Ambiental de acordo com os requisitos da Norma ISO 14001:2004 – Sistemas da Gestão Ambiental – Requisitos com orientação para uso.

Com a adoção das medidas aqui preconizadas, que buscam a sustentabilidade ambiental do Pólo, estaremos também construindo novos caminhos para expansão do desenvolvimento sócio-econômico da cidade. Isto acontecerá porque as ações que irão promover o tratamento e destinação final dos resíduos sólidos gerados pelas atividades produtivas do Pólo Industrial, além de mitigarem o problema ambiental, irão também contribuir para a geração de emprego e renda no nosso município.

Para concluir, convém destacarmos que assim como os problemas ambientais do nosso Pólo trazem preocupações, os aspectos e impactos ambientais do Projeto Porto Sul, empreendimento que tem gerado acirradas discussões na nossa região, e que será objeto de futuro artigo, trazem preocupações ainda maiores. Acreditamos, porém, que em ambos os casos, se tomarmos os cuidados necessários e estabelecermos alguns condicionantes ambientais, Ilhéus poderá experimentar nos próximos anos, grandes índices de crescimento econômico com preservação das suas riquezas ambientais.

O autor é Economista, Pós-graduado em Gestão Empresarial
carlos.consultic@gmail.com

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Este artigo foi originalmente publicado na primeira edição do Jornal Bahia Online. “Não é um blog. Será um jornal eletrônico, com edições novas ao amanhecer e atualizações no decorrer de todo o dia”, revela o jornalista Maurício Maron, que vai coordenar o projeto. Ele explica que a idéia surgiu a partir de uma proposta inédita de reunir jovens estudantes de jornalismo com profissionais mais experientes no mercado baiano.

A Consultic está presente no Jornal Bahia Online através do artigo de Carlos Mascarenhas, e aplaude o sucesso que já se anuncia.


SETE OPORTUNIDADES PARA A ÁREA DE TI, COM SALÁRIOS A PARTIR DE R$ 5,5 mil – Com UPDATE

29 Março, 2009

UPDATE:

A Consultic entrou em contato com a editoria de Empregos e Negócios do jornal A TARDE para informar que as mensagens enviadas para o  e-mail indicado na matéria (nelsonleal@perfilonline.com) estavam retornando com erro. Recebemos a seguinte resposta:

O servidor do referido e-mail está com problemas, no entanto, o recrutador afirmou que os candidatos devem continuar tentando enviar seus currículos para este endereço eletrônico, pois o prestador de serviços garantiu que a situação estaria normalizada a partir de hoje. [01/04/2009]

Atenciosamente,

Carine Aprile

Estamos fazendo nossa parte para que as coisas aconteçam!

Anúncio veiculado no Jornal A TARDE de hoje, 29.03.2009:

Empresa está em busca de sete profissionais da área de TI, com experiência comprovada em desenvolvimento de software, para trabalhar em Ilhéus.

Os salários são a partir de R$ 5,5 mil. São duas vagas para analista de sistemas, uma para analista de arquitetura, duas para analista de requisitos e outras duas para administrador de dados.

Os candidatos devem apresentar graduação ou pós-graduação na área de TI e é desejável ter inglês fluente.

As competências genéricas são: capacidade de especificar e analisar requisitos, elaborar projeto de software, executar projeto gráfico de interfaces, produzir, testar e avaliar software executável e promover a garantia da qualidade do produto.

Os currículos devem ser encaminhados para o e-mail nelsonleal@perfilonline.com .

Será que é o início de um Pólo de Software na nossa Cidade? Se for, é uma excelente notícia…


Um brinde aos 15 anos da M21

4 Março, 2009

Este não é um post patrocinado, nem a CONSULTIC é cliente da M21. Bem que gostaríamos. Quem sabe, num futuro próximo, isto não poderá acontecer…

É o reconhecimento de um trabalho bem feito ao longo de 15 anos, coroado por uma peça publicitária de grande qualidade, que deve ser divulgada e repartida com todos aqueles que acessam o nosso blog.

