PROJETO PORTO SUL– Alguns pontos a considerar

25 outubro, 2011

Como cidadão ilheense, listo a seguir alguns pontos que, no meu entendimento, acredito devam ser avaliados e levados em consideração por ocasião da Audiência Pública que será realizada no dia 29 de outubro, às 14 horas, no Centro de Convenções de Ilhéus:

  1. O Porto Sul é uma necessidade para a logística nacional e para o desenvolvimento do nosso país, e quer queiramos ou não, mais cedo ou mais tarde, mais prá lá ou mais prá cá, ele será construído;
  2. O Porto Sul provocará impactos ambientais e disto não há a menor dúvida;
  3. Partindo das premissas acima enunciadas, resta-nos conhecer bem o Projeto, suas vantagens e desvantagens, assim como os seus aspectos e impactos ambientais e procurar lutar para que sejam estabelecidas condicionantes e compensações ambientais e sociais que eliminem/minimizem os impactos adversos que ele inexoravelmente causará;
  4. Ficar “frontalmente contra” o Projeto Porto Sul ou dizer “amém” a tudo o que a BAMIN quer, são posições extremadas e simplórias que não levam a nada.
  5. O foco da BAMIN e de seus parceiros internacionais é construir e operar o Porto Sul no menor espaço de tempo e com os menores custos possíveis. O nosso foco, enquanto sociedade organizada, deve ser no sentido de que o Porto Sul gere o maior número de empregos e traga desenvolvimento para a nossa região, tudo isto provocando os menores danos ambientais e sociais possíveis.
  6. O papel dos Governos, municipal, estadual e federal deve ser o de mediar os conflitos entre aqueles que defendem o meio ambiente da nossa Região, e a BAMIN, sem assumir um dos lados, mas analisando com isenção tanto os aspectos econômico-financeiros do empreendimento, como os impactos ambientais e sociais que este importante Projeto poderá causar.
  7. Só assim poderemos pensar em ter desenvolvimento sustentável, definido no Relatório Nosso Futuro Comum (1987), Comissão Mundial para Meio Ambiente e Desenvolvimento, como: “a satisfação das necessidades do presente, sem comprometer a capacidade das futuras gerações de satisfazerem as suas próprias necessidades”.
  8. As Certificações ISO 9001, ISO 14001, e OHSAS 18801, e o respeito às diretrizes da ISO 26000 podem dar SUSTENTABILIDADE ao Projeto PORTO SUL.
  9. Os problemas hoje vividos pelo pessoal do São Miguel são frutos da falta de avaliação adequada dos aspectos e impactos ambientais da construção do Porto do Malhado. Não podemos, de forma alguma, repetir os nossos erros do passado.
  10. E para finalizar gostaríamos de evidenciar que na sua Política de Sustentabilidade a BAMIN, entre outros, declarou alguns princípios que temos que exigir que ela observe com rigor quando da construção e operação do Complexo Intermodal Porto Sul, são eles:
  11. - incentivar o desenvolvimento das comunidades vizinhas e prestadores de serviços de modo a promover o desenvolvimento econômico e social da região;

    - praticar a RESPONSABILIDADE SOCIAL com foco nas comunidades onde atua;

    - atender à legislação e normas aplicáveis ao meio ambiente, saúde e segurança.

 

Ilhéus – BA, 24 de outubro de 2011

Carlos da Silva Mascarenhas

Ilheense, Economista e Auditor de Sistemas de Gestão Ambiental


PORTO SUL x ZPE: Eu só queria entender

20 outubro, 2011

FATO 01

De acordo com informações que constam do site www.portosul.ba.gov.br , o PORTO SUL é um empreendimento do Governo do Estado da Bahia, que com um investimento de R$ 2,6 bilhões vai gerar 2,5 mil empregos diretos e indiretos, e tem a seguinte estrutura:

  • Porto Público (PP)
  • Zona de Apoio Logístico (ZAL)
  • Área de Proteção Ambiental (APA)
  • Terminal de uso privativo (TUP)

Por este empreendimento o Governo do Estado da Bahia e a Prefeitura Municipal de Ilhéus vêm fazendo uma verdadeira CRUZADA.

