Entendendo o projeto Cidade Digital

Lendo alguns blogs regionais, vi algo sobre “internet pública” como proposta de um dos candidatos a prefeito. (E hoje, no Festival do Camarão, recebi um panfleto com propostas de um candidato a vereador, a respeito desse assunto.)

Internet Pública?   Não vou nem colocar aqui os meus pensamentos sobre o que seria isso, como diria uma personagem de programa humorístico: “não dá idéia, não dá idéia…”

O Projeto Cidade Digital, tal como vem sendo trabalhado em cidades como Piraí – RJ e Paulo Afonso – BA vai muito além de “internet pública”, seja isso o que for. O que vou colocar aqui não está em linguagem técnica nem rebuscada, pois o objetivo é fazer com que o maior