Um brinde a toda equipe de uma Empresa que completa agora quinze anos, mas que, por tudo que já fez e pela qualidade de tudo o que faz, podemos considerar como “maior de idade”.

Assistam ao vídeo comemorativo da M21, A vida aos 15 . Vale à pena.

Mascarenhas e Anabel


CHOCOLATE AMARGO E SAÚDE CARDIOVASCULAR

16 Janeiro, 2009

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Transcrevemos a seguir notícia publicada no Southern Medical Journal do mês de dezembro de 2008, que enfatiza os efeitos benéficos do chocolate amargo para a saúde cardiovascular.

 A princípio pode parecer estranho que tratemos deste assunto aqui no nosso BLOG, mas considerando que o cacau e seus derivados ainda são a nossa principal fonte de renda, é extremamente importante que, a notícias desta natureza, procuremos dar a maior divulgação possível.

É imprescindível que lutemos pelo nosso Pólo de Informática e Eletroeletrônica, assim como pelo desenvolvimento do nosso turismo, mas não podemos perder de vista que é o cacau o nosso maior gerador de emprego e renda. Sejam nas fazendas, nas indústrias e mesmo na comercialização da matéria-prima e dos inúmeros produtos e sub-produtos, é do cacau, ainda, que vem a nossa maior riqueza, e notícias como esta são de grande importância para a elevação mundial do consumo deste rico alimento.

 

Estudo ajuda a desvendar efeitos do chocolate na saúde cardiovascular

16 de janeiro de 2009 (Bibliomed). Um estudo publicado na edição de dezembro da revista científica Southern Medical Journal ajuda a explicar os efeitos benéficos do chocolate amargo para a saúde cardiovascular. Os resultados indicam que, apenas com uma semana de consumo do chocolate, há uma melhora no colesterol, na inflamação e na coagulação sanguínea.

“O chocolate amargo (dark chocolate) é uma das fontes mais ricas de flavonóides. Desde que o chocolate amargo tem sido apresentando como tendo efeitos benéficos no sistema cardiovascular, nosso estudo examina seus efeitos na reatividade plaquetária, na inflamação e nos níveis de lipídios em sujeitos saudáveis”, escreveram os autores.

Acompanhando sete dias de ingestão regular de chocolate amargo (que oferecia o equivalente a 700 mg de flavonóides por dia) por 28 voluntários saudáveis, os pesquisadores notaram uma queda de 6% nos níveis de colesterol “ruim” (LDL), um aumento de 9% no colesterol “bom” (HDL) e uma diminuição da reatividade plaquetária, reduzindo os riscos de entupimento das artérias. Além disso, apenas entre as mulheres, houve redução dos níveis sanguíneos do marcador inflamatório proteína C reativa ultra-sensível.

Os pesquisadores concluíram que a ingestão de chocolate amargo pode ter propriedades “cardioprotetoras”, ao melhorar o colesterol e reduzir as inflamações e os riscos de aterosclerose. Porém, “mais estudos de longo-prazo são necessários para avaliar o efeito dos flavonóides na saúde cardiovascular e para determinar se os efeitos benéficos do chocolate amargo estão relacionados aos flavonóides ou a algum componente desconhecido”.

Fonte: Southern Medical Journal. Dezembro de 2008.

Carlos da Silva Mascarenhas
carlos.consultic@gmail.com


SERÁ QUE O GOVERNO DO ESTADO VAI DEIXAR O PÓLO DE INFORMÁTICA DE ILHÉUS PERDER A COMPETITIVIDADE?

