2010, E AS NOVAS TECNOLOGIAS A CAMINHO DA CONSOLIDAÇÃO

30 Dezembro, 2009

O Jornal A Tarde, em sua edição de 30.12.2009, traz excelente artigo de Thiago Fernandes sobre as novas tecnologias, abordando desde aspectos de softwares e especialmente das redes sociais, até aspectos de hardwares (Texto não disponível na internet).

Começa assim o artigo de Thiago:

“No mundo online, o ano de 2009 vai ficar marcado como aquele em que os brasileiro descobriram que existem outras redes sociais além do Orkut. A rede do Google viu o rápido crescimento dos concorrentes, apesar de nem de longe ter sua soberania ameaçada. Nada menos que 80% dos brasileiros que acessam a internet têm perfil no Orkut. São 28 milhões de usuários, contra 9 milhões do Twitter e 7,5 milhões do Facebook no país em dezembro.”

Vejam a seguir, as tendências que o artigo aponta para o próximo ano:

COMPUTAÇÃO EM NUVEM

Em 2010 a tendência é de crescimento da oferta e de uso dos serviços de processamento e armazenamento de informação na rede, a chamada computação em nuvem, já bastante difundida, mas que tende a crescer com a oferta de banda larga mais rápida e conectividade em qualquer lugar.

CELULAR COM INTERNET

A tendência e que os aparelhos com conexão à internet se tornem padrão. Associado à tendência de barateamento da conexão 3G, isso vai mudar a forma como as pessoas usam a internet no celular. Vão passar a ficar sempre conectados à rede, sempre disponíveis e aí, mais que nunca, falar no telefone será uma coisa secundária.

KINDLE

Depois da chegada ao Brasil em 2009 ainda não vai dar para falar em popularização do livro eletrônico, mas será mais comum vê-lo por aí. Ainda mais porque já existe uma tendência jurídica para enquadrá-lo na mesma legislação de importação de livros, o que o deixaria livre de impostos e cortaria o preço pela metade, chegando ao consumidor final na faixa de 500 reais.

Alex Castro preparou um artigo bastante útil para quem quer conhecer melhor o Kindle.

NETBOOKS

Outra tendência que vai se manter em 2010 é o crescimento da venda de netbooks – os notebooks pequenos, feitos para navegar na internet. O cenário vai ficar ainda mais interessante porque a Apple deve lançar um aparelho desse tipo ainda no começo do ano. O fato poderá redefinir a forma como as pessoas se relacionam com esse tecnologia, da mesma forma como ela fez com o celular quando lançou o iphone.

TV DIGITAL

Em 2010 as emissoras começam a testar a interatividade da TV digital, mas ainda não se sabe exatamente o que estará disponível. A expectativa é que com a Copa do Mundo estejam disponíveis opções como a escolha de ângulo da transmissão. Além de que o evento tradicionalmente estimula a venda de televisores. Será um grande impulso para a popularização da transmissão de TV digital.

POPULARIZAÇÃO DO 3G

As operadoras estão programando grandes investimentos na melhoria da rede 3G, o que deve fazer com que essa seja uma opção cada vez mais viável para concorrer com as redes ADSL (Velox e GVT). Ainda mais porque a tendência é que continue a migração das pessoas do desktop para o notebook, o que incentiva a busca por conexões móveis, que se possa usar não só em casa, mas em qualquer outro lugar.

REDES SOCIAIS

Se 2009 foi o ano em que os brasileiros descobriram outras redes sociais além do Orkut, 2010 será um ano em que as redes vão se integrar ainda mais. Essa é uma tendência em todas elas, que investem cada vez mais em facilitar a vida dos usuários. As fotos que se publica no Flickr vão estar visíveis para seus amigos no Orkut, as atualizações do Twitter vão aparecer no Facebook. Cada vez mais fará menos sentido pensar em cada um deles individualmente, mas vamos caminhando para entender a vida online como uma coisa única.


A CRISE E OS AJUSTES FINANCEIROS NECESSÁRIOS

17 Março, 2009

Muito se vem falando de CRISE, e com a crise, a primeira providência que as Empresas costumam tomar é REDUZIR CUSTOS. Porém, antes de se pensar em reduzir custos, é extremamente necessário que se reveja o planejamento da Empresa e que se faça uma análise criteriosa dos processos empresariais, para que possam ser definidas, com acerto, quais despesas devem ser cortadas ou reduzidas e quais projetos devem ser cancelados ou adiados.

De acordo com artigo publicado no Financial Report da IT Mídia S.A., edição de janeiro de 2009, a Trevisan Consultoria recomenda os seguintes cuidados na hora de adiar ou cancelar um projeto.

