PROJETO PORTO SUL– Alguns pontos a considerar

25 outubro, 2011

Como cidadão ilheense, listo a seguir alguns pontos que, no meu entendimento, acredito devam ser avaliados e levados em consideração por ocasião da Audiência Pública que será realizada no dia 29 de outubro, às 14 horas, no Centro de Convenções de Ilhéus:

  1. O Porto Sul é uma necessidade para a logística nacional e para o desenvolvimento do nosso país, e quer queiramos ou não, mais cedo ou mais tarde, mais prá lá ou mais prá cá, ele será construído;
  2. O Porto Sul provocará impactos ambientais e disto não há a menor dúvida;
  3. Partindo das premissas acima enunciadas, resta-nos conhecer bem o Projeto, suas vantagens e desvantagens, assim como os seus aspectos e impactos ambientais e procurar lutar para que sejam estabelecidas condicionantes e compensações ambientais e sociais que eliminem/minimizem os impactos adversos que ele inexoravelmente causará;
  4. Ficar “frontalmente contra” o Projeto Porto Sul ou dizer “amém” a tudo o que a BAMIN quer, são posições extremadas e simplórias que não levam a nada.
  5. O foco da BAMIN e de seus parceiros internacionais é construir e operar o Porto Sul no menor espaço de tempo e com os menores custos possíveis. O nosso foco, enquanto sociedade organizada, deve ser no sentido de que o Porto Sul gere o maior número de empregos e traga desenvolvimento para a nossa região, tudo isto provocando os menores danos ambientais e sociais possíveis.
  6. O papel dos Governos, municipal, estadual e federal deve ser o de mediar os conflitos entre aqueles que defendem o meio ambiente da nossa Região, e a BAMIN, sem assumir um dos lados, mas analisando com isenção tanto os aspectos econômico-financeiros do empreendimento, como os impactos ambientais e sociais que este importante Projeto poderá causar.
  7. Só assim poderemos pensar em ter desenvolvimento sustentável, definido no Relatório Nosso Futuro Comum (1987), Comissão Mundial para Meio Ambiente e Desenvolvimento, como: “a satisfação das necessidades do presente, sem comprometer a capacidade das futuras gerações de satisfazerem as suas próprias necessidades”.
  8. As Certificações ISO 9001, ISO 14001, e OHSAS 18801, e o respeito às diretrizes da ISO 26000 podem dar SUSTENTABILIDADE ao Projeto PORTO SUL.
  9. Os problemas hoje vividos pelo pessoal do São Miguel são frutos da falta de avaliação adequada dos aspectos e impactos ambientais da construção do Porto do Malhado. Não podemos, de forma alguma, repetir os nossos erros do passado.
  10. E para finalizar gostaríamos de evidenciar que na sua Política de Sustentabilidade a BAMIN, entre outros, declarou alguns princípios que temos que exigir que ela observe com rigor quando da construção e operação do Complexo Intermodal Porto Sul, são eles:
  11. - incentivar o desenvolvimento das comunidades vizinhas e prestadores de serviços de modo a promover o desenvolvimento econômico e social da região;

    - praticar a RESPONSABILIDADE SOCIAL com foco nas comunidades onde atua;

    - atender à legislação e normas aplicáveis ao meio ambiente, saúde e segurança.

 

Ilhéus – BA, 24 de outubro de 2011

Carlos da Silva Mascarenhas

Ilheense, Economista e Auditor de Sistemas de Gestão Ambiental


Josias Gomes Candidato a Prefeito de Ilhéus

23 outubro, 2011

Jornais, blogs, emissoras de rádio e de televisão, e as conversas de esquina apontam que o Deputado Josias Gomes deseja ser candidato a Prefeito de Ilhéus pelo PT – Partido dos Trabalhadores. Digo deseja, mas na verdade ele provavelmente vai ser candidato, pois a força que tem no PT da nossa cidade é muito grande e ao que tudo indica ele não terá maiores dificuldades em realizar este seu esdrúxulo desejo, mesmo que isto desagrade a gregos e troianos, e a correntes influentes do PT de Ilhéus e coloque em risco a própria unidade do Partido na nossa cidade.

Conhecia pouco o Deputado Josias e a sua trajetória política, mas para formar uma opinião mais abalizada sobre ele, resolvi pesquisar sobre as suas atividades e atuação. Dei uma olhada no site da Câmara dos Deputados, na Wikipedia, e no próprio site do Deputado, e com base em informações recolhidas nestas três fontes, traço a seguir uma breve trajetória do Deputado.

