TECVAN INFORMÁTICA/GERTEC – Caso de sucesso no Pólo de Informática de Ilhéus

9 outubro, 2011

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O Caderno de Empregos & Negócios do Jornal A Tarde de hoje, 09.10.2011, faz uma análise da pesquisa nacional divulgada pela Deloitte/Exame e mostra que das 250 Empresas brasileiras que mais cresceram nos últimos três anos, treze são baianas, e o mais importante para Ilhéus e o seu Pólo de Informática é que a primeira em crescimento na Bahia e 21ª no Brasil é a TECVAN Informática/GERTEC que nos últimos três anos teve um crescimento de 228,6% em sua receita líquida. A Unidade Industrial da Empresa está localizada aqui na nossa cidade, na Rua Siridião Durval, 102, no bairro da Cidade Nova.

Falando da receita para o sucesso da Empresa, o seu fundador Jorge Pereira, assim declarou: “para se diferenciar da concorrência, é preciso ter o foco no cliente, isso muitas vezes está acima até do financeiro. Devemos resolver qualquer possível problema.”

De acordo com dados obtidos no site da FIEB, a TECVAN Informática é fabricante de teclados para informática e para automação comercial e bancária e conta com 196 empregados. De acordo ainda com Jorge Pereira, o faturamento da Empresa foi de R$ 80 milhões no ano passado e ele espera alcançar um faturamento da ordem de R$ 100 milhões este ano.

É bom vermos o crescimento da TECVAN/GERTEC, e por esta razão parabenizamos todos os seus empregados e dirigentes pelo sucesso, mas é bom também constatarmos que apesar da crise, o nosso Pólo de Informática e Eletroeletrônica está vivo e abrigando empresas que se destacam na cenário nacional. Quem quiser conhecer um pouco mais sobre a Empresa deve visitar o seu site em www.gertec.com.br .


ASSEMBLÉIA DE CREDORES APROVA PLANO DE RECUPERAÇÃO DA BITWAY

4 agosto, 2011

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Em reunião realizada no Auditório da SUDIC – Distrito Industrial de Ilhéus, no dia 02 do mês de agosto de 2011, a Assembléia Geral de Credores aprovou o Plano de Recuperação apresentado pela Empresa BIT SHOP IND. COM. EXP. E IMP. LTDA. – Bitway Computadores.

No plano apresentado pela Empresa e aprovado pelos credores quirografários, os débitos foram revistos e re-escalonados em prazos exeqüíveis. Quanto aos credores trabalhistas, ficou acertado que será providenciada a homologação de todas as rescisões anteriormente efetuadas e pendentes, com pagamento imediato e integral de todos os créditos trabalhistas.

A Empresa havia pedido a sua Recuperação Judicial no fim do primeiro semestre de 2010, tendo em vista a crise que se abateu sobre o mercado financeiro no ano de 2008 e que foi devastadora para a organização, na medida em que inflacionou os preços dos seus insumos adquiridos com base na cotação do dólar.

O sistema de recuperação judicial utilizada pela BITWAY, que foi introduzido pela Lei número 11.101/2005, visa a manutenção das empresas geradoras de renda, a preservação dos empregos dos trabalhadores e visa também atender os interesses dos credores. Com a recuperação judicial são criadas as condições para o saneamento empresarial, e consequentemente para a preservação e desenvolvimento da Empresa, que continuará a desempenhar a sua responsabilidade social, gerando emprego e renda.

É uma excelente notícia para Ilhéus e para o seu Pólo de Informática e Eletroeletrônica.

Carlos da Silva Mascarenhas

carlos.consultic@gmail.com

 


BSI DO BRASIL RECOMENDA A CERTIFICAÇÃO DA AXT TELECOMUNICAÇÕES LTDA. NA NORMA ISO 9001:2008

18 março, 2011

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Foi concluído hoje, 18.03.2011, o 2º estágio da Auditoria de Certificação na Norma ISO 9001:2008 da Unidade Industrial da AXT Telecomunicações LTDA., localizada em Ilhéus-Ba., e que é licenciada exclusiva MOTOROLA para produzir itens de alta tecnologia como telefones sem fio, rádios de comunicação Talkabout e outros produtos.

A AXT Ilhéus iniciou suas operações em 12.07.2002, conta com uma Unidade Industrial com uma área construída de 2.100m2, possuindo também um depósito/armazém utilizado para estocagem de produtos acabados com uma área de 1.500 m2.

A Auditoria foi conduzida pelo Auditor Bruno Dessaune ROMANO da BSI Management Systems, que recomendou a Certificação do Sistema de Gestão da Qualidade da AXT, sistema este que foi desenvolvido pela equipe da AXT, contando com um trabalho de Consultoria feito por Carlos da Silva Mascarenhas, Auditor Líder de Sistemas Integrados de Gestão da CONSULTIC.

O SGQ que controla os 10 (dez) processos da Empresa foi desenvolvido e implantado no prazo de 8 (oito) meses. Além do desenvolvimento do Sistema, a CONSULTIC foi também responsável pelo treinamento de toda a equipe da AXT, num total de 60 (sessenta) empregados, tendo treinado também nos requisitos da Norma, os Auditores Internos da Empresa e a sua Alta Direção.