. Faça uma análise criteriosa;

. Mantenha projetos que privilegiem a redução de custos;

. Adie os que darão retorno no longo prazo;

. Leve em conta os fatores externos;

. Faça um ranking com os projetos vitais para a sobrevivência da empresa;

. Não aborte iniciativas que demandaram meses ou anos para serem planejados;

. Adie projetos que irão gerar um pequeno aumento de produtividade;

. Continue com os que trarão ganhos de lucratividade;

. Cuidado para não comprometer o entusiasmo e o comprometimento dos colaboradores;

. Saiba que a decisão deve estar relacionada às questões mercadológicas;

. Não cancele projetos no auge do seu desenvolvimento;

. Leve em conta a sazonalidade;

. Não cancele os que têm tecnologia intensiva aplicada, corre-se o risco da obsolescência;

. Mantenha o plano de expansão a uma velocidade menor, caso a crise não afete diretamente o negócio;

. Considere que sempre é preciso implementar projetos. O que a crise faz é mudar a priorização do investimento.

Além destas recomendações, a Trevisan estabelece também alguns mandamentos para a contenção racional de custos.

. Planejar e manter atualizado o orçamento financeiro contemplando todas as áreas da empresa com previsão de investimentos (se necessário);

. Ter uma visão mais econômica (lucro) e menos financeira (caixa);

. Estabelecer uma curva ABC de custos, identificando aqueles que apresentam maior incidência e impacto no orçamento;

. Exercer um controle mais efetivo sobre estes custos de maior incidência;

. Rever os principais processos internos e identificar os custos envolvidos a cada atividade;

. Adotar centos de custos e classificar as despesas por natureza

. Estabelecer metas e objetivos visando a redução de custos;

. Envolver os colaboradores nesta tarefa.

Pois é. Seja uma “marola”, ou uma “Crise” com “C” maiúsculo, o certo é que nelas existem também excelentes possibilidades de crescimento, desde que algumas regras básicas sejam seguidas.

No caso específico da Área de Tecnologia da Informação, é interessante observarmos que uma das recomendações prega que não se deve cancelar projetos que têm tecnologia intensiva aplicada, pois corre-se o risco da obsolescência.


A crise, segundo “Albert Einstein”

16 Março, 2009

Se a autoria é mesmo de Einstein, é questionável;  no entanto, vale a leitura e a reflexão.

“Não pretendemos que as coisas mudem se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar “superado”.

Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções. A verdadeira crise é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la”

Albert Einstein.


Dia da internet segura

10 Fevereiro, 2009

internet-segura

Nesta terça (10 de fevereiro), o Brasil e mais 64 países promovem o Dia da Internet Segura. Realizado desde 2004 por conta de uma iniciativa da Comissão Européia, o Safer Internet Day acontece sempre em fevereiro, com o objetivo de promover o uso consciente, seguro e responsável da web e de telefones celulares, especialmente entre jovens e crianças.

O Brasil participa desde 2008 da iniciativa. Para a edição de 2009, a Comissão Européia convidou formalmente a organização não-governamental Safernet, que defende os direitos humanos no ambiente virtual, e o Ministério Público Federal de São Paulo para organizarem a data no país.

A agenda organizada pelas instituições tem sites com orientações sobre segurança, palestras, chats e lançamento de cartilhas de segurança. Na página oficial da iniciativa, há ainda uma seção com diversas informações sobre como navegar de forma segura: ela reúne cartilhas, reportagens na TV, dicas e jogos.

“Os organizadores acreditam que parcerias entre atores institucionais, públicos e privados são fundamentais para garantir o uso positivo dessas novas tecnologias, bem como reduzir os riscos decorrentes de comportamentos perigosos ou abusivos”, diz o site brasileiro. O objetivo para o Dia da Internet Segura, continua, é promover atividades de conscientização em torno do uso seguro e responsável das novas tecnologias de informação.

Acesse a CARTILHA com dicas de segurança na internet.

cartilha

Informação do G1 Tecnologia


Qual a diferença entre vírus, vermes e cavalos de Tróia?

30 Janeiro, 2009

A resposta a essa e outras dúvidas sobre segurança de dados no seu computador vem do Blog Geek, num artigo assinado por Henrique César Ulbrich.

Transcrevemos aqui, pois a linguagem simples esclarece até mesmo os que se vêem como mais entendidos no assunto de TI, como bem diz o autor: “Os muitos termos usados para designar pragas digitais podem confundir até os mais experientes.”