Nascido em Amaraji no estado de Pernambuco, Josias estudou o curso ginasial na cidade de Escada, no Ginásio Agrícola, em regime de internato. Cursou o segundo grau no Colégio Agrícola de Belo Jardim, igualmente em regime de internato, onde também criava porcos e plantava pimentão e repolho, que vendia no CEASA de Recife, para ajudar nas despesas escolares e pessoais.

É formado em Agronomia pela Universidade Federal da Paraiba, tendo concluído o seu curso em 1980. Foi ativo líder estudantil, presidente do Diretório Acadêmico de Ciências Agrárias, onde liderou a primeira greve no estado da Paraiba, 14 anos após o golpe militar de 1964.

Está no Partido dos Trabalhadores desde a sua fundação e exerceu diversas funções na direção do Partido, nos vários Estados/Cidades em que militou, e que não foram poucas, o que mostra o espírito nômade do Deputado Josias.

Em Rondônia foi Secretário de Organização entre 1983/84 e Secretário Geral em 1985/87. Em 1985, foi o candidato a vice-prefeito na chapa do PT para a Prefeitura de Porto Velho.

Em 1989 chegou à Bahia, pela região cacaueira, onde participou da coordenação da campanha presidencial do companheiro Lula.

Em 1990, coordenou a campanha de Geraldo Simões para deputado estadual e ao mesmo tempo trabalhou pela criação da Central Única dos Trabalhadores na região cacaueira. Em 1992 coordenou a campanha de Geraldo Simões para a Prefeitura de Itabuna. Após esta outra campanha vitoriosa, ocupou a Secretaria de Assuntos Estratégicos, espaço de articulação política da administração municipal. Vale aqui ressaltar que depois desta longa amizade e convivência, Josias e Geraldo, hoje, são inimigos declarados

Em 1997, assumiu a Secretaria Geral do partido no Estado. Dois anos depois, em 1999, foi eleito presidente do PT da Bahia. Nas eleições de 2002, se elegeu deputado federal com 75 mil votos, distribuídos em 384 municípios.

Como Deputado Federal Josias teve sérios problemas e terminou se envolvendo com o MENSALÃO, tendo enfrentado um processo de cassação, mas terminou sendo absolvido.

De acordo com informação publicada pela Folha Online em 03.05.2006, assim foi a absolvição de Josias:

 “com o plenário esvaziado, a Câmara dos Deputados absolveu nesta quarta-feira o deputado Josias Gomes (PT-BA) do processo de cassação por quebra de decoro parlamentar. Ele é acusado de receber R$ 100 mil do esquema do “valerioduto”.

Ele foi absolvido com 228 votos favoráveis à cassação, 190 contrários, 19 abstenções, 5 em branco e 1 nulo. São necessários 257 votos para cassar um mandato.

Josias Gomes foi o 10º acusado de envolvimento com o “mensalão” a ser absolvido pelo plenário. Dos 19 acusados de envolvimento com o “mensalão”, quatro renunciaram para escapar da cassação e apenas três foram cassados –Roberto Jefferson (PTB-RJ), José Dirceu (PT-SP) e Pedro Corrêa (PP-PE).

Os deputados de oposição alegaram que Josias Gomes escapou da cassação porque o plenário estava esvaziado. No início da sessão, apenas 280 parlamentares estavam presentes.

Josias Gomes alegou, em sua defesa, que usou os recursos para pagar dívidas da campanha de 2002.

Depois de um longo período de completo ostracismo, Josias voltou à atividade política, e em 2010 foi eleito Deputado Federal com 69.619 votos, sendo que obteve apenas 5.296 votos, equivalente a apenas 7,6% dos seus votos na cidade de Ilhéus, tendo sido votado em um grande número de outras cidades.

A primeira pergunta que faço é: o que os eleitores do Deputado Josias, principalmente aqueles radicados em outras cidades, pensam desta sua inconseqüente aventura de tentar se eleger Prefeito de Ilhéus? Será que não estão se sentindo traídos?

Eleito Deputado Federal, pouquíssimo fez Josias até agora e absolutamente nada fez em benefício de Ilhéus e da nossa região. Veja a seguir o que o Deputado Josias Gomes fez como Deputado Federal, nesta legislatura.

