Blogar, verbo intransitivo

Eu não blogo à toa, não blogo de graça.

Não blogo pra alguém em especial. Embora destinatários sempre existam, o principal sou eu mesma. Leio meus posts muitas vezes, e geralmente me surpreendo, como se estivesse lendo um texto inteiramente desconhecido.

Tem gente que bloga por obrigação, por rotina. Eu não. Blogo por prazer. Blogo com gosto, curto cada palavra, cada frase, cada texto pronto.

Eu blogo e sofro quando acho que não está bom, que não está digno deste espaço, que às vezes trato mal, chamo de “essa bagaça”, e às vezes boto nas nuvens, chamando de “meu divã”.

Sim, eu convido amigos pra ler meu blog, sem medo. Mando o link, quando sei que algum assunto vai interessar, fazer rir ou emocionar alguém que não tem costume de vir aqui. Aviso os “de lei” que tem post novo, já que não sou nada disciplinada e não tenho dia certo nem hora pra blogar.

E sim, sim, sim, eu incentivo o nascimento de novos blogs!!! Alguns vão em frente, outros ficam meio paradinhos, mas eu já perdi a conta de quantos surgiram por “minha culpa”.

Nunca “bloguei ao vivo”, isto é, nunca escrevi sobre um envento enquanto ele estava acontecendo. Não por falta de vontade, mas de oportunidade. Pra isso precisaria de um laptop com rede wireless, ou então que o “evento” acontecesse na minha casa. Mas são incontáveis as vezes em que algo está acontecendo e eu aviso: “isso vai parar no blog!”

Às vezes me perco em meus pensamentos sobre o que blogar, e não sai nada. Outras vezes o post sai pronto, sem retoques, como se fosse um filho que já não cabe mais na barriga e simplesmente nasce.

Eu procuro blogar sem copiar, mas às vezes vejo algo tão interessante, que não resisto, e copio a idéia, sempre dando os créditos, claro. Odeeeeeio quem simplesmente copia e não credita. Tenho outros blogs que complementam este, como o Deixo ler textos alheios, Deixo ler meus roteiros, Deixo ler com o antigo layout, e mais uns dois ou três que comecei e larguei.

Algumas coisas me atraem de maneira expressiva aqui. Primeiro, a catarse de escrever e escrever e escrever, já que nem sempre posso falar, falar e falar. Depois a interação que o blog proporciona. Já fiz muitos amigos por causa dele, e certamente farei mais. 😉 A sensação de “ser alguém” aqui dentro… é MEU espaço, MEU blog, eu faço aqui o que quiser, sem me preocupar em pedir permissão a quem quer que seja.

Enfim, das boas coisas da vida, blogar é uma delas.

Texto originalmente publicado aqui, no meu blog pessoal, Quer ler? Eu deixo!.

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