Embora erradamente considerados a mesma coisa, vírus e worms (ou vermes) são entidades bastante diferentes. Para piorar, entra no caldeirão um outro tipo de praga chamada de “Cavalo de Tróia” ou, simplesmente, Trojan. Entenda o que tudo isso quer dizer.

Ambas as entidades são pragas virtuais, “infectam” o computador da vítima e causam algum tipo de dano ou prejuízo. Mas as semelhanças acabam aí.

Um vírus e um verme para computadores têm mais ou menos a mesma diferença que existe entre um vírus e um verme biológicos.

No reino biológico, um verme é um ser vivo completo, na maioria das vezes pluricelular e visível a olho nu. Ele tem todas as funções biológicas necessárias para sobreviver. Mesmo que seja um parasita e roube alimento do corpo do hospedeiro, ainda assim é um ser vivo completo e autônomo.

Já um vírus é um ser vivo muito simples. Tão simples que sequer pode ser chamado de unicelular – ele nem é uma célula completa. Ao contrário do verme, o vírus não é autônomo. Quando uma pessoa está infectada com algum (o da gripe, por exemplo), este usa a estrutura das células humanas para se “completar”. Ao contrário do verme, portanto, o vírus não existe sem as funções básicas providas pelas células animais.

No mundo digital as coisas são bem parecidas. Um verme digital é um programa completo. Tudo o que ele precisa para funcionar, todas as tarefas e funções que vai desempenhar estão programadas dentro dele.

Já um vírus, de modo geral, é apenas um trecho de código que reprograma software existente para subverter sua utilidade. Se um vírus precisa gravar um arquivo, por exemplo, basta usar as rotinas de acesso a disco que o próprio programa infectado possui.

Formas de contágio

Normalmente, uma infestação por vermes do mundo real ocorre por introdução voluntária de ovos no organismo (por exemplo, por ingestão de carne suína com cisticercos). Já uma infecção por vírus, na maioria das vezes, se dá pelas vias respiratórias, por absorção do próprio vírus em suspensão na umidade do ar, e não pode ser evitada facilmente.

A situação é idêntica no mundo digital. Um worm, sendo um programa completo, é muito difícil de ser embutido em outro de forma discreta. Além disso, precisa ser executado pela vítima para funcionar.

Os vírus não precisam “ser executados” porque ele “moram” dentro de programas válidos. Há poucos dias, foi descoberto que cópias piratas do software de escritório iWork, da Apple, estava (e ainda está) sendo distribuído com vírus. Ora, o vírus precisa do iWork para funcionar.

Como uma última alegoria, pense num vírus como sendo uma doença contagiosa que acomete o vendedor de enciclopédias que bate à sua porta. A vítima recebe o vendedor dentro de casa e acaba pegando a doença. O vendedor é inocente e é um vendedor mesmo. Ele apenas esconde a doença dentro de si.

Já um worm é como se fosse um bandido disfarçado de vendedor de enciclopédias, com um terno falso, uma maleta falsa e um daqueles óculos com bigodes. Ele não é um vendedor real, é um impostor. Se a vítima não for ingênua, vai perceber que é um impostor e não vai recebê-lo.

Cavalos de Tróia, ou “trojans”

Tecnicamente, Cavalos de Tróia (ou trojan horses, como também são conhecidos) seriam os arquivos “normais” que um vírus ou worm usaria para se esconder. O nome remete à famosa história da Guerra de Tróia, em que os gregos presentearam os troianos com um cavalo de madeira recheado de soldados, o que facilitou a invasão da cidade.

Todavia, as empresas de antivírus, para facilitar a classificação, chamam esse tipo de vírus de “trojans”, mesmo que na verdade o Cavalo de Tróia seja o software que carrega o vírus em seu ventre e não o próprio vírus.

Um Cavalo de Tróia pode ser, por exemplo, um filme ou um programa pirata que, em seu interior, carrega um vírus. É necessário que, como na Tróia antiga, o usuário deixe voluntariamente o “cavalo” entrar em seu computador. O melhor meio de levar a vítima fazer isso é colocar os vírus dentro de programas pirateados.

Em nossa alegoria do vendedor de enciclopédias, o “cavalo de Tróia” seria um vendedor de verdade, mas enfermo, e não apenas a doença que ele carrega.

Evitando a infecção

Em primeiro lugar, a melhor maneira de evitar a infecção é manter-se longe de programas piratas. Isso inclui antivirus piratas, que podem eles mesmos, ironicamente, serem vetores de infecção. Um antivírus pirata (e infectado) vai funcionar muito bem para os outros vírus, mas vai esconder o que o infecta.

Qualquer programa pirata, incluindo o sistema operacional, deve ser evitado.

É necessário também instalar um bom antivírus. Mesmo os gratuitos protegem da maioria das pragas. Jamais conecte seu computador à internet ou mesmo plugue um pendrive desconhecido sem que o antivirus esteja presente. E lembre-se: embora ainda raros, já há relatos de vírus para Mac OS X e para Linux.

Instale sempre as atualizações recomendadas pelos desenvolvedores de todos os softwares que usa. Hackers, vírus e, principalmente, worms podem usar falhas dos programas para invadir o computador vulnerável.

Os worms podem ainda usar as falhas para se auto-executar, eliminando a necessidade de ludibriar o usuário para isso. É o caso do worm Conficker, cuja escalada de infecções está crescendo assustadoramente.

E, por fim, talvez o conselho mais sábio de todos, que as mães repetem aos filhos todos os dias: nunca aceite balas de estranhos, nem balas estranhas de gente conhecida.

Nunca abra nenhum arquivo desconhecido, mesmo que tenha vindo de uma pessoa conhecida. O remetente pode ter enviado uma praga disfarçada de foto ou mensagem religiosa sem o saber.

Itens que não devem jamais ser clicados ou abertos:

  • Emails tipo “corrente”, “mensagem de paz” e semelhantes, mesmo que tenham vindo de conhecidos
  • Anexos de email também do tipo “corrente”, “mensagem”, além de programas, vídeos e imagens suspeitas
  • Arquivos transferidos por mensageiros instantâneos
  • CDs, DVDs, disquetes e pendrives de origem duvidosa ou ilegal
  • Programas, música e filmes piratas
  • Downloads por P2P ou de sites duvidosos

Novos artigos

9 Outubro, 2008

Hoje, sobre o Mercado de trabalho. E a cada quarta-feira, não deixe de ler na guia Artigos.

O céu é o limite no que diz respeito à remuneração” -  

Carine Aprile Iervese, do A TARDE, 28/09/2008

“Se você deseja ingressar em um mercado de trabalho aquecido e com tendência a borbulhar ainda mais no futuro, aposte na área  de tecnologia da informação. A gerente de projetos especiais da IBM do Brasil, Sirlene Toledo,  destacou, na entrevista à repórter Carine Aprile Iervese,  dois segmentos que disputam profissionais qualificados e pagam muito bem por eles. Sirlene apontou também o que ainda está faltando nas pessoas que desejam entrar na área e por onde começar essa promissora trajetória.

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Especialista ou multitarefa? Saiba qual perfil é mais valorizado em tecnologia

Por Amanda Camasmie, especial para o IDG Now!

Publicada em 06 de outubro de 2008 às 07h15

São Paulo – Novos cursos ampliam oportunidades para profissionais de TI. Especialistas indicam os perfis mais valorizados pelas empresas.

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Enquanto alguns cursos estão voltados a apenas uma especialização, outros apostam em abrir o leque para formar um profissional competitivo. Mas afinal, o que é mais importante na área de tecnologia? Ser especialista ou um profissional com múltiplos conhecimentos?

“As empresas estão em busca de profissionais especialistas, com sólidos conhecimentos em determinadas tecnologias, ferramentas e ambientes”, afirma Ercília Vianna, gerente de projetos da Célula de TI do Grupo Foco, consultoria de Recursos Humanos.

No entanto, o mercado hoje está mais exigente. Ele busca um especialista, mas ao mesmo tempo precisa de um profissional que conhece um pouco de cada área para prover a integração de sistemas. “Por exemplo, um programador pode ser especialista em certa linguagem, mas precisa conhecer, sem ser especialista, a parte de banco de dados, para que ele consiga efetuar, em um sistema, uma integração entre o back end e o front end da aplicação”, explica Rita Cury, gerente de Marketing e Produtos do Grupo Impacta Tecnologia.

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A importância das redes sociais

30 Setembro, 2008

Quando se fala em “redes sociais”, automaticamente os pensamentos se voltam para o Orkut, rede de relacionamentos que se tornou uma febre, e agora está um tantinho mais relaxada, talvez pelo aparecimento de outras, como Facebook, Netlog, Hi5, Flickr, Limão e outras tantas.

Há quem se tenha “viciado” no orkut, mas há também quem faça questão de dizer que “não tem, não quer ter e tem raiva de quem tem”. Penso que qualquer radicalismo é prejudicial.

Admito que gosto do orkut, sim. Entrei em 2004, logo no comecinho, quando ainda era somente em inglês, e o “bad, bad server” insistia em dizer: “no donuts for you“.  Meus álbuns têm mais de setecentas fotos, meus “amigos” são mais de quinhentos. Mas já fui mais “ligada”.  Hoje, mal respondo os recados que me chegam. Atribuo à falta de tempo disponível (enquanto era “estudante” ou “desempregada” as coisas eram diferentes…”)

Foi exatamente o que percebi no estudo feito pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, e comentado por Daniela Braun: As únicas atividades em que as classes com menor suporte econômico “ganham” da classe “A” são os sites de relacionamento (especificando o Orkut), games e busca de empregos.  (Ver tabela abaixo)

tabela_ideia20

Mas não é exatamente sobre isso que eu quero falar. Quero defender aqui os relacionamentos mantidos/recuperados/construídos com base nas redes sociais. [Excluo desta lista os sites de "busca de parceiro(a)"].  E encontrei um texto super interessante que justifica o aparecimento das redes sociais na internet. Transcrevo uma parte da fala de Joe Kraus, Diretor de Gerenciamento de Produtos da Google:

“O que faz com que dois amigos se sintam “próximos” um do outro? Eu diria que em grande parte são os pequenos detalhes que eles sabem um do outro. O comentário engraçado que um amigo fez para o outro sobre um cartaz que viu quando viajavam, o que comeram no jantar, uma pessoa que encontraram na rua, seus comentários sobre o filme que viram há duas noites atrás. A proximidade geralmente vem do conhecimento de coisas pequenas, não apenas coisas grandes. A distância dificulta o conhecimento desses pequenos detalhes. Quando as pessoas moram juntas, seja com família ou com amigos, é muito fácil conhecê-los. Eles são transmitidos ao andar pelo corredor, sentar para uma refeição ou apenas pelo fato das pessoas estarem juntas. Não é preciso nenhum esforço.

Quando as pessoas vivem separadas, as coisas mudam. De repente, é preciso esforço. Era preciso muito mais esforço quando escrever uma carta era a principal maneira de se comunicar à distância, em vez de e-mail ou IM ou telefone.”

[Eu me lembro da agonia de esperar o carteiro, e a restrição a um telefonema – rápido – por semana,  quando eu morava a 1.200 Km de casa…]

“Entretanto, mesmo com nossa tecnologia atual, ainda dá trabalho. Por esta razão, compartilhamos menos com nossos amigos. E quando compartilhamos, nossa tendência é compartilhar coisas grandes (grandes mudanças no trabalho, grandes eventos familiares, como aniversários ou marcos escolares) e deixamos as pequenas coisas de lado. Começamos a nos sentir menos conectados porque não sabemos os detalhes.

A promessa da rede social é facilitar o compartilhamento de pequenas coisas. Tornar isso algo que não requer esforço e restabelecer aquela sensação de conexão que vem de saber os detalhes. Recentemente minha esposa enviou um álbum público de fotos de bebês do Picasa Web para dez de seus amigos. Quatro deles escreveram de volta dizendo “Eu não sabia que João comprou um carro novo!” (os amigos dela navegaram pelos meus outros álbuns públicos de fotos). Embora ela jamais hesitasse em compartilhar o grande evento (o novo bebê), ela nunca teria compartilhado o pequeno detalhe do meu carro novo: Coisas desse tipo se repetem o tempo todo. Os pequenos detalhes são deixados de lado. Um fim de semana com os avós? Pensando em vender a casa? “Vale a pena” compartilhar essas coisas? Talvez. Às vezes. Para algumas pessoas.

Felizmente, à medida que a rede se torna mais social, não terei de gastar muita energia pensando sobre o que é “suficientemente interessante” para compartilhar com um determinado grupo. As pessoas que se preocupam comigo e que tiverem minha permissão poderão cada vez mais compartilhar partes da minha vida que lhes interessam.”

O “cadeado” no Orkut, as senhas nos Blogs e o bloqueio ou aparecer offline no MSN fazem este filtro com perfeição. Hoje, estou mais próxima de pessoas que vivem a milhares de quilômetros de distância, do que dos meus vizinhos, dos quais não sei nem mesmo o nome. Reconheço – e valorizo – a importância das redes sociais. Especialmente do Orkut  para reencontros  [1488 histórias eu teria para contar sobre este assunto… mas sei que vocês também as tem] e dos Blogs para manutenção. Minha família maior (tios, primos, etc) sabem bem da minha vida por conta de lerem meu Blog Pessoal. Ainda que não nos vejamos, estão presentes na minha vida e eu na deles.

Sim, os pequenos detalhes são importantes, e a vida real é importante. Mas quando a distância exige, os pequenos detalhes chegam através da telinha do PC e a vida real se apropria da tecnologia para suprir as ausências físicas.


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