  • INC-851/2011-06.07.2011 – Sugere ao Poder Executivo o envio de projeto de lei ao Congresso nacionalpropondo a instalação de um campus universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco.
  • PL-2353/2011 – 20.09.2011 – Acrescenta o parágrafo 9 ao art. 15 da lei 8.666, de 21.06.1993, para vedar a aquisição de leite importado no âmbito da administração pública direta e indireta.
  • PL- 515/2011 – 22.02.2011 – Denomina Barragem Dom Mário Zanetta, a Barragem Gasparinho, situada no município de Coronel João Sá, no Estado da Bahia.
  • REQ- 3441/2011 – 06.10.2011 – Requer a inclusão na Ordem do Dia do Projeto de Lei 1033/2003 que institui o salário adicional de periculosidade para os vigilantes e em pregados em transporte de valores.
  • REQ – 2759/2011 – 10.08.2011 – Requer a instalação de Comissão Especial, a fim de dar parecer sobre a Proposta de Emenda à Constituição 53 de 2007.
  • REQ – 116/2011 – 28.09.2011 – Inclusão na pauta, para votação imediata o Requerimento 113/2011, de autoria dos Deputados Domingos Sávio e Zé Silva.
  • REQ – 84/2011 – 06.07.2011 – Solicita inclusão de requerimento na pauta para votação imediata da subcomissão do leite.
  • RIC – 1321/2011 – 06.10.2011 – Solicita informações ao Ministério das Comunicações sobre processos de outorga de radiodifusão comunitária na localidade de Olindina no Estado da Bahia.

Com uma atividade parlamentar sofrível, como se pode ver acima, e considerando-se que a única atividade profissional/cargo público já exercido por ele em toda a sua vida política, ter sido o de Assessor de Planejamento na Secretaria do Planejamento de Porto Velho, no longínquo ano de 1984, ou seja, há mais de 27 anos, considerando-se também a falta de conhecimento que ele tem sobre a realidade da nossa cidade, pois aqui, pelo que eu saiba, nunca sequer residiu; será que o Deputado Josias pode se constituir em uma boa escolha para governar Ilhéus, exatamente quando o nosso Município deverá enfrentar um especial momento de grande crescimento econômico com o Porto Sul e a ZPE?

Pois é… O que será que o povo de Ilhéus pensa desta esdrúxula pretensão do Sr. Josias Gomes?

Carlos da Silva Mascarenhas

Ilhéense, Economista, filiado ao PPS – Partido Popular Socialista, e pré-candidato a Vereador

carlos.consultic@gmail.com


PORTO SUL x ZPE: Eu só queria entender

20 outubro, 2011

FATO 01

De acordo com informações que constam do site www.portosul.ba.gov.br , o PORTO SUL é um empreendimento do Governo do Estado da Bahia, que com um investimento de R$ 2,6 bilhões vai gerar 2,5 mil empregos diretos e indiretos, e tem a seguinte estrutura:

  • Porto Público (PP)
  • Zona de Apoio Logístico (ZAL)
  • Área de Proteção Ambiental (APA)
  • Terminal de uso privativo (TUP)

Por este empreendimento o Governo do Estado da Bahia e a Prefeitura Municipal de Ilhéus vêm fazendo uma verdadeira CRUZADA.

FATO 02

A ZPE – Zona de Processamento de Exportações de Ilhéus foi criada pelo Decreto número 97.703, de 28.04.1989 e até hoje ainda não foi implantada. São pois 22 anos de lutas. Veja foto a seguir.

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Para que vocês vejam o poder de geração de empregos de uma ZPE,  só uma das Empresas que serão instaladas na ZPE Parnaiba, a KTA Frutas Tropicais, que terá como principal atividade a fabricação de concentrados e pós frutas orgânicas, gerará mais de 3.000 empregos.

UMA PERGUNTA

Qual a razão do Governo do Estado e do Governo Municipal não moverem uma palha para a implantação da nossa ZPE?

Carlos da Silva Mascarenhas

carlos.consultic@gmail.com


TECVAN INFORMÁTICA/GERTEC – Caso de sucesso no Pólo de Informática de Ilhéus

9 outubro, 2011

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O Caderno de Empregos & Negócios do Jornal A Tarde de hoje, 09.10.2011, faz uma análise da pesquisa nacional divulgada pela Deloitte/Exame e mostra que das 250 Empresas brasileiras que mais cresceram nos últimos três anos, treze são baianas, e o mais importante para Ilhéus e o seu Pólo de Informática é que a primeira em crescimento na Bahia e 21ª no Brasil é a TECVAN Informática/GERTEC que nos últimos três anos teve um crescimento de 228,6% em sua receita líquida. A Unidade Industrial da Empresa está localizada aqui na nossa cidade, na Rua Siridião Durval, 102, no bairro da Cidade Nova.

Falando da receita para o sucesso da Empresa, o seu fundador Jorge Pereira, assim declarou: “para se diferenciar da concorrência, é preciso ter o foco no cliente, isso muitas vezes está acima até do financeiro. Devemos resolver qualquer possível problema.”

De acordo com dados obtidos no site da FIEB, a TECVAN Informática é fabricante de teclados para informática e para automação comercial e bancária e conta com 196 empregados. De acordo ainda com Jorge Pereira, o faturamento da Empresa foi de R$ 80 milhões no ano passado e ele espera alcançar um faturamento da ordem de R$ 100 milhões este ano.

É bom vermos o crescimento da TECVAN/GERTEC, e por esta razão parabenizamos todos os seus empregados e dirigentes pelo sucesso, mas é bom também constatarmos que apesar da crise, o nosso Pólo de Informática e Eletroeletrônica está vivo e abrigando empresas que se destacam na cenário nacional. Quem quiser conhecer um pouco mais sobre a Empresa deve visitar o seu site em www.gertec.com.br .


ILHÉUS TEVE A PRIMEIRA BIBLIOTECA DA BAHIA, E HOJE…

25 setembro, 2011

Na sua coluna publicada no Jornal A Tarde de 24.09.2011, com o título de “A primeira biblioteca da Bahia”, o antropólogo Luiz Mott, professor titular de Antropologia da UFBA, informa que

salvo erro, tenho o privilégio de ter descoberto no arquivo da Inquisição de Lisboa a primeira biblioteca particular da Bahia, quiçá do Brasil, datada de 1574, propriedade de Rafael Olivi, italiano de Florença morador na Fazenda São João, no termo de Ilhéus. Foi acusado ao Santo Ofício de ter dito uma série de proposições heréticas, do tipo “a religião fora inventada para sujeitar os povos e os milagres dos santos não passavam de artes mágicas”. Ao ser preso pelo vigário e alcaide de Ilhéus, encontraram 27 livros em sua fazenda! Entre eles obras religiosas como o Breviário, A Vida de Nosso Senhor Jesus Cristo, no Tesouro dos Pobres; obras literárias, como Viagi Fallida, Rime de Monsenhor Pero Lobo Pirotichiria, Comédia de Sacrifícios e, sobretudo, livros científicos: La Nova Ciencia, de Nicoló Tertaglia, Aristóteles, Libelus de Tactus, Discorsi de Nicoló (Machiavel), Josefus Judaico e outros.”

Vale acrescentar que Luiz Carlos Villalta, no seu artigo Bibliotecas Privadas e Práticas de Leitura no Brasil Colonial, quando fala de estudos quantitativos da posse de livros no Brasil colônia, assim se refere a Rafael Olivi e à sua biblioteca “O maior proprietário de livros no século XVI, foi provavelmente Rafael Olivi, italiano estabelecido em Ilhéus, no atual estado da Bahia, dono de 27 volumes.”

Termina assim o oportuno artigo do Antropólogo Luiz Mott:

Estes livros de Rafael Olivi constituem a primeira biblioteca particular que se tem notícia em toda a história do Brasil. Biblioteca diversificada e atualizadíssima, incluindo obras recentemente editadas, como o livro do matemático Tartaglia, falecido em 1557. No século XVI, sobretudo no selvagem Brasil, livros eram raridades caríssimas, daí a importância dessa coleção. Onde foram parar tais preciosidades? O bibliófilo italiano felizmente foi absolvido pela Inquisição. Deo gratias

Pois é meus amigos, em 1574 a nossa Ilhéus já tinha uma biblioteca, a primeira da Bahia e talvez até do Brasil, e o maior proprietário de livros no século XVI. Hoje passados 437 anos, a única biblioteca que tínhamos foi destruída pela incúria dos nossos governantes.

Já que o poder público não faz, talvez a sociedade organizada de Ilhéus deva chamar para si esta responsabilidade. Dentro desta ótica, estou propondo aqui que comecemos, imediatamente, uma grande campanha para criarmos uma moderna Biblioteca Pública na nossa cidade, contando inclusive com uma Seção de Multimeios, onde possamos guardar um acervo audiovisual com partituras, filmes, gravações sonoras, fotografias e etc. Com certeza teremos muita gente para nos ajudar.

Proponho inclusive que a nossa blogosfera, com seu grande poder de penetração em todas as classes sociais, e os nossos órgãos de imprensa abracem está campanha, e que uma das nossas Agências de Publicidade trabalhem o assunto, criando um slogan convocando todos para a criação da nossa Biblioteca, para que todos os blogs,  jornais,  revistas e outros meios de comunicação, passem a divulgar nas suas páginas esta campanha que com certeza será vitoriosa.

Carlos da Silva Mascarenhas

carlos.consultic@gmail.com


ILHÉUS E ITABUNA SE UNEM PARA COMETER CRIME AMBIENTAL

23 setembro, 2011

Com o título “Ilhéus e Itabuna podem responder inquérito civil por retirada ilegal de areia”, o Jornal A Tarde da Bahia de hoje, 23.09.2011, publica reportagem sobre a união que fizeram prepostos das duas prefeituras para cometerem um crime ambiental, pois o artigo 55 da Lei 9.605/98, diz que a pesquisa, lavra ou extração de recursos minerais, sem a devida autorização, permissão, concessão ou licença é crime, com pena prevista de seis meses a um ano de detenção.

Foto: Jornal A Tarde

Diz também a reportagem que as duas prefeituras serão chamadas a assinar um Termo de Ajustamento de Conduta – TAC, e a depender da gravidade dos fatos flagrado pela Delegacia de Proteção Ambiental na terça-feira, poderão ser alvo também de inquérito civil público.

O mais interessante de tudo isto é que os administradores das duas cidades não conseguem se unir para criar uma Região Metropolitana que traria grandes benefícios para todos, mas facilmente se unem para cometer crime ambiental.

Aproveito a oportunidade para mais uma vez assinalar a importância de lutarmos pela imediata criação da REGIÃO METROPOLITANA ILHÉUS-ITABUNA.

Eu afirmo aqui que vou continuar lutando por isto.

Foto: Anabel Mascarenhas

Carlos da Silva Mascarenhas

carlos.consultic@gmail.com


CENTRAL DE TRATAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS

18 março, 2011

 

CENTRAL DE TRATAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS

As fotos a seguir foram tiradas no Distrito Industrial de Ilhéus, por volta das 15:00 horas do dia 17.03.2011.

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Tudo isto que parece ser apenas lixo, é bem mais. Trata-se de resíduos sólidos, em grande parte reutilizáveis ou recicláveis, gerados em especial pelas indústrias de informática e eletroeletrônica do nosso Pólo de Informática, que hoje são descartados desta forma.

Além do Serviço de Limpeza Pública do Município ter que transportar estes resíduos por longa distância, eles acabam causando graves impactos ambientais no aterro sanitário municipal.

Com um pouquinho de inteligência e planejamento, o que hoje é um grave problema, gerando custos altíssimos e impactos ambientais significativos, pode se transformar num empreendimento que além de resolver o problema ambiental do nosso Distrito Industrial, preservando a nossa grande riqueza que é a Mata da Esperança, vizinha do distrito, pode também ser uma fonte de geração de emprego e renda.

Aqui vai uma sugestão (mais uma) para o nosso Prefeito Newton Lima.

Determine a um dos seus Secretários, do Meio Ambiente ou do Planejamento, ou melhor, a ambos, que realizem estudos para a instalação de uma CENTRAL DE TRATAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS no nosso Distrito Industrial, o que poderá ser feito com a participação do Governo do Estado, da UESC (temos que colocar o pessoal da UESC para aplicar os conhecimentos que lhes foram dados pelo nosso Estado) e até das Empresas instaladas no Distrito de Industrial e no Pólo de Informática.

Não é difícil Newton. É só você querer. E se precisar de ajuda, diz ao pessoal para me procurar que eu estou à disposição e posso dar algumas dicas. Afinal de contas, antes de tudo eu sou ilheense e acredito que com alguns cuidados podemos ter desenvolvimento econômico com sustentabilidade ambiental.

Carlos da Silva Mascarenhas

carlos.consultic@gmail.com


PREFEITURA E TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

14 março, 2011

Mais uma vez o assunto é TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO APLICADA À ADMINISTRAÇÃO PÚBICA MUNICIPAL.

Acredito que Ilhéus pode facilmente sair da Idade da Pedra em TI que se encontra, sem que sejam necessários altos investimentos.
Faço aqui um apelo ao nosso Prefeito no sentido de que determine a alguém da sua equipe que faça um estudo do que é oferecido no Portal SPB – Software Público Brasileiro, em: http://www.softwarepublico.gov.br/ .

Quem sabe poderemos encontrar lá muita coisa que o nosso município necessita e que hoje utiliza pagando valores expressivos. Custa muito pouco fazer o que estamos propondo.
Na realidade este apelo e conselho são dirigidos a todos os Prefeitos da nossa região e vale aqui ressaltar que quando são utlizados softwares livres, deixamos de pagar os altos custos de licenças e aquisições de softwares proprietários, como muito bem colocado na notícia a seguir.