23 Dezembro, 2008

Os problemas que afligem o Pólo de Informática e Eletroeletrônica de Ilhéus são muitos e se arrastam desde a sua criação nos idos de 1995. Entre eles, convém que destaquemos a falta de infra-estrutura, as dificuldades logísticas, a falta de crédito e a pequena oferta de mão-de-obra técnica. Todos estes problemas passam pela necessidade de recursos públicos e demandam um tempo de maturação. No entanto, o MAIOR problema do Pólo, que é o anacronismo da nossa legislação, principalmente quando a comparamos com a legislação dos demais estados da Federação, depende única e exclusivamente de uma ação firme, decidida e conseqüente do nosso Governo Estadual.

Este não é um fato novo, e os nossos Secretários de Planejamento, Indústria e Comércio, Fazenda, Ciência e Tecnologia e todos os principais gestores destas Secretarias, são sabedores de que, ou atualizamos a nossa legislação, com urgência, ou assistiremos a derrocada do Pólo de Ilhéus, com a conseqüente inviabilização das Empresas que nele estão instaladas. E assim, mais uma vez, aquilo que era a esperança de desenvolvimento, geração de emprego e renda e dias melhores, passará a ser o símbolo da nossa incapacidade de nos anteciparmos aos problemas, resolvendo-os com presteza, inteligência e coragem.

Procurando fornecer uma visão estruturado da angustiante situação vivida pelo nosso cluster tecnológico, discutimos a seguir os dois principais problemas causados pelo anacronismo da nossa legislação e fazemos algumas reflexões e questionamentos que acreditamos mereçam ser aprofundados:

Problema número 01:
Os estados produtores de bens de informática (com exceção do Amazonas, por razões óbvias) editaram, alguns desde 2001, medidas danosas às empresas instaladas no Pólo de Ilhéus, especificamente não aceitando (glosando) o crédito do ICMS destacado nas Notas Fiscais de Vendas para aqueles Estados. Isto significa dizer que, os micros e notebooks que, ainda, e não sabemos até quando, são produzidos em Ilhéus, não têm a menor condição de competitividade para serem vendidos para os Estados do Sul/Sudeste. Na prática, só para exemplificar, os equipamentos produzidos em Ilhéus, para se manterem competitivos, teriam que ser pelo menos 18% mais baratos do que os produzidos no Paraná, mesmo sem consideráramos os custos do frete.  Porém, diferentemente do que fazem os outros Estados, a nossa benevolente Bahia aceita os créditos de todos os Estados produtores de bens de informática. Para justificar tal leniência, os nossos gestores públicos afirmam não desejar entrar numa “Guerra Fiscal”, inclusive por receio de que os Estados com maior poder econômico possam criar barreiras para outros produtos que aqui produzimos e isso poderia provocar perda de arrecadação.

Problema número 02: Insiste-se em manter a redução da base de cálculo para micros e notebooks, mesmo sabendo-se do grande mal que isso está causando às indústrias de informática da Bahia. E, vale ressaltar, isto continua sendo feito enquanto os demais Estados naturalmente e inteligentemente, já baniram esta prática, ou nunca reduziram sua base de cálculo. Isso na verdade quer dizer que os micros e notebooks produzidos no Paraná e vendidos para os Magazines da própria Bahia, por exemplo, ficam em torno de 11% mais baratos do que os mesmos equipamentos produzidos em Ilhéus.  Bem, para manutenção desta prática, não conseguimos imaginar qual possa ser a justificativa do nosso Governo, pois, o abandono da redução da base de cálculo, além de proteger as empresas da Bahia, traria também substancial aumento de arrecadação de ICMS.