FATO 02

A ZPE – Zona de Processamento de Exportações de Ilhéus foi criada pelo Decreto número 97.703, de 28.04.1989 e até hoje ainda não foi implantada. São pois 22 anos de lutas. Veja foto a seguir.

clip_image001

Para que vocês vejam o poder de geração de empregos de uma ZPE,  só uma das Empresas que serão instaladas na ZPE Parnaiba, a KTA Frutas Tropicais, que terá como principal atividade a fabricação de concentrados e pós frutas orgânicas, gerará mais de 3.000 empregos.

UMA PERGUNTA

Qual a razão do Governo do Estado e do Governo Municipal não moverem uma palha para a implantação da nossa ZPE?

Carlos da Silva Mascarenhas

carlos.consultic@gmail.com


TECVAN INFORMÁTICA/GERTEC – Caso de sucesso no Pólo de Informática de Ilhéus

9 outubro, 2011

image

O Caderno de Empregos & Negócios do Jornal A Tarde de hoje, 09.10.2011, faz uma análise da pesquisa nacional divulgada pela Deloitte/Exame e mostra que das 250 Empresas brasileiras que mais cresceram nos últimos três anos, treze são baianas, e o mais importante para Ilhéus e o seu Pólo de Informática é que a primeira em crescimento na Bahia e 21ª no Brasil é a TECVAN Informática/GERTEC que nos últimos três anos teve um crescimento de 228,6% em sua receita líquida. A Unidade Industrial da Empresa está localizada aqui na nossa cidade, na Rua Siridião Durval, 102, no bairro da Cidade Nova.

Falando da receita para o sucesso da Empresa, o seu fundador Jorge Pereira, assim declarou: “para se diferenciar da concorrência, é preciso ter o foco no cliente, isso muitas vezes está acima até do financeiro. Devemos resolver qualquer possível problema.”

De acordo com dados obtidos no site da FIEB, a TECVAN Informática é fabricante de teclados para informática e para automação comercial e bancária e conta com 196 empregados. De acordo ainda com Jorge Pereira, o faturamento da Empresa foi de R$ 80 milhões no ano passado e ele espera alcançar um faturamento da ordem de R$ 100 milhões este ano.

É bom vermos o crescimento da TECVAN/GERTEC, e por esta razão parabenizamos todos os seus empregados e dirigentes pelo sucesso, mas é bom também constatarmos que apesar da crise, o nosso Pólo de Informática e Eletroeletrônica está vivo e abrigando empresas que se destacam na cenário nacional. Quem quiser conhecer um pouco mais sobre a Empresa deve visitar o seu site em www.gertec.com.br .


ILHÉUS TEVE A PRIMEIRA BIBLIOTECA DA BAHIA, E HOJE…

25 setembro, 2011

Na sua coluna publicada no Jornal A Tarde de 24.09.2011, com o título de “A primeira biblioteca da Bahia”, o antropólogo Luiz Mott, professor titular de Antropologia da UFBA, informa que

salvo erro, tenho o privilégio de ter descoberto no arquivo da Inquisição de Lisboa a primeira biblioteca particular da Bahia, quiçá do Brasil, datada de 1574, propriedade de Rafael Olivi, italiano de Florença morador na Fazenda São João, no termo de Ilhéus. Foi acusado ao Santo Ofício de ter dito uma série de proposições heréticas, do tipo “a religião fora inventada para sujeitar os povos e os milagres dos santos não passavam de artes mágicas”. Ao ser preso pelo vigário e alcaide de Ilhéus, encontraram 27 livros em sua fazenda! Entre eles obras religiosas como o Breviário, A Vida de Nosso Senhor Jesus Cristo, no Tesouro dos Pobres; obras literárias, como Viagi Fallida, Rime de Monsenhor Pero Lobo Pirotichiria, Comédia de Sacrifícios e, sobretudo, livros científicos: La Nova Ciencia, de Nicoló Tertaglia, Aristóteles, Libelus de Tactus, Discorsi de Nicoló (Machiavel), Josefus Judaico e outros.”

