John “Maddog” Hall na UESC

1 Junho, 2009

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Como anunciamos num post anterior, aconteceu durante a tarde de hoje no Auditório Jorge Amado, na Universidade Estadual de Santa Cruz – UESC, a palestra “Software Livre na Educação – Um caminho para o futuro”, com John Maddog Hall, Diretor Executivo da Linux International.

Com Isamar Maia como intérprete, Maddog falou em inglês a uma platéia repleta de estudantes e interessados em TI por mais de duas horas. Apresentou, a partir de sua história pessoal, a história do Software Livre (SL), que não significa necessariamente ser livre de custos.

Segundo Maddog, “free” significa “in freedom”, ou seja, “em liberdade”, e não “grátis”. Essa liberdade está assim especificada: Liberdade de acesso ao código-fonte (Open Source); liberdade de, sabendo como funciona, modificar este código para atender necessidades específicas; liberdade de redistribuir o software com as modificações feitas. O usuário/colaborador do software livre só não tem a liberdade de limitar a liberdade dos outros em acessá-lo.

No SL, o cliente paga por serviços, e não por um produto fechado. Nesses serviços, se incluem: cópia e distribuição, integração, treinamento e redesign. “Abertura” é muito mais do que criar softwares. É a criação de padrões.

Respondendo ao questionamento que usualmente surge: “por que é ‘dado’? Não deve ser tão bom…” ele explica que os desenvolvedores são “amadores”. Mas “amadores” no sentido de  não receberem pelo que fazem, da mesma maneira que atletas olímpicos, que são considerados “amadores” apenas por não serem pagos para exercer sua atividade, mas são mais rápidos e melhores que quaisquer outros.

Maddog listou os pontos negativos do software fechado: Não se pode saber exatamente como ele funciona; caso o fabricante saia do mercado, o software simplesmente desaparece; para quem trabalha com pesquisas é  extremamente dificil conviver com estas restrições.

Na outra ponta da balança, as vantagens do Software Livre: Caminho para eliminar a pirataria; segurança nacional, tanto econômica quanto militar (que governo usa Microsoft nas suas operações militares?); garantia de longevidade do software, já que o próprio usuário (ou um qualquer desenvolvedor) pode continuar aperfeiçoando, independente de qualquer empresa que o tenha originado.

Maddog ainda deu outras informações sobre o SL, que não funciona apenas para Sistemas Operacionais, mas atende compiladores, interpretadores, web designers, sistemas office, ferramentas multimídia, etc.

Considerando que o público era a comunidade acadêmica, a palestra foi direcionada para os desafios de se estimular nas universidades o uso/desenvolvimento de SL. Maddog apresentou até um plano de trabalho para as universidades: Encontrar os alunos brilhantes,  incentivá-los a criar proposta para sistemas embutidos, selecionar as melhores propostas e oferecê-las a empresas, que certamente as executarão, e oferecerão emprego a esses estudantes que logo serão profissionais.

Ainda nesta visão acadêmica, ele apresentou o SAGU, software nacional, em português, gratuito, para gerenciamento de universidades (professores, espaço físico, equipamentos, rendimento dos estudantes, contabilidade, recursos humanos, entre outras áreas) que já foi traduzido para ser utilizado em instituições de língua espanhola e existem informações que na Alemanha um japonês está traduzindo para o inglês. [suspeita de piada!]. Sem piada, download aqui e maiores informações aqui.

Com muita simpatia e humor, John Maddog Hall insistiu em que a abertura do código fonte é absolutamente necessária para o pleno desenvolvimento de softwares por qualquer pessoa que deseje fazê-lo, e deu exemplos de jovens e adolescentes que começaram bem cedo e hoje estão não somente milionários, mas gerando muitos empregos para desenvolvedores, muitos mais do que grandes empresas de software fechado.

A Consultic partilha dessa opinião e torce pela disseminação da cultura do Software Livre no Brasil e no mundo, a começar entre nós. Isamar Maia e Carlos Pereira estão de parabéns pela iniciativa inédita em nossa região. Que venham outras!

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Carlão e Isamar

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Auditório lotado

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Isamar interpretando

(Fotos: Anabel Cavalcanti)


Palestra sobre Software Livre na UESC

22 Maio, 2009

Acontece dia 1° de junho, às 14h no Auditório Jorge Amado, na Universidade Estadual de Santa Cruz – UESC, a palestra “Software Livre na Educação: Um caminho para o futuro” com Jon Maddog Hall, Diretor-Executivo da Linux International.

Maiores informações sobre o evento coordenado por Isamar Maia e pelo Prof. Carlos Pereira, através do e-mail carlao2005@gmail.com

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Numa atenção especial…

1 Outubro, 2008

aos novos leitores, vindos do Blog dos Blogs da Costa do Cacau, o Prof. Carlão do Last Starfighter disponibilizou  em seu blog um vídeo trazendo o conceito de software livre, bem como um artigo escrito sobre o assunto.

O vídeo é realmente esclarecedor, vale à pena gastar 11 minutos para assistir e tomar uma posição acerca do software livre.

E para quem tem preguiça pouco tempo para ir a todos os links, transcrevemos um trecho aqui:

“O objetivo principal da Universidade não é a formação de um simples profissional “apertador de botões”, que só sabe trabalhar com um software específico, produzido por uma única empresa (a rigor, isto não se chama “profissional”; isto se chama “cliente”!). O objetivo principal da Universidade é, antes de tudo, a formação do cidadão crítico, consciente, capaz de pensar por si próprio; de forma complementar, busca-se a formação de um profissional completo, que realmente domine os conhecimentos fundamentais da sua profissão.

Quando uma disciplina utiliza um software proprietário como base de suas atividades, é simplesmente isso: um “uso”, uma “ferramenta”. O aluno aprende e exercita os conceitos através desta ferramenta, e é só. Alternativamente, se a disciplina baseia suas atividades em um Software Livre, um novo leque de oportunidades e possibilidades se abre para enriquecer a experiência dos alunos: pode-se ter acesso a versão completa do software, a mesma que está sendo utilizada “pra valer” ao redor do mundo, e não a uma simples versão educacional, “trial”, ou o que é pior, pirata; pode-se ter acesso a vários softwares diferentes, para estudar suas diferenças e comparar suas vantagens/desvantagens; pode-se ter acesso a uma quantidade enorme de material de referência, disponível gratuitamente na Internet; pode-se confiar que este material contém informações completas, já que não há segredos que serão disponibilizados apenas pela empresa proprietária do software, em materiais de referência também proprietários e vendidos a preço de ouro; para os mais curiosos, existe a possibilidade de estudar a própria implementação (código-fonte) do software – isto significa não apenas aprender a configurar e usar um certo recurso, mas sim como implementar na prática aquele recurso. Acima de tudo, existe a possibilidade de colaboração, de participação direta dos alunos no desenvolvimento do software, através da criação de novos materiais de referência, utilizando e reportando defeitos, ou até mesmo consertando defeitos. Em resumo, isto tudo significa verdadeiro acesso ao conhecimento.

Concluo, portanto, que a adoção do Software Livre é fundamental para se conseguir uma verdadeira ação educativa, com acesso irrestrito ao conhecimento. Nesse sentido, é necessária uma parceria entre professores e alunos no sentido de operacionalizar cada vez mais a adoção do Software Livre nas diversas disciplinas dos cursos de Ciências da Computação, e até mesmo de outros cursos.

Precisamos tomar uma decisão importante: queremos virar cidadãos críticos e profissionais completos, verdadeiros “cientistas da computação”, ou nos contentaremos apenas com a função de “clientes”, meros “apertadores de botões”?

A escolha é nossa!”


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