Reflexões e Questionamentos:

1. Onde está o Sindicato dos Trabalhadores que não compra esta briga? Isto não significa defender “patrão”, muito pelo contrário, significa manter e criar mais empregos e melhores salários.
2. Onde está o Sindicato das Empresas? Vai assistir de camarote o fim do nosso Pólo?
3. Onde estão os próprios empresários? Falta coragem, determinação ou já estão preparando as malas para buscarem outras plagas?
4. Vamos, todos, patrões, empregados, políticos e a sociedade continuar assistindo à sistemática derrocada do Pólo de Ilhéus, sem nada fazer?
5. Onde estão as promessas de vindas de grandes empresas para se instalarem em Ilhéus? Não eram verdadeiras ou as empresas abandonaram seus planos?
6. Vamos continuar assistindo, sem nada fazer, Empresas dando adeus a Ilhéus e optando por instalaram-se em Estados onde podem ser mais competitivas?
7. Continuaremos tendo o dissabor de saber que diversas empresas, com intenção de se instalarem em Ilhéus, após analisarem nossa Legislação, em confronto com a dos outros Estados, desistiram e procuraram outros portos mais seguros?

E para finalizar fica aqui um questionamento que muito preocupa os empresários, os empregados, os políticos, os administradores públicos e toda a comunidade ilheense: ATÉ QUANTO O PÓLO DE INFORMATICA DE ILHÉUS RESISTIRÁ?

Carlos Mascarenhas

Ilheense, Economista, Analista de Sistemas e filiado ao Partido dos Trabalhadores


Ainda sobre as Cidades Digitais

3 Novembro, 2008

Apesar da crise, de acordo com consenso entre os especialistas que participaram da FUTURECOM 2008, realizada de 27 a 30 de outubro, em São Paulo, os investimentos em Cidades Digitais não deverão diminuir. Vejam a seguir artigo publicado no Guia das Cidades Digitais www.guiadascidadesdigitais.com.br .

Na nossa cidade, pela existência de um Pólo de Informática e Eletroeletrônica e pela disponibilidade de grande volume de recursos para investimentos em pesquisa e desenvolvimento, temos condições excepcionais para implantarmos aqui, a curto/médio prazo, um Projeto de Cidade Digital. Projeto este que poderá ter um grande efeito multiplicador, aumentando a renda local, gerando emprego e promovendo inclusão social e digital.

Vamos esperar que o nosso Prefeito incentive a Área de Planejamento da Prefeitura de Ilhéus, a colocar entre as suas prioridades a transformação da nossa cidade em uma Cidade Digital.

Crise não deverá frear investimentos em projetos de Cidades Digitais

Por Maria Eduarda Mattar

A expansão da banda larga é inevitável, e a transmissão de dados é um caminho sem volta também para os órgãos públicos. A crise que vem trepidando bolsas e agitando governos pode até reduzir um pouco o ritmo de investimentos. Mas está longe de frear completamente os processos de instalação e implementação de redes de transmissão de dados, de banda larga para suportar serviços públicos e, em última instância, de Cidades Digitais.

Essa é a noção geral de especialistas ligados ao tema que na última semana estiveram presentes no Futurecom 2008, evento de telecomunicações e TI realizado em São Paulo (SP) de 27 a 30 de outubro. “A transmissão de dados é uma necessidade, atualmente, como foi telefonia fixa em outros tempos. A expansão na transmissão de dados vai acontecer — na crise violenta, média ou branda”, acredita Emília Maria Ribeiro, conselheira da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). “O país que investe em tecnologia e avança nesse sentido, avança como um todo”, completa.

César Taurion, da IBM, concorda e lembra que, especificamente no setor público, as novas tecnologias já são condição básica para inúmeros serviços. Segundo ele, as atividades de governo eletrônico conseguem reduzir os custos e o tempo das transações do cidadão com o setor público, mudando a sua relação com o governo. “O uso das tecnologias da informação e de banda larga é tão significativo hoje para a nossa sociedade quanto saneamento básico. Então, é inexorável que continue nessa direção. Apenas a dúvida, em relação à crise, é qual vai ser a redução, ou não, do ritmo de investimento”, diz.