Vale acrescentar que Luiz Carlos Villalta, no seu artigo Bibliotecas Privadas e Práticas de Leitura no Brasil Colonial, quando fala de estudos quantitativos da posse de livros no Brasil colônia, assim se refere a Rafael Olivi e à sua biblioteca “O maior proprietário de livros no século XVI, foi provavelmente Rafael Olivi, italiano estabelecido em Ilhéus, no atual estado da Bahia, dono de 27 volumes.”

Termina assim o oportuno artigo do Antropólogo Luiz Mott:

Estes livros de Rafael Olivi constituem a primeira biblioteca particular que se tem notícia em toda a história do Brasil. Biblioteca diversificada e atualizadíssima, incluindo obras recentemente editadas, como o livro do matemático Tartaglia, falecido em 1557. No século XVI, sobretudo no selvagem Brasil, livros eram raridades caríssimas, daí a importância dessa coleção. Onde foram parar tais preciosidades? O bibliófilo italiano felizmente foi absolvido pela Inquisição. Deo gratias

Pois é meus amigos, em 1574 a nossa Ilhéus já tinha uma biblioteca, a primeira da Bahia e talvez até do Brasil, e o maior proprietário de livros no século XVI. Hoje passados 437 anos, a única biblioteca que tínhamos foi destruída pela incúria dos nossos governantes.

Já que o poder público não faz, talvez a sociedade organizada de Ilhéus deva chamar para si esta responsabilidade. Dentro desta ótica, estou propondo aqui que comecemos, imediatamente, uma grande campanha para criarmos uma moderna Biblioteca Pública na nossa cidade, contando inclusive com uma Seção de Multimeios, onde possamos guardar um acervo audiovisual com partituras, filmes, gravações sonoras, fotografias e etc. Com certeza teremos muita gente para nos ajudar.

Proponho inclusive que a nossa blogosfera, com seu grande poder de penetração em todas as classes sociais, e os nossos órgãos de imprensa abracem está campanha, e que uma das nossas Agências de Publicidade trabalhem o assunto, criando um slogan convocando todos para a criação da nossa Biblioteca, para que todos os blogs,  jornais,  revistas e outros meios de comunicação, passem a divulgar nas suas páginas esta campanha que com certeza será vitoriosa.

Carlos da Silva Mascarenhas

carlos.consultic@gmail.com


ILHÉUS E ITABUNA SE UNEM PARA COMETER CRIME AMBIENTAL

23 setembro, 2011

Com o título “Ilhéus e Itabuna podem responder inquérito civil por retirada ilegal de areia”, o Jornal A Tarde da Bahia de hoje, 23.09.2011, publica reportagem sobre a união que fizeram prepostos das duas prefeituras para cometerem um crime ambiental, pois o artigo 55 da Lei 9.605/98, diz que a pesquisa, lavra ou extração de recursos minerais, sem a devida autorização, permissão, concessão ou licença é crime, com pena prevista de seis meses a um ano de detenção.

Foto: Jornal A Tarde

Diz também a reportagem que as duas prefeituras serão chamadas a assinar um Termo de Ajustamento de Conduta – TAC, e a depender da gravidade dos fatos flagrado pela Delegacia de Proteção Ambiental na terça-feira, poderão ser alvo também de inquérito civil público.

O mais interessante de tudo isto é que os administradores das duas cidades não conseguem se unir para criar uma Região Metropolitana que traria grandes benefícios para todos, mas facilmente se unem para cometer crime ambiental.

Aproveito a oportunidade para mais uma vez assinalar a importância de lutarmos pela imediata criação da REGIÃO METROPOLITANA ILHÉUS-ITABUNA.

Eu afirmo aqui que vou continuar lutando por isto.

Foto: Anabel Mascarenhas

Carlos da Silva Mascarenhas

carlos.consultic@gmail.com


ASSEMBLÉIA DE CREDORES APROVA PLANO DE RECUPERAÇÃO DA BITWAY

4 agosto, 2011

logobitway-thumb

Em reunião realizada no Auditório da SUDIC – Distrito Industrial de Ilhéus, no dia 02 do mês de agosto de 2011, a Assembléia Geral de Credores aprovou o Plano de Recuperação apresentado pela Empresa BIT SHOP IND. COM. EXP. E IMP. LTDA. – Bitway Computadores.

No plano apresentado pela Empresa e aprovado pelos credores quirografários, os débitos foram revistos e re-escalonados em prazos exeqüíveis. Quanto aos credores trabalhistas, ficou acertado que será providenciada a homologação de todas as rescisões anteriormente efetuadas e pendentes, com pagamento imediato e integral de todos os créditos trabalhistas.

A Empresa havia pedido a sua Recuperação Judicial no fim do primeiro semestre de 2010, tendo em vista a crise que se abateu sobre o mercado financeiro no ano de 2008 e que foi devastadora para a organização, na medida em que inflacionou os preços dos seus insumos adquiridos com base na cotação do dólar.

O sistema de recuperação judicial utilizada pela BITWAY, que foi introduzido pela Lei número 11.101/2005, visa a manutenção das empresas geradoras de renda, a preservação dos empregos dos trabalhadores e visa também atender os interesses dos credores. Com a recuperação judicial são criadas as condições para o saneamento empresarial, e consequentemente para a preservação e desenvolvimento da Empresa, que continuará a desempenhar a sua responsabilidade social, gerando emprego e renda.

É uma excelente notícia para Ilhéus e para o seu Pólo de Informática e Eletroeletrônica.

Carlos da Silva Mascarenhas

carlos.consultic@gmail.com

 


CENTRAL DE TRATAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS

18 março, 2011

 

CENTRAL DE TRATAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS

As fotos a seguir foram tiradas no Distrito Industrial de Ilhéus, por volta das 15:00 horas do dia 17.03.2011.

clip_image002[1]

clip_image004

clip_image006

Tudo isto que parece ser apenas lixo, é bem mais. Trata-se de resíduos sólidos, em grande parte reutilizáveis ou recicláveis, gerados em especial pelas indústrias de informática e eletroeletrônica do nosso Pólo de Informática, que hoje são descartados desta forma.

Além do Serviço de Limpeza Pública do Município ter que transportar estes resíduos por longa distância, eles acabam causando graves impactos ambientais no aterro sanitário municipal.

Com um pouquinho de inteligência e planejamento, o que hoje é um grave problema, gerando custos altíssimos e impactos ambientais significativos, pode se transformar num empreendimento que além de resolver o problema ambiental do nosso Distrito Industrial, preservando a nossa grande riqueza que é a Mata da Esperança, vizinha do distrito, pode também ser uma fonte de geração de emprego e renda.

Aqui vai uma sugestão (mais uma) para o nosso Prefeito Newton Lima.

Determine a um dos seus Secretários, do Meio Ambiente ou do Planejamento, ou melhor, a ambos, que realizem estudos para a instalação de uma CENTRAL DE TRATAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS no nosso Distrito Industrial, o que poderá ser feito com a participação do Governo do Estado, da UESC (temos que colocar o pessoal da UESC para aplicar os conhecimentos que lhes foram dados pelo nosso Estado) e até das Empresas instaladas no Distrito de Industrial e no Pólo de Informática.

Não é difícil Newton. É só você querer. E se precisar de ajuda, diz ao pessoal para me procurar que eu estou à disposição e posso dar algumas dicas. Afinal de contas, antes de tudo eu sou ilheense e acredito que com alguns cuidados podemos ter desenvolvimento econômico com sustentabilidade ambiental.

Carlos da Silva Mascarenhas

carlos.consultic@gmail.com


PREFEITURA DE ILHÉUS E A CIBERFOBIA

4 março, 2011

Mais uma vez volto a falar sobre este assunto, esperando que um antigo ditado, mais uma vez, seja confirmado: “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”.

Apesar das minhas constantes críticas e sugestões, a nossa “vergonha cibernética” continua, pois a home page da Prefeitura Municipal de Ilhéus, que tem o endereço www.ilheus.ba.gov.br teve a sua última atualização feita em 15.12.2010. E fico imaginando um Empresário que pensa em investir em Ilhéus e acessa a página da Prefeitura para obter algumas informações. Pode até desistir de investir na nossa cidade.

Por outro lado, a página da TRANSPARÊNCIA ILHÉUS, em http://transparencia.ilheus.ba.gov.br/ , que durante algum tempo cumpriu o seu papel, e que inclusive é uma exigência legal; de uma hora para outra começou a dar problema e agora quando acessamos a área de despesas, exatamente aquela que devemos fiscalizar, dá a seguinte mensagem:

“ERRO FATAL. O seguinte erro fatal foi detectado na execução do procedimento: ERRO AO CONECTAR O BANCO”. ??????????

Ando buscando as razões para este nosso atraso tecnológico…

Pelo grande volume de recursos que a Prefeitura de Ilhéus tem investido em Tecnologia da Informação, tenho absoluta certeza de que não é a falta de dinheiro. Também não é falta de pessoal especializado, pois a UESC tem formado um grande número de Cientistas da Computação, e este pessoal tem desenvolvido excelentes trabalhos em empresas da região.

Pesquisando um pouco mais sobre o assunto, descobri que o problema pode não ser tecnológico e que pode tratar-se de um problema médico. Vejam a seguir o que publicou Rosângela Oliveira em www.parana-online.com.br.

“Um dos casos mais recentes de fobia – ligado à vida moderna – é a chamada ciberfobia, em que pessoas enfrentam estresse desnecessário ao entrar em contato com computadores ou outros equipamentos eletrônicos. Para esse e outros casos de fobia, somente um tratamento psiquiátrico e psicológico pode acabar com o problema.

Segundo Luiz Leite, 90% dos pacientes conseguem resultados significativos em dez semanas de tratamento. Nos casos mais graves, é preciso aplicar medicação para baixar a ansiedade, mas ele garante que todos conseguem acabar ou diminuir os sintomas. Ele destaca que as pessoas precisam se despir dos preconceitos e procurar ajuda. “Essa é uma possibilidade de mudar sua vida e acabar com um problema que pode estar atrasando sua vida pessoal ou profissional”, finalizou.”

Será que a equipe dirigente da nossa Prefeitura sofre de CIBERFOBIA?

Quem sabe a Secretaria de Saúde não resolve definitivamente o problema de informática da Prefeitura Municipal de Ilhéus?

Carlos da Silva Mascarenhas

carlos.consultic@gmail.com

 


Mais um questionamento sobre a Prefeitura Municipal de Ilhéus e Tecnologia da Informação

22 fevereiro, 2011

Que houve uma sensível melhoria nos serviços de informática da Prefeitura Municipal de Ilhéus, principalmente na área de Tributos, isto ninguém, em sã consciência, pode negar. O que se pode e deve discutir é a forma de contratação dos serviços de TI – Tecnologia da Informação, e o preço que está sendo pago por estes serviços. E isto passo a fazer aqui neste post.

Como pode ser visto no Portal da Transparência de Ilhéus em http://transparencia.ilheus.ba.gov.br/ , que não me canso de aconselhar todos visitem, se possível diariamente; no dia 21.01.2011 a Prefeitura pagou à E&L Produções de Softwares LTDA., a importância de R$ 36.500,00 (trinta e seis mil e quinhentos reais) referente à locação de softwares durante o mês de novembro/2010, para uso nos setores de: recursos humanos, tributos, protocolo, almoxarifado, patrimônio, contabilidade e compras/licitações, conforme Termo de DISPENSA de Licitação número 001/2010. Se anualizarmos esta despesa teremos então um dispêndio anual da ordem de R$ 438.000,00 (quatrocentos e trinta e oito mil reais), só com a locacão destes softwares

Cabe aqui ressaltar que a E&L, é uma Empresa com sede na cidade de São Martins-ES., e que a Prefeitura de Ilhéus, além das despesas de locação do software, deve pagar também, não tenho certeza, despesas de viagem e hospedagem dos técnicos da E&L, quando aqui vêem dar manutenção nos sistemas, e treinamento ao pessoal da PMI.

Tendo em vista as informações acima explicitadas, apresento a seguir, algumas considerações que acredito deveriam ser objeto de análise do nosso Prefeito e sua equipe:

1. Será que temos uma justificativa realmente robusta para explicar a dispensa de licitação para a contratação de um serviço/software para o qual temos um grande número de fornecedores no mercado regional e nacional?

2. Será que o pessoal da área de Tecnologia da Informação do CEPEDI ou da nossa UESC, não poderia desenvolver um Sistema a custos bem mais baixos, com a vantagem do dinheiro investido circular aqui mesmo na nossa região e com custos bem menores de manutenção?

3. Será que o preço que a Prefeitura de Ilhéus está pagando é um preço realmente justo e condizente com o mercado e com o escopo do Sistema?

4. Será que não é hora da Prefeitura de Ilhéus começar a ver TI – Tecnologia da Informação como um recurso realmente estratégico, que pode diminuir custos, melhorar a qualidade dos serviços prestados à população e resolver o problema de forma global, fazendo um Planejamento Integrado para os seus Sistemas de Informação e Comunicação? Não se deve esquecer o Projeto de Cidade Digital ara a nossa cidade.

Aproveitando a oportunidade, gostaria de lembrar que a Home Page da Prefeitura continua sendo uma vergonha para o nosso município, e que não usar este moderno meio de comunicação é uma prova até de burrice, e também de dizer ao nosso Prefeito Newton, a quem admiro e respeito, que o meu objetivo ao ser algumas vezes até duro nas críticas que faço à sua gestão, tem o único objetivo de ajudá-lo a melhor administrar a nossa cidade, até porque, como filiado ao PT – Partido dos Trabalhadores, me sinto também responsável pelos erros que algumas vezes são cometidos.

Carlos da Silva Mascarenhas

Economista, Ilhéense e filiado ao Partido dos Trabalhadores


Criação de Agência de Desenvolvimento poderá atrair novos investimentos para Ilhéus

14 fevereiro, 2011

Lí no Jornal “A Tarde” deste domingo, 13.02.2011, na Coluna Gente&Mercado, na página 10 do Caderno Empregos, uma notícia que me deixou pensativo e perplexo. Transcrevo-a seguir.

“A fábrica dos achocolatados Toddy e Mágico, que a PEPSICO está trazendo para a Bahia, é apenas uma cereja de um grande bolo. Com sede em Feira de Santana e investimentos de aproximadamente R$ 35 milhões a planta deverá criar 200 empregos diretos e outros 200 indiretos. Mas o interessante mesmo é o posicionamento da multinacional, com faturamento mundial na casa dos R$ 100 bilhões, para a região nordeste. Os investimentos em divulgação foram quadruplicados. Hoje, a região representa 20% do faturamento da Pepsico no Brasil. Em três anos a expectativa é de triplicar o investimento.”

Sobre a PEPSICO,  é interessante que evidenciemos que ela esta há mais de cinqüenta anos no Brasil, tem 15 fabricas em nosso país e é a responsável pela fabricação de um grande número de produtos que fazem parte da vida dos brasileiros, com marcas que são líderes de mercado como Elma Chips, eQlibri e Lucky (snacks), Quaker (cereais), Toddy e Toddynho (achocolatados), Coqueiro (pescados), Gatorade e Propel (bebidas esportivas), Lipton (chá pronto, em parceria com a Unilever), Kero Coco e Trop Coco (água de coco), H2OH! e Pepsi-Cola (bebidas com gás).

Considerando a matéria prima utilizada por uma fábrica de achocolatados e considerando também o parque moageiro de cacau que já temos aqui em Ilhéus, a mão de obra que já dispomos na nossa região, a localização geográfica na nossa cidade e as suas condições de acesso, será que não teríamos maiores vantagens comparativas para sediar uma indústria como esta que a PEPSICO vai instalar em Feira de Santana?

Aproveito a oportunidade também para perguntar: o que estamos fazendo para atrair indústrias e investimentos para a nossa cidade? E a resposta a esta singela pergunta, eu mesmo dou. NÃO ESTAMOS FAZENDO ABSOLUTAMENTE NADA, pois nem um site decente onde possíveis investidores possam conhecer as nossas vantagens locacionais e o nosso parque industrial já instalado, nem isto, que seria o mínimum minimorum requerido, temos.

E eu continuo perguntando. Que Secretaria ou Assessoria é a responsável, na Prefeitura de Ilhéus, para atrair Empresas para a nossa cidade? Existe um Plano de Atração de Empresas? Estamos vendendo no Brasil e no Exterior a cidade de Ilhéus como um bom lugar para se investir?

E não me venham falar que conseguimos atrair o Projeto Porto Sul e também uma Zona de Processamento de Exportação, que pelo que sabemos teve as suas obras paralizadas, pois na realidade estes dois empreendimentos, literalmente, caíram no colo da nossa Prefeitura, que até agora pouco tem feito para viabilizá-los, e/ou para facilitar as suas instalações e funcionamento.

Feitas estas colocações gostaria de sugerir ao Prefeito Newton que encomende aos Técnicos da sua Secretaria de Planejamento, que façam um estudo de viabilidade da criação de uma Agencia de Desenvolvimento para Ilhéus – AD Ilhéus, que poderia ser uma Organização Não Governamental com a missão de estabelecer sinergias entre Instituições Públicas, Entidades de Classe, e sociedades empresariais visando, através de iniciativas, estudos e projetos, promover o desenvolvimento sustentável de Ilhéus e cuja atuação poderia ser no sentido de buscar os seguintes objetivos principais:

I – Identificar e atrair investimentos para os setores primário, secundário e terciário da economia do município de Ilhéus-BA., mediante análise de propostas de investimentos, buscando, ainda, a promoção de oportunidades de investimentos considerados estratégicos para o desenvolvimento da estrutura produtiva municipal;

II – Apoiar institucionalmente as empresas já instaladas no Município de Ilhéus-BA., auxiliando-as na resolução de problemas estratégicos;

III – Apoiar a realização de joint ventures e outras formas de cooperação entre empresas situadas no Município de Ilhéus-Ba. e outras empresas nacionais e internacionais, que se traduzam em incremento e modernização do parque produtivo local e conseqüente aumento de empregos; em acesso a novas tecnologias, em conhecimentos, marcas e patentes, com a conseqüente melhoria nas formas e processos de produção; em melhoria das capacidades de administração; em acesso ao capital internacional; ou ainda em aumento das exportações;

IV – Assessorar e assistir tecnicamente empresas instaladas no município de Ilhéus e aquelas que planejem aqui se instalarem;

IV – Fomentar e divulgar as oportunidades de investimento no Município de Ilhéus-Ba., visando seu desenvolvimento sócio-econômico;

V – Promover estudos para o aumento do valor agregado dos produtos e serviços desenvolvidos no município de Ilhéus;

VI – Elaborar estudos, programas e projetos visando enfrentar desafios comuns no desenvolvimento do município de Ilhéus.

Quero aqui deixar claro que não precisaríamos ter uma superestrutura para a AD Ilhéus e que eventuais custos seriam plenamente compensados com a atração de novos empreendimentos para a nossa cidade, e até através da prestação de serviços que a AD Ilhéus viesse a fazer para Empresas já instaladas na nossa Cidade ou aquelas que aqui queiram se instalar.

Há algum tempo, baseado em outras experiências existentes no Brasil, preparei uma Proposta de Estatuto para a formatação de uma Agencia de Desenvolvimento para Ilhéus e disponibilizo aqui, mesmo sabendo que já pode estar desatualizado em termos de legislação, mas que pode servir com um ponto de partida para todos aqueles que queiram discutir esta possibilidade.

Carlos da Silva Mascarenhas

Economista, com pós-graduação em Gestão Empresarial


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.