CENTRAL DE TRATAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS

18 março, 2011

 

CENTRAL DE TRATAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS

As fotos a seguir foram tiradas no Distrito Industrial de Ilhéus, por volta das 15:00 horas do dia 17.03.2011.

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Tudo isto que parece ser apenas lixo, é bem mais. Trata-se de resíduos sólidos, em grande parte reutilizáveis ou recicláveis, gerados em especial pelas indústrias de informática e eletroeletrônica do nosso Pólo de Informática, que hoje são descartados desta forma.

Além do Serviço de Limpeza Pública do Município ter que transportar estes resíduos por longa distância, eles acabam causando graves impactos ambientais no aterro sanitário municipal.

Com um pouquinho de inteligência e planejamento, o que hoje é um grave problema, gerando custos altíssimos e impactos ambientais significativos, pode se transformar num empreendimento que além de resolver o problema ambiental do nosso Distrito Industrial, preservando a nossa grande riqueza que é a Mata da Esperança, vizinha do distrito, pode também ser uma fonte de geração de emprego e renda.

Aqui vai uma sugestão (mais uma) para o nosso Prefeito Newton Lima.

Determine a um dos seus Secretários, do Meio Ambiente ou do Planejamento, ou melhor, a ambos, que realizem estudos para a instalação de uma CENTRAL DE TRATAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS no nosso Distrito Industrial, o que poderá ser feito com a participação do Governo do Estado, da UESC (temos que colocar o pessoal da UESC para aplicar os conhecimentos que lhes foram dados pelo nosso Estado) e até das Empresas instaladas no Distrito de Industrial e no Pólo de Informática.

Não é difícil Newton. É só você querer. E se precisar de ajuda, diz ao pessoal para me procurar que eu estou à disposição e posso dar algumas dicas. Afinal de contas, antes de tudo eu sou ilheense e acredito que com alguns cuidados podemos ter desenvolvimento econômico com sustentabilidade ambiental.

Carlos da Silva Mascarenhas

carlos.consultic@gmail.com


INFOILHÉUS 5

24 setembro, 2010

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Acontece de 20 a 23 de outubro próximo, no Centro de Convenções de Ilhéus-Ba a 5ª edição da INFOILHÉUS – Feira de Informática e Tecnologia.

A INFOILHÉUS, como definido no material publicitário do evento, vai expor produtos e serviços tanto das principais empresas instaladas no Pólo de Informática e Eletroeletrônica de Ilhéus, como de empresas nacionais e internacionais do segmento.

A Feira tem como principal objetivo possibilitar a realização de negócios entre as empresas participantes e busca consolidar o Pólo de Ilhéus, tornando-o uma referência nacional na área das TIC”s, Tecnologias da Informação e Comunicação.

Como parte da programação da INFOILHÉUS 5, será realizado o 3º CONTEC – Congresso de Tecnologia e Informática, que terá os seguintes temas: 1. Inovações tecnológicas; 2. Avalição das leis e incentivos do Pólo de Ilhéus; 3. Oportunidades de investimentos, e; 4. Casos de sucesso.

Além do CONTEC teremos também o e-LOG – Encontro Nacional de Logística, com palestras e discussões sôbre o desempenho deste importante setor.

O evento é promovido pelo SINEC – Sindicato das Empresas de Informática de Ilhéus e organizado pela M21 – Comunicação, marketing e eventos.

Maiores informações, inclusive Planos de Patrocínio e stands que estão sendo comercializados poderão ser vistos em: www.infoilheus.com.br

Carlos da Silva Mascarenhas

carlos.consultic@gmail.com


Pólo Industrial de Manaus X Pólo de Informática de Ilhéus

15 julho, 2010

De acordo com nota no site Convergência Digital, nos 5 primeiros meses de 2010, o faturamento do Pólo Industrial de Manaus – PIM foi de US$ 13,231 bilhões, o que dá uma média mensal da ordem de US$ 2,646 bilhões, tendo crescido quase 60% comparado com igual período do ano passado.

Este excelente desempenho se deu em função do notável incremento experimentado pela produção do setor de eletroeletrônicos que teve um crescimento de 76,61% , e que foi responsável por 34,37% do faturamento total daquele Pólo Industrial.

Comentando a auspiciosa notícia, assim declarou a superintendente da Zona Franca de Manaus, Flávia Barbosa Mato Grosso: “O PIM segue sua trajetória de crescimento, superando o ano difícil que foi 2009 e recuperando a geração de empregos o que é muito importante”.

Enquanto o Pólo de Manaus consegue este expressivo crescimento, o Pólo de Informática e Eletroeletrônica de Ilhéus experimenta grave crise, tendo, nos últimos anos, perdido em torno de 15(quinze) empresas, que fecharam por problemas financeiros ou transferiram as suas plantas industriais para outros estados.

Temos que fazer alguma coisa para impedir a derrocada do nosso Pólo de Informática e acredito que a pessoa mais indicada para liderar um movimento neste sentido seja o nosso Prefeito Newton Lima.

Pois é Newton, faço daqui um apelo! Faça urgentemente alguma coisa para impedir que nosso Pólo seja extinto. E conte com a minha ajuda.

Carlos da Silva Mascarenhas

carlos.consultic@gmail.com

EM TEMPO: Na realidade, o nosso Pólo de Informática não perdeu em torno de 15(quinze) empresas. Perdeu sim 24 Empresas, que listamos a seguir.