“Banda larga é obsessão para o governo federal”

Se depender, entretanto, da vontade de representantes do governo federal, o ritmo não vai diminuir. Marcelo Bechara, consultor jurídico do Ministério das Comunicações (Minicom) — que tem em seu cronograma para o ano que vem a realização de uma licitação para o estabelecimento de 160 Cidades Digitais — lembra que essa não é a primeira, nem será a última crise econômica por que passam os países. E argumenta que, como aconteceu na década de 70 no Brasil, quando, durante uma crise econômica, as tecnologias teriam sido responsáveis por ganhos efetivos de produtividade, a turbulência atual pode ser um momento de ajuste.

Esse ajuste poderia incluir busca e criação de alternativas e até parcerias entre governo e a iniciativa privada, tal qual aconteceu no início de 2008, quando conversações entre Anatel, Minicom e concessionárias de telecomunicações resultaram na troca da meta de instalação de Postos de Serviços Telefônicos (PSTs) pela de implementação de backhaul de banda larga até a porta de todos os municípios.

Bechara ressalta que, independentemente de crise, o governo federal vem adotando a banda larga como prioridade. “Ele entende que a banda larga não é política de governo, e sim de Estado”, define. Segundo o consultor jurídico, o Minicom incorporou o papel de “viabializar, através de políticas públicas, que a banda larga seja uma realidade”, não só porque sustenta os processos de comunicação e de acesso à informação, mas também porque “é impensável a prestação de diversos serviços sem ter uma plataforma sustentando isso na comunicação de alta velocidade”, nas palavras de Bechara. “A banda larga é, sim, uma obsessão”, resume.

Para o consultor Newton Scartezini, a redução na arrecadação de impostos como resultado final de uma reação em cadeia — menos atividades econômica, menos consumo, menos emprego e, finalmente, menos arrecadação — pode ter alguma repercussão nos investimentos de prefeituras.

Segundo ele, não dá para saber ainda o quanto vai diminuir o ritmo de investimentos em projetos do tipo. E defende que essa diminuição seria ilógica, pois as tecnologias de informação e comunicação acabam sendo uma ferramenta de produtividade para a própria prefeitura. “Então, tem um investimento agora, mas ele retorna muito rápido, pela redução de custo”, comenta. “E o pior corte que se pode fazer é o de investimento. Mas pode acabar acontecendo”,  reflete.

Para Scartezini, alguns programas e projetos que já estavam engatilhados deverão sofrer conseqüências brandas. Ele lembra que o orçamento público é autorizativo, não obrigatório. Com isso, verbas já aprovadas para determinados programas, editais, etc. poderiam ser seguradas. Mas isso não impediria ou cancelaria atividades. “Pode diminuir, não anular. Até porque, politicamente, é muito ruim cancelar um programa”, destaca.

Data: 31 de outubro de 2008


Carta a Newton Lima (Prefeito (re)eleito de Ilhéus – BA)

8 Outubro, 2008

A Diretora da Sucursal da Revista Época no Rio de Janeiro, Ruth Aquino, em sua coluna “Nossa Antena” da edição 542 de 06.10.2008, assim define o seu candidato a prefeito do Rio:

“Meu candidato é ético, inteligente, bem informado, coerente, preparado, honesto, sério, cordato, corajoso, positivo e jamais faz promessas mirabolantes. Não é arrogante nem demagogo, o que o livra de qualquer tentação de autoritarismo. Está muitos níveis acima do mar de lama que vem sendo associado à política corriqueira e miúda no Brasil. Valoriza o trabalho de equipe, o que é indispensável a um bom administrador. Não é dado a sorrisos falsos nem a efeitos especiais. Se existe algo que o tira da serenidade, é a cara feia da corrupção.”

Pois é Newton, ao dar-lhe os parabéns pela sua maiúscula vitória, digo-lhe que, como cidadão ilheense, gostaria que você, agora como nosso Prefeito eleito, se mirasse neste modelo de Prefeito desenhado pela Ruth e assim fosse durante os próximos 4(quatro) anos em que vai governar a nossa cidade.