Carlos da Silva Mascarenhas
carlos.consultic@gmail.com

Cerca de 770 prefeituras utilizam programas do portal Software Público Brasileiro

Os programas disponibilizados no portal Software Público Brasileiro (SPB) estão revigorando a administração pública de pequenos municípios que começam a abandonar métodos antigos de trabalho por um modelo de gestão mais eficiente e de qualidade. No lugar de papéis, carimbos e assinaturas, a escolha agora é por soluções digitalizadas e compatíveis com as atividades de cada prefeitura. E o que é melhor: sem gastar quase nada.

Esse cenário já é uma realidade em pelo menos 770 cidades que utilizam o programa de apoio tecnológico Comunidade, Conhecimento, Colaboração e Compartilhamento dos Municípios Brasileiros (4CMBr), coordenado pela Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento (SLTI/MP). O objetivo desse canal é reforçar o intercâmbio entre a secretaria e órgãos municipais na troca de experiências tecnológicas.

O 4CMBr está hospedado no SPB e foi desenvolvido para atender exclusivamente prefeitos, gestores e servidores públicos que atuam nesta área. Uma vez associado ao portal, é possível baixar, copiar e até alterar o código das soluções, de forma a adaptá-las a necessidade e estrutura de cada unidade. Já são 2.968 usuários cadastrados até agora, usufruindo das funções de 45 softwares, como o i-educar (centraliza informações do sistema educacional), o e-cidade (integração informatizada dos órgãos municipais), o e-nota (para emissão de notas fiscais eletrônicas) e o e-iss (modernização da gestão tributária).

“A ideia é oferecer oportunidades de acesso a ferramentas que possam aperfeiçoar a gestão das prefeituras, reduzindo custos de licença e aquisições de softwares proprietários, o que certamente resultará na melhoria do processo interno e de atendimento ao cidadão”, explica a secretária Glória Guimarães.
A receita que leva a esse resultado é simples. No portal, todas as aplicações disponíveis são utilizadas gratuitamente. O usuário/programador que cria ou modifica um programa beneficia toda a comunidade do 4CMBr, já que o acordo pactuado é exatamente o de usufruir e dividir conhecimentos, de forma que todos os membros promovam o desenvolvimento tecnológico em seus municípios. Em dezembro do ano passado, ofício editado pela SLTI institucionalizou essa relação, estimulando uma nova tendência de oferta de software público.

A secretaria também acaba de criar um subgrupo nesta comunidade virtual para atender aos 100 primeiros municípios beneficiados pelo Plano Nacional de Banda Larga. “Com a expansão desse tipo de conexão, as soluções do 4CMBr poderão ser mais bem exploradas, devido à velocidade proporcionada por essa tecnologia”, completa.

Para se cadastrar, os interessados devem acessar o endereço eletrônico www.softwarepublico.gov.br/4cmbr, clicar em “associar-se” no canto superior esquerdo da página e preencher um formulário. Com isso haverá acesso aos programas, informações e notícias sobre as aplicações de TI para os municípios.

Política pública de TI muda realidade dos municípios
Exemplos do que esse modelo significa para os municípios não faltam. O contador da Prefeitura de Juramento/MG, Luciano Neres Rodrigues, lembra que antes de associar-se ao 4CMBr tinha uma despesa mensal de R$ 3 mil com sistemas informatizados. Agora, ao ter migrado todas informações dos serviços da administração para o e-cidade, ele não precisa gastar mais do que R$ 140, valor que é pago ao servidor de internet. O trabalho também não é mais interrompido. “Antes, se faltasse energia na prefeitura, tudo parava. Isso já não é mais problema, pois agora posso fazer em casa, já tenho acesso ao sistema de meu computador”, acrescenta.

Juramento tem quatro mil habitantes e a prefeitura, apenas 20 terminais. Apesar da pequena estrutura, Rodrigues se diz gratificado por já ter repassado sua experiência a administrações de outras cidades, como Iracema/RR: “Já recebi aqui muitos gestores, que vêm conhecer a base de nosso sistema. Essa ação do governo federal nos trouxe a garantia de que podemos confiar nas tecnologias da informação, sem incorrer em grandes riscos”. Além do e-cidade, outros programas em uso pelo contador mineiro são o e-note e o e-ISS.

A opinião dele é compartilhada pelo secretário de Administração da Prefeitura de Pacajá, no sul do Pará, Paulo Rocha dos Santos. Mais recente na comunidade, ele conta que no ano passado baixou o i-educar e o e-cidade. “Vivemos hoje um outro momento, com todo o processo de documentação sistematizado”, informa, ao relatar que aderiu ao 4CMBr por causa do módulo patrimonial/protocolo. “Tínhamos muitos problemas com o fluxo de papéis, como quem recebeu? quem retirou? onde está?. Essa dor de cabeça simplesmente desapareceu”.

Segundo Santos, a ordem agora é avançar em outras soluções. “Estamos nos preparando para implantar o software que atende o almoxarifado, materiais, compras e licitação. Para alcançarmos os resultados que buscamos, o futuro exige essa ferramenta”, diz. O paraense sugere a ampliação do fórum de discussão no portal: “Nossa maior dificuldade é o treinamento do pessoal. Como a cultura do software livre é maior no Sul do país, as conversas com os demais membros é a nossa principal fonte de informação”.

Do Nordeste, mais especificamente da prefeitura de Arapiraca/AL e há dois anos como membro da comunidade, o coordenador de TI, Lucas Leão, destaca o avanço nas matrículas escolares da rede pública com o i-educar: “Corrigimos algumas fórmulas de cálculo e telas desse software para adequar ao nosso tamanho. Essa flexibilidade é um dos pontos positivos da política do 4CMBr”. Hoje, 90% dos computadores (são 1.600 no total) dos órgãos da prefeitura, que mantém seis mil funcionários, operam com soluções de códigos abertos.

O coordenador lembra que, há quatro anos, a administração de sua cidade tinha um orçamento de R$ 2 milhões para TI, sendo que apenas com soluções de proprietários deveriam ser gastos cerca de R$ 700 mil, o que tornaria o investimento inviável. A saída foi lançar mão dos programas do portal do Software Público. “Hoje, as soluções desenvolvidas pela comunidade estão tão incorporadas no nosso dia a dia que já não fazemos levantamentos sobre custos. O dinheiro que deixou de ser desembolsado com sistemas vai agora para a compra de equipamentos”, afirma.

Leão dá um conselho aos municípios que ignoram esse método de compartilhamento e acreditam que o portal deveria resolver todos os problemas de informatização: “O espaço criado pelo 4CMBr tem a função de aglutinar conhecimentos bem sucedidos, de firmar um intercâmbio entre as prefeituras e o governo federal. Essa ação jamais substituirá uma política de TI. Quem espera isso está equivocado”.


Fonte: Portal de Governo Eletrônico do Brasil – http://www.governoeletronico.gov.br/
Data: 14 de março de 2011


PREFEITURA DE ILHÉUS E A CIBERFOBIA

4 março, 2011

Mais uma vez volto a falar sobre este assunto, esperando que um antigo ditado, mais uma vez, seja confirmado: “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”.

Apesar das minhas constantes críticas e sugestões, a nossa “vergonha cibernética” continua, pois a home page da Prefeitura Municipal de Ilhéus, que tem o endereço www.ilheus.ba.gov.br teve a sua última atualização feita em 15.12.2010. E fico imaginando um Empresário que pensa em investir em Ilhéus e acessa a página da Prefeitura para obter algumas informações. Pode até desistir de investir na nossa cidade.

Por outro lado, a página da TRANSPARÊNCIA ILHÉUS, em http://transparencia.ilheus.ba.gov.br/ , que durante algum tempo cumpriu o seu papel, e que inclusive é uma exigência legal; de uma hora para outra começou a dar problema e agora quando acessamos a área de despesas, exatamente aquela que devemos fiscalizar, dá a seguinte mensagem:

“ERRO FATAL. O seguinte erro fatal foi detectado na execução do procedimento: ERRO AO CONECTAR O BANCO”. ??????????

Ando buscando as razões para este nosso atraso tecnológico…

Pelo grande volume de recursos que a Prefeitura de Ilhéus tem investido em Tecnologia da Informação, tenho absoluta certeza de que não é a falta de dinheiro. Também não é falta de pessoal especializado, pois a UESC tem formado um grande número de Cientistas da Computação, e este pessoal tem desenvolvido excelentes trabalhos em empresas da região.

Pesquisando um pouco mais sobre o assunto, descobri que o problema pode não ser tecnológico e que pode tratar-se de um problema médico. Vejam a seguir o que publicou Rosângela Oliveira em www.parana-online.com.br.

“Um dos casos mais recentes de fobia – ligado à vida moderna – é a chamada ciberfobia, em que pessoas enfrentam estresse desnecessário ao entrar em contato com computadores ou outros equipamentos eletrônicos. Para esse e outros casos de fobia, somente um tratamento psiquiátrico e psicológico pode acabar com o problema.

Segundo Luiz Leite, 90% dos pacientes conseguem resultados significativos em dez semanas de tratamento. Nos casos mais graves, é preciso aplicar medicação para baixar a ansiedade, mas ele garante que todos conseguem acabar ou diminuir os sintomas. Ele destaca que as pessoas precisam se despir dos preconceitos e procurar ajuda. “Essa é uma possibilidade de mudar sua vida e acabar com um problema que pode estar atrasando sua vida pessoal ou profissional”, finalizou.”

Será que a equipe dirigente da nossa Prefeitura sofre de CIBERFOBIA?

Quem sabe a Secretaria de Saúde não resolve definitivamente o problema de informática da Prefeitura Municipal de Ilhéus?

Carlos da Silva Mascarenhas

carlos.consultic@gmail.com

 


Mais um questionamento sobre a Prefeitura Municipal de Ilhéus e Tecnologia da Informação

22 fevereiro, 2011

Que houve uma sensível melhoria nos serviços de informática da Prefeitura Municipal de Ilhéus, principalmente na área de Tributos, isto ninguém, em sã consciência, pode negar. O que se pode e deve discutir é a forma de contratação dos serviços de TI – Tecnologia da Informação, e o preço que está sendo pago por estes serviços. E isto passo a fazer aqui neste post.

Como pode ser visto no Portal da Transparência de Ilhéus em http://transparencia.ilheus.ba.gov.br/ , que não me canso de aconselhar todos visitem, se possível diariamente; no dia 21.01.2011 a Prefeitura pagou à E&L Produções de Softwares LTDA., a importância de R$ 36.500,00 (trinta e seis mil e quinhentos reais) referente à locação de softwares durante o mês de novembro/2010, para uso nos setores de: recursos humanos, tributos, protocolo, almoxarifado, patrimônio, contabilidade e compras/licitações, conforme Termo de DISPENSA de Licitação número 001/2010. Se anualizarmos esta despesa teremos então um dispêndio anual da ordem de R$ 438.000,00 (quatrocentos e trinta e oito mil reais), só com a locacão destes softwares

Cabe aqui ressaltar que a E&L, é uma Empresa com sede na cidade de São Martins-ES., e que a Prefeitura de Ilhéus, além das despesas de locação do software, deve pagar também, não tenho certeza, despesas de viagem e hospedagem dos técnicos da E&L, quando aqui vêem dar manutenção nos sistemas, e treinamento ao pessoal da PMI.

Tendo em vista as informações acima explicitadas, apresento a seguir, algumas considerações que acredito deveriam ser objeto de análise do nosso Prefeito e sua equipe:

1. Será que temos uma justificativa realmente robusta para explicar a dispensa de licitação para a contratação de um serviço/software para o qual temos um grande número de fornecedores no mercado regional e nacional?

2. Será que o pessoal da área de Tecnologia da Informação do CEPEDI ou da nossa UESC, não poderia desenvolver um Sistema a custos bem mais baixos, com a vantagem do dinheiro investido circular aqui mesmo na nossa região e com custos bem menores de manutenção?

3. Será que o preço que a Prefeitura de Ilhéus está pagando é um preço realmente justo e condizente com o mercado e com o escopo do Sistema?

4. Será que não é hora da Prefeitura de Ilhéus começar a ver TI – Tecnologia da Informação como um recurso realmente estratégico, que pode diminuir custos, melhorar a qualidade dos serviços prestados à população e resolver o problema de forma global, fazendo um Planejamento Integrado para os seus Sistemas de Informação e Comunicação? Não se deve esquecer o Projeto de Cidade Digital ara a nossa cidade.

Aproveitando a oportunidade, gostaria de lembrar que a Home Page da Prefeitura continua sendo uma vergonha para o nosso município, e que não usar este moderno meio de comunicação é uma prova até de burrice, e também de dizer ao nosso Prefeito Newton, a quem admiro e respeito, que o meu objetivo ao ser algumas vezes até duro nas críticas que faço à sua gestão, tem o único objetivo de ajudá-lo a melhor administrar a nossa cidade, até porque, como filiado ao PT – Partido dos Trabalhadores, me sinto também responsável pelos erros que algumas vezes são cometidos.

Carlos da Silva Mascarenhas

Economista, Ilhéense e filiado ao Partido dos Trabalhadores


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