01. Planet 3
02. Bahiatech
03. Microtec
04. Netgate
05. Leader Ship
06. Waytec
07. Preview
08. RM
09. Notecell
10. Netmark
11. Adsys
12. Borgtec
13. CDI
14. Ibracomp
15. Megaware
16. Pacífico
17. Sintax
18. Brastec
19. Linear
20. Sense
21. QBEX
22. Prime
23. Advanced
24. Rodosis (nunca funcionou efetivamente)

Veja a nota completa publicada pelo Convergência Digital.


“O OCASO DA BITWAY (E DO PÓLO DE INFORMÁTICA)”

5 julho, 2010

Continuando o registro da situação enfrentada pela Bitway Computadores, transcrevemos a matéria do Pimenta na Muqueca publicada hoje, 5 de julho de 2010.

“O segundo semestre de 2010 e a campanha eleitoral começam com uma péssima notícia para a economia sul-baiana e, especificamente, para o Pólo de Informática de Ilhéus.

O pedido de recuperação judicial da Bitway é algo que pode significar até o fim do pólo que já concentrou mais de cinco dezenas de indústrias de eletroeletrônicos e responde por dois terços do PIB de Ilhéus.

Genuinamente ilheense, a  Bitway entrou em bancarrota em meados de 2009 em operações mal-sucedidas de importação de componentes sem o devido seguro e outras questões de gestão do negócio (veja matéria exclusiva do Pimenta, aqui).

Fabricante de computadores (desktops e notebooks) e monitores, a Bitway chegou a empregar quase 300 pessoas no auge.

Era apontada como uma das cinco maiores montadoras de computadores do país. Expandiu suas atividades, em consórcio com capital norte-americano, e abriu uma fábrica no Paraná, visando os mercados do Sudeste e Sul brasileiros e o Mercosul. O baque é grande.

Tecnicamente, o pedido de recuperação judicial tornado oficial pela empresa na semana passada – revelado aqui no Pimenta – dá um fôlego  à Bitway para quitar suas dívidas. Fôlego de, pelo menos, dois anos. É tempo para a recuperação ou a temível falência.

A empresa havia iniciado em 2010 um processo de demissões que praticamente foi encerrado na semana passada. Todos os demitidos o foram sem receber o que lhes é devido, tamanha a crise financeira.

Há alguns anos o pólo de informática ilheense vem perdendo competitividade. Empresas têm migrado para outros destinos, como o estado de Minas Gerais. Alegam questões como infraestrutura por exemplo. Para fechar o cenário, algumas delas praticamente fecharam as portas após uma operação de combate à sonegação fiscal.

Quais serão os caminhos apontados pelos governos federal e estadual para evitar a morte do pólo ilheense? Até aqui, os sinais são desanimadores.

O cenário fica ainda mais tenebroso quase se tem à mente que investimentos em pesquisa e novos empreendimentos em informática são desviados de Ilhéus para a Região Metropolitana. Aos 15 anos e antes de completar a maioridade, o Polo de Informática ameaça sumir do mapa.

COMENTÁRIOS (no Pimenta na Muqueca)

Kila Habib disse: 5 05Etc/GMT+3 julho às 7:03

Onde estão nossos representantes? Cadê os politicos que amam tanto a terra da Gabriela? Se vocês não se pronunciarem teremos famílias desempregadas, veremos mais uma vez Ilhéus sumir do mapa. Claro que deve haver uma saída, basta o querer daqueles que tiverem interesse. Chamo a atenção de todos para o CUIDADO a quem daremos nosso voto em outubro. Não é justo que nossa cidade seja uma eterna TETA para ser sugada sempre. Acorda minha gente, dormir no ponto fará do prejuizo um certificado de incompetência coletiva.É preciso botar a boca no trombone para que os políticos reajam.Eu Amo Ilhéus.

Daniel Sandes disse: 5 05Etc/GMT+3 julho às 8:42

Pelo que sei a Bitway detonou seus principais e primeiros parceiros pelo Brasil a fora, estes ajudaram a criar a empresa, vestiram a camisa porem a Bitway acabou com todos eles. Cresceu o olho com a venda de grande volume para a Insinuante, isto é colocou todos os ovos em uma cesta só, agora que recebeu um pontapé, está procurando desculpas de crise internacional para tapar o buraco. Desviou muito dinheiro da empresa subsidiados pelo governo para comprar prédios, carros e mansões particulares. Quanto maior o Gigante, maior a queda. Ja existe em andamento processos de milhoes de reais contra o Grupo da Bitway, basta saber se eles terão dinheiro para pagar quando a sujeira que esta debaixo do tapete aparecer. O Estado não pode pegar dinheiro do contribuinte para ajudar uma empresa que destruiu muitas outras para sair de bom moço. Daniel Sandes

Sérgio Oliveira disse: 5 05Etc/GMT+3 julho às 9:08

O problema é que Ilhéus sempre quer tudo, mas não oferece a mínima estrutura para coisa alguma, …!!!

O resultado: Nós já conhecemos, …!!!

Acrônico disse: 5 05Etc/GMT+3 julho às 18:51

Vamos com calma, a Bitway é uma empresa privada, tem ótimos incentivos fiscais e já tem gente perguntando cadê os políticos!?

Tenha dó…

De quem lê!

Tito Ramos disse: 5 05Etc/GMT+3 julho às 19:39

Sr. Editor,

Esse negócio de sensibilizar a sociedade com desemprego de 300 funcionários, e na realidade não passa de pouco mais de 120 funcionários, é coisa para boi dormir, o que é preciso debater onde foi parar os milhões de reais, dinheiro do contribuinte injetado na empresa, através dos organismo federais e que por incompetência de um bando de maloqueiros foi desviado para o patrimônio dos sócios da empresa. É preciso um basta nestes embustes.

Pr. Tito Ramos

PS: Kila, o povo não está mais nessa não, neste mato tem coelho…

Alex disse: 5 05Etc/GMT+3 julho às 21:31

O pólo não se resume a fracassada política da Biway…que exagero…não dá para fazer planos mau elaborados…dar salto maior do que a perna e dizaer que o pólo vai morrer por causa dela…é um fato lamentável, mas o pólo não é só Bitway…o Colega Sandes mandou bem.

eleitor apimentado disse: 5 05Etc/GMT+3 julho às 21:43

E preciso uma auditoria esterna independente pra se saber o que aconteceu com a Bitway.

marina disse: 5 05Etc/GMT+3 julho às 22:09

Ilhéus continua sendo a cidade do JA TEVE.
Pior que nessa história quem se f@d# são os EMPREGADOS
porque os PATRÕES JA GUARDARAM OS SEUS MILHÕES. DUVIDAM???

Zoião ilheense!!! disse: 6 06Etc/GMT+3 julho às 11:28

Acho realmente que tem algo errado, mas o engraçado e que todo mundo nota na região, é que apenas um dos sócios enbanja dinheiro, carrões, mansões,etc., enquanto o outro, leva uma vida digamos mais discreta. O que será que acontece??
Se fosse eu o outro sócio abriria meu olho!!!!

Sandro Neto disse: 6 06Etc/GMT+3 julho às 18:42

Interessante é como ainda aparece quem defenda a Bitway, Eles tiraram o dinheiro de Ilheus, depois de tantos anos sulgando a cidade com os incentivos recebidos aqui, para investir em uma outra mega fabrica em Piraquara-Curitiba (Diga-se de passagem que continua a todo vapor sem demitir ninguem por lah) Depois querem ajuda do municipio e do governo para fechar o rombo, se ja estavam em dificuldades, porque investiram tanto em outro estado? e se iriam demitir porque nao fizeram lah amenizando a demissão em massa na terra de origem, são tantas perguntas, gostaria de ter todas as respostas. Sandro Neto…

José Araujo de Macedo disse: 7 07Etc/GMT+3 julho às 0:54

Depois de tanto ler a respeito, alguns posicionamentos chocados, outros de protesto, muitos sem o menor conhecimento do que se passa no mundo empresarial, vou tentar fazer um resumo – desculpem se cometer alguma falha ou impropério.

Primeiro Ponto – Incentivo Fiscal:

Muitos comentários de que a empresa sugou recurso público, recebeu injeção de recursos, etc., até onde se sabe, NENHUMA empresa do Pólo de Informática recebeu UM CENTAVO de injeção de recurso federal ou estadual ou muito menos municipal.
O que existe aqui em Ilhéus, na Bahia e em praticamente TODOS OS ESTADOS e na União (A nível de tributos federais), são programas de incentivos fiscais, plenamente legais e que muitas empresas enquadradas gozam destes benefícios, em contrapartida de algumas exigências, mas nem TODOS os tributos são incentivados, portanto uma parcela dos tributos é paga. O município por sua vez, SEMPRE recebeu o repasse do ICMS, o estado concede o incentivo mas não deixa de fazer o repasse da quota municipal.
Para aqueles que “acham” que o estado injetou recurso nas empresas, sinto decepcioná-los mas estão redondamente enganados. Já para quem “acha” que a empresa BITWAY “desviou” recursos para montar uma mega fábrica no Paraná, sinto também decepcionar, pois segundo “matéria de seu pimenta”, e cremos ser verdadeiro, a sua fábrica do Paraná tem capacidade de montagem mensal de 1/6 (um sexto) da fábrica de Ilhéus, então a MEGA fábrica deve ser a daqui e não aquela de lá, é uma questão matemática.

Segundo Ponto – Mercado:

Na matéria de “seu pimenta” ele elenca e com muita propriedade que o ponto crucial desta fase negra da BITWAY foi a perda da parceria com um grande magazine regional (Insinuante), que deveria responder por uma polpuda parcela da produção da empresa, este fator a nosso ver implica então na produção da fábrica de Ilhéus, infelizmente para nós e temos certeza que mais ainda para a empresa e seus sócios – ambos Ilheenses, não se pode demitir onde tem produção e sim onde não há produção.
A BITWAY é a bola da vez do Pólo de Informática, já se foram Bahiatec, Waytec, Ibracomp, Notecel, Linear, Sense, Advanced, Netgate, Megaware, Preview, e outras que não lembro agora, algumas se mudaram e outras fecharam mesmo, isto sem citar outras tantas de porte menor que “fecharam” após algumas ações da Receita e Polícia Federal, neste sentido NUNCA se ouviu falar da BITWAY envolvida em nenhum dos escândalos que estouraram em cima do Pólo de Informática, alguns orquestrados por interesses de outros centros produtores.

O mercado de computadores vem mudando rapidamente para Notebook, e quem não planejou sua logística, produção, parceiro de tecnologia e principalmente o seu CAIXA, não vem e não vai sobreviver, produzir notebook com incentivo fiscal é extremamente complicado e CARO, são operações que envolvem recursos de grande monta, e cremos que por aí tenha começado a queda da BIT e de outras tantas empresas do ramo.
Poucas empresas conseguirão sobreviver, terão que repensar sua engenharia, linha de montagem, para um número cada vez menor de microcomputadores e cada vez maior de notebook, se não produzir o notebook vai ficando fora do mercado que naturalmente ficará seleto e nesta seleção natural quem vai terminar pagando a conta é o consumidor, pois onde não tem ou é pequena a concorrência a tendência é de PREÇOS ALTOS.

Caminhos para a BITWAY e outras empresas do ramo e do nosso Pólo:

Certamente Paulô, Martial, e equipe saberão encontrar o caminho do equilíbrio e dar a volta por cima, se houver ajuda melhor ainda, não necessariamente ajuda financeira pois esta dificilmente virá, mas existem outras formas de ajuda – políticas industriais, fiscais, entre outras. Algumas das empresas citadas anteriormente ficaram em dificuldade financeira e com muita grana de CREDITO FISCAL, porém a nossa boa Receita Federal para devolver, ainda que seja em compensação de tributos leva SÉCULOS, reduzir este tempo é uma forma de ajuda, uma política industrial mais flexível para a produção de notebook, que não imponha uma logística tão cara e complicada como é hoje em dia, é outra forma de ajuda, tá vendo que em duas linhas encontramos duas alternativas de ajuda sem mexer com os cofres do estado, cremos então que outras tantas devem existir, é uma questão de trabalhar em conjunto com entidades de classe, legislativo e executivo municipal para “tentar” sustentar o nosso Pólo de Informática, caso contrário, temo que num curto espaço de tempo possamos estar lamentando outras perdas de dezenas ou centenas de postos de trabalho.


“A CRISE BATE À PORTA DA BITWAY”

3 julho, 2010

Por conta da situação atual vivida pela Bitway Computadores, empresa radicada no Pólo de Informática de Ilhéus, transcreveremos aqui, na íntegra, artigo publicado ontem no site Pimenta na Muqueca, que explica, de maneira clara e sem rodeios, o que está acontecendo e pode ainda vir a prejudicar não apenas a empresa, mas a economia ilheense de maneira geral. Estarão transcritos também os comentários feitos naquele site, para que se veja o que a população está pensando sobre o assunto.

Principal empresa do polo de informática de Ilhéus, a fabricante de computadores Bitway foi abatida por uma crise financeira sem precedentes. Boa parte dos 300 empregados foi demitida no decorrer desta semana.

Uma fonte próxima informou ao Pimenta que a empresa começou a sofrer sérias dificuldades durante a crise econômica mundial, entre setembro de 2008 e meados de 2009.

Além das dificuldades do mercado, a Bitway teria feito uma operação arriscada: importar acessórios e componentes de informática sem o seguro que garante ao importador o dólar com a cotação do período do fechamento do negócio.

A crise elevou a cotação da moeda norte-americana a níveis insuportáveis para o caixa da Bitway e o material, importado, ficou quase impagável para a realidade da empresa. O seguro para operações de importação é caríssimo.

Neste mês, a Bitway, que gerava uma média de 300 empregos, acabou ingressando com pedido de recuperação judicial. É uma tentativa de ganhar oxigênio (financeiro) e evitar pedidos de falência da empresa genuinamente ilheense e, até então, um case de sucesso.

De acordo com fontes do mercado, a Bitway teria sofrido com a perda de um de seus principais clientes, a Insinuante. A rede de eletro-eletrônicos ainda deveria à Bitway e deixou de comprar da indústria ilheense após a fusão com a Ricardo Eletro.

Com o grande poder de compra, a Insinuante-Ricardo Eletro queria adquirir produtos a um valor bem abaixo do praticado pela Bitway na relação anterior à aliança das gigantes do varejo. Não deu.

O efeito foi devastador sobre o caixa da empresa. Uma fonte também observa ser a empresa ilheense a única a desenvolver trabalhos de pesquisa e a manter uma incubadora no município, no Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Tecnológico de Ilhéus (Cepedi).

A crise ocorre justamente no ano em que a empresa projetava estar entre as principais fabricantes de desktops e notebooks e monitores do Brasil. Nas contas da empresa, hoje ela situa-se entre as cinco primeiras.

Em 2009, a empresa produzia uma média de 30 mil computadores, por mês, em Ilhéus. Na fábrica paranaense de Piraquara, a produção era de 5 mil computadores/mês, segundo dados da prória fabricante.

De acordo com o site da empresa, a história da Bitway começou em 1983, com a revenda de microcomputadores. A empresa chamava-se Cacaudata. A fabricação de computadores começou em 1995, com a criação do Polo de Informática de Ilhéus.

A crise ocorre no momento em que o país bate seguidos recordes de vendas de computadores. O polo de informática é responsável por boa parte do PIB ilheense, hoje em R$ 1,7 bilhão.”

COMENTÁRIOS:

agnaildo disse: 2 02Etc/GMT+3 julho às 13:13

É lamentável essa situação da Bitway, pois o Sul da Bahia perde uma grande fonte de desenvolvimento, principalmente num mercado que domina, nos dias de hoje, o mundo, que é o da tecnologia da informação. Mas fica aqui nossa esperança de que seus administradores possam , estrategicamente, adotar medidas capazes de mudar esse quadro e consequentemente a reposição desses funcionários demitidos.

Jonas disse: 2 02Etc/GMT+3 julho às 16:16

Esta na hora do estado da a sua parcela de contribuição e não deixar essa empresa genuinamente ilheense e baiana fechar as suas portas. A Bitway é uma das pioneiras no polo de informática de Ilhéus, ela é a unica empresa que realmente acredita nessa região. Enquanto inuméras outras vieram para nossa região em busca de “beneficios”, eu diria melhor vantagens para procurarem encher seus bolsos de dinheiro e depois ir embora. Ninguem viu o nome da Bitway envolvido com os escadalos de sonegação fiscal, lá realmente se produzia, tanto que chegou a ser a 3° maior fabricante de PCs no Brasil. O estado não tem tanta política compensátoria para esses cacauicultores falidos. São inumeros beneficios para uma cultura ja fragilizada há anos. Esta na hora da prefeitura e deputados da região buscarem uma solução definitiva para o nosso polo de informática, ou senão veremos mais empresas entrar para essa estatistica tão trágica.

Ilhéense disse: 2 02Etc/GMT+3 julho às 16:30

Com certeza Martial, Paulô Carvalho e todos aqueles que fazem a BITWAY, saberão sair desta situação incômda, causada por contingências do mercado, pois é sabida a grande capacidade administrativa destes Empresários modelos. A verdade é que a grande competitividade do mercado de informática e a tendência para que ele fique concentrado na mão de duas ou tres grandes Empresas multinacionais, vem fazendo com que Empresas de médio e pequeno porte tenham cada vez mais dificuldades para sobreviver.

Está na hora do Governos do Estado e do Município verificarem como poderão ajudar para manter esta grande Empresa Ilhéense, um ícome do nosso combalido Pólo de Informática. Ilhéense

hilario dos anjos disse: 2 02Etc/GMT+3 julho às 22:17

Acredito que há de haver uma solução para esta crise da Bitway,pois Ilhéus não merece perder mais um investidor. já perdemos muitos investidores , como a petrobrás, moinho e outros.

Deraldo Pitombo disse: 3 03Etc/GMT+3 julho às 9:25

A essência do que teria a expressar já foi escrito (acima) pelo colaborador que se apresentou como Jonas. E para não ser repetitivo registro minha comunhão ao que ele citou sobre a Bitway e sobre seus respectivos fundadores/diretores. Também sou ilheense e quero parabenizar o Pimenta na Muqueca pelo texto divulgado. E como este assunto tem por cenário a área da TI – na qual atuo há cerca de 40 anos – e não o considero “vinagrete”, venho espontaneamente me engajar neste grupo (que se forma) com o fito de evitar uma maior redução de vagas de trabalho na Cidade de Ilhéus.

Também acredito que o Governo Estadual, através de mecanismos comuns e legais de sua rede, pode evitar o pior: que é o fechamento total da única fábrica genuinamente ilheense neste Polo, onde muitos recursos já foram investidos. E me ingresso neste “grupo” apresentando uma proposta de ação. Somos suficientes maduros para entender que o Governador não irá se sensibilizar apenas com comentários e demonstrações de indignação postadas pela Internet. Creio que por estarmos entrando em período de campanha eleitoral, tanto para o poder administrativo quanto para o poder legislativo do Estado, temos maiores chances de sermos ouvidos neste momento.

Qual é a proposta objetiva? Que os cidadões de Ilhéus, realmente preocupados com os impactos danosos sobre os níveis socio-econômicos dessa cidade a serem causados com o fechamento da Bitway, se articulem para cobrar dos vereadores locais, o debate deste assunto na Câmara, e ao mesmo tempo que cobrem do poder administrativo (através da Secretaria de Indústria e Comércio da cidade) uma atenção especial para o tratamento do assunto. Acredito que seguindo este trilha faremos com que este pleito chegue mais rapidamente a Governadoria.

Outra coisa importante: é esperado que nesta trilha apareceram muitos políticos (candidatos ou amigos de candidatos à Assembleia Legislativa) dizendo-se predispostos a contribuir. Sendo o propósito focar aspectos socio-econômicos, não devemos recusar precipadamente nenhuma ajuda por ter ela colorações partidárias diferentes. O importante é saber o quanto o proponente pode de fato ajudar. Poder respeita poder. O cidadão comum pode melhor entender isto analisando os acordos e os conchavos que os partidos politicos fazem antes de cada eleição com focos precisos na obtenção de êxito.

Que não cometamos nós (cidadãos) o erro de desprezar ajuda porque o proponente é de uma corrente política diferente da nossa. Se ele pode contribuir para com nosso projeto que venha. Como tenho o privilégio ter minhas newsletters lidas por milhares de atores da área de TI na Bahia, vou enchaminhar para todos eles uma sugestão de leitura do texto do Pimenta. E sugiro aos demais que também façam isto. Neste momento o ideal é dar conhecimento deste assunto ao maior número possível de pessoas amantes ou simpatizantes desta região. Vale a pena relembrar Geraldo Vandré: Vem vamos embora que esperar não é saber. Quem sabe faz a hora não espera acontecer.

tarugo disse: 3 03Etc/GMT+3 julho às 9:42

Vamos torcer para que essa situaçao reverta o mais rápido possivel , pois com tantas coisas boas que estao acontecendo em Ilheus nao se justifica que a Bitway esteja passando por uma crise dessa proporçao ! Será gestao??? Vamos dar as maos e nao deixar que isto aconteça com Ilheus pois prejudicará todo o Sul da Bahia! Cade os nossos políticos????que mostrem para o que vieram!!!!!

Demais comentários serão transcritos aqui, à medida em que forem sendo feitos lá no Pimenta, e também nosso formulário de comentários está à disposição dos nossos leitores.


TECNOBAHIA E POLO DE INFORMÁTICA DE ILHÉUS

21 junho, 2010

Transcrevo a seguir notícia veiculada hoje, 21.06.2010, pela AGECOM – Assessoria Geral de Comunicação Social do Governo do Estado da Bahia e aproveito a oportunidade para parabenizar o Governo do nosso Estado pela concepção, planejamento e desenvolvimento deste grande projeto que é o “TECNOBAHIA”, e que com certeza colocará o nosso Estado na vanguarda em quatro áreas estratégicas que são: Tecnologia da Informação e Comunicação, Energia e Meio Ambiente, Biotecnologia em Saúde e Engenharias.

Ao tempo em que aplaudo este grandioso Projeto, conclamo o povo da nossa Região para que juntos e de todas as formas possíveis, solicitemos ao nosso Governador e aos seus Secretários, que voltem os seus olhos e as suas preocupações também para o Pólo de Informática e Eletroeletrônica de Ilhéus, que vem enfrentando sérios problemas, e que, sem uma intervenção urgente do Governo do Estado, tende a ter um fim melancólico, trazendo desesperança, desemprego e sérios problemas para toda a economia regional.

Aproveito também para chamar a atenção para a grande preocupação ambiental que com que vem sendo conduzido o Projeto TECNOBAHIA, com a certeza de que igual ou mais diligente preocupação o Governo do Estado cuidará para que seja observada no Projeto Porto Sul que encontra-se em fase de instalação na nossa cidade, e que com certeza, se os cuidados ambientais necessários forem tomados, poderá vir a ser a redenção de toda a nossa região.

Carlos da Silva Mascarenhas

carlos.consultic@gmail.com

Obras do TecnoBahia, em Salvador, prosseguem em ritmo acelerado

Situado em local estratégico, na avenida Paralela, próximo ao Centro Administrativo da Bahia (CAB), o Parque Tecnológico de Salvador-Bahia (TecnoBahia) continua com suas obras em ritmo acelerado.

O projeto é executado em uma área de 580 mil metros quadrados e foi desenvolvido para causar o menor impacto possível ao meio ambiente. Postes de madeira de reflorestamento e estruturas que aproveitam luz, água e ventilação naturais são alguns dos elementos adotados na construção do parque para que o espaço, desde já, se torne um exemplo para a Bahia.

Os acessos ao parque estão quase prontos e devem ser inaugurados até o fim deste ano. Para a infraestrutura, o governo baiano já aplicou R$ 11,6 milhões. A previsão é de que a estrutura predial, com investimentos de R$ 40 milhões, oriundos do governo federal, seja entregue no primeiro trimestre de 2011.

De um modo geral, parques tecnológicos são áreas que reúnem empresas e centros de pesquisa intensivos em tecnologia. As primeiras propostas para criação de um parque tecnológico que dinamizasse a economia local começaram em 2002. O levantamento para definir o local foi realizado em 2006, mas foi entre os anos de 2008 e 2009 que o parque saiu do papel e começou a ser erguido.

Segundo a engenheira de produção das obras do prédio central (TecnoCentro), Ila Lemos, para garantir que os serviços fiquem prontos o mais breve possível, centenas de trabalhadores da construção civil estão no canteiro de obras em jornadas ininterruptas.  “Incluindo carpinteiros, soldadores, armadores e pedreiros, estamos trabalhando com 250 operários, que realizam seus serviços das 7 as 17h, de domingo a domingo, em três frentes, simultaneamente. Os que estão envolvidos na parte estrutural trabalham até as 19h. Queremos terminar a estrutura na segunda quinzena de julho deste ano”, afirmou Ila.

O empreendimento, que vai estimular estudos na área de biotecnologia e energia, também é voltado à sustentabilidade. O intuito é estimular o desenvolvimento da região com a atração de empresas e unidades, formando uma cadeia produtiva consistente. Além da geração de empregos, os produtos e serviços vão contemplar as comunidades do entorno.

Geração de postos de trabalho de alta qualificação

O coordenador de pesquisa da Pró-Reitoria da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Rogério Quintela, disse que os ganhos práticos estarão na geração de postos de trabalho de alta qualificação para pesquisadores e técnicos de nível superior e no estímulo ao empreendedorismo de base tecnológica na Bahia.

Para Quintela, a universidade cresceu e mudou muito nos últimos anos. “Paralelamente, o cenário nacional na área de ciência, tecnologia e inovação também se transformou, embalado por fatores econômicos e legais, como o crescimento e a estabilidade do país, aliados às denominadas ‘leis da inovação’. A Ufba, que não tinha uma única propriedade intelectual registrada no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) até três ou quatro anos atrás, agora registra dezenas de propriedades, principalmente patentes, a cada ano. Assim, o surgimento do Parque Tecnológico de Salvador acontece em um momento muito propício”, avaliou.

Ele observou que o Conselho Universitário, principal órgão deliberativo da universidade, aprovou a criação de um campus avançado no TecnoBahia no início do ano passado e que a UFBA, o governo da Bahia e a Petrobrás estão em fase final de negociação para a criação, por meio da universidade, de um grande laboratório de prestação de serviços tecnológicos à indústria do petróleo no parque.

O TecnoCentro vai abrigar as principais instituições de suporte à ciência e tecnologia do parque, sendo um ambiente de articulação entre a academia e as empresas. “Esse é um espaço de diálogo entre as universidades e os modernos centros de pesquisa, e estamos executando os serviços com um amplo esforço de governo”, destacou o secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI), Feliciano Monteiro, durante visita às obras.

Entre as estratégias adotadas para estimular a participação empresarial e de outras instituições, o superintendente de tecnologia para a competitividade da SECTI, Vinícius Teixeira, informou que, “para dar densidade ao sistema de inovação do Estado, estamos criando algumas alternativas, a exemplo da indução pública de alguns equipamentos que serão catalisadores dos grupos de pesquisa já existentes e de novos que estamos atraindo e fomentando nas áreas prioritárias”.

A gestão do parque seguirá o modelo predominante no Brasil, por meio de uma organização social (OS), com representação dos três segmentos: governo, empresariado e academia.

Resgate da fauna e flora

Foi estabelecido um processo de resgate da fauna e flora originais, com o plantio de mudas de espécies nativas que não existem mais no local. A implantação do parque vai manter preservada grande parte da área verde do loteamento. Com forte apelo ambiental, o projeto foi cuidadosamente pensado dentro de um conceito de desenvolvimento sustentável.

Pesquisas relacionadas ao meio ambiente – um dos temas que mais demandam estudos no mundo inteiro – estarão entre os eixos prioritários. Além do compromisso em prol do desenvolvimento de pesquisas ambientais, o secretário destacou que as obras já cumprem rigorosos critérios da área ambiental.

“Temos nos preocupado muito com o foco ambiental. Como temos muitas chuvas em Salvador, se a água não tiver caminho, teremos inundação. Implantamos aqui um piso intertravado, que permite a passagem da água e, além disso, teremos um sistema de reutilização desta água. É o que chamamos de ‘água cinza’. Ou seja, a água da pia será refratada e posteriormente utilizada, inclusive, para regar as plantas do entorno do parque”, informou Monteiro.

A implantação do parque também vai manter preservada grande parte da área verde do loteamento. O projeto foi cuidadosamente pensado dentro de um conceito de desenvolvimento sustentável.

O TecnoBahia vai agregar quatro grandes áreas: tecnologia da informação e comunicação, energia e meio ambiente, biotecnologia em saúde e engenharias. Teixeira declarou que outras áreas também devem ser potencializadas. “São grandes áreas e algumas delas são transversais a elas, como a parte de robótica, genética e nanotecnologia, que também pretendemos fomentar dentro da política estadual”, explicou.


Um pouco de história da Informática em nossa região

21 janeiro, 2010

Ilhéus tem hoje um Pólo de Informática, que de acordo com informações do SINEC, produz 15% dos computadores comercializados no Brasil.

A história da informatica na nossa região, na época chamada de “processamento de dados”, começa em 1970, com a instalação de um computador na CEPLAC, que contou com a participação inicial de cinco ilheenses: Carlos da Silva Mascarenhas, José Alberto Maia, José Dias Santos,  Martial Batista Câmara e Deraldo Pitombo, que foram selecionados e treinados por Técnicos da IBM do Brasil. Ainda nesta época, outros ilhe enses vieram de juntar à equipe inicial, foram eles: Cecilia Tavares, Marcelo Mendonça e Guy Valério.

Ilustramos este artigo com a foto de um computador IBM /360 modelo 25, mas na verdade o computador instalado na CEPLAC tinha menos recursos que o que aparece na foto, pois não tinha fitas e tinha apenas uma unidade de discos com dois drives.

IBM 360 modelo 25Modelo de computador usado em 1970 pela Ceplac.

Veja a seguir a configuração do Cérebro Eletrônico, como se chamava na época, instalado no interior do Estado da Bahia:

CONFIGURAÇÃO

IBM /360, modelo 25

- 1 impressora de 600 linhas por minuto com 132 caracteres por linha

- 24 kbytes de memória

- 2 (duas) unidades de disco com 7,5MB cada

- 1 leitora/perfuradora de cartões de 80 colunas

Pois é, assim começou a história da informática na nossa cidade. E naquela época ninguém poderia imaginar que 40 anos depois teriamos aqui um Pólo de Informática. Apesar das dificuldades que atravessa, o pólo ainda é um grande gerador de empregos e renda.

Com a instalação de um Núcleo Softex ao seu lado, luta que deve ser encampada pelos nossos políticos, com algumas mudanças na legislação, com um aeroporto alfandegado e com um maior apoio do Governo do Estado, poderá vir a se  consolidar e ter uma importância ainda maior na nossa economia.


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