Por outro lado, gostaria que você estudasse a possibilidade de incluir no seu Plano de Governo, 3(três) projetos que acredito sejam de fundamental importância para o desenvolvimento equilibrado do nosso município:

1. Transformar Ilhéus numa Cidade Digital, tomando como exemplo o que vem sendo feito em algumas cidades brasileiras, como Paulo Afonso na Bahia e outras, e dentro das seguintes diretrizes seguidas por estas cidades:

- Modernização da administração pública, com a integração, via computador, de todas as entidades diretas e indiretas; integração das estruturas tributária, financeira e administrativa; aumento da arrecadação tributária; melhoria da fiscalização; acesso mais imediato às informações e serviços; comunicação via VoIP (voz sobre o Protocolo de Internet).

- Instalação de telecentros a custos reduzidos; disseminação de terminais para consultas e reclamações por parte dos cidadãos; acesso à Internet para os cidadãos, com produção de conhecimento;

- Integração das escolas a outras instituições de pesquisa e ensino; laboratórios de informática; acesso a acervos de livros e documentos históricos; capacitação dos professores.

- Gestão integrada dos centros de assistência à saúde; interligação com serviços de emergência como o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil; uso de novas tecnologias, tais como videoconferência e telemedicina.

- Interligação via computadores de órgãos como as polícias Civil e Militar e o Corpo de Bombeiros; instalação de câmeras de vigilância via Internet em pontos mais vulneráveis da cidade.

- Acesso à Internet sem fio para pequenos empresários; comunicação mais barata com entidades de classe ou empresários de outra cidade/região através da Internet ou da telefonia VoIP; incentivo ao turismo.

Inclusive poder-se-ia estudar a viabilidade do Projeto Ilhéus Digital contar com recursos para Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas do Pólo de Informática e Eletroeletrônica.

2. Liderar as providências para a implantação de uma Central de Tratamento de Resíduos Sólidos no nosso Distrito Industrial, em convênio com o Estado ou com o Governo Federal. Impedindo desta forma, que os resíduos gerados pelas Unidades Industriais instaladas no nosso Distrito, especialmente aquelas da área de Eletroeletrônica e Informática, possam vir a causar danos à nossa rica biodiversidade, principalmente ao Parque Municipal da Esperança;

3. Fazer um plano de manejo do Parque Municipal da Esperança, preservando-o e transformando-o numa área de lazer, resgatando projeto idealizado pela Ceplac e Fundação Pau Brasil, que prevê uma infra-estrutura necessária à exploração turística, com a instalação de equipamentos tais como: guarita para controle de acesso e segurança, mirante, unidades administrativas para educação ambiental e trabalho técnico-científico, banheiros, lanchonete e loja de souvenir, além de sistemas próprios para geração de energia e tratamento de resíduos.

Com esta iniciativa além de dotarmos a nossa cidade de mais uma opção de lazer para os ilheenses e para todos aqueles que nos visitam, estaremos preservando um Parque, que fica a poucos quilômetros do centro da cidade, onde podem ser encontrados rios e cachoeiras e onde coexistem ecossistemas diferentes como: floresta, mangue e vegetação de brejo.

No Parque da Esperança, de acordo com estudos da Fundação Pau Brasil, a flora impressiona pela variedade e exuberância, com árvores centenárias e muitas flores tropicais. Há ainda uma grande quantidade de espécies animais, principalmente aves e diversos tipos de roedores, como coelhos e saruês. Um tipo raro de pássaro, que recebeu o nome científico de Acrobartonis Fonsecae, jamais visto em outro lugar, foi catalogado no parque.

Pois é Newton, como filho desta terra, e é bom que aqui eu diga, filiado ao PT – Partido dos Trabalhadores, esta é a minha contribuição para que você faça um excelente governo e consiga melhorar a qualidade de vida de todos os ilheenses, trazendo progresso para a nossa terra, porém preservando o nosso meio ambiente.

Carlos da Silva Mascarenhas

carlos.consultic@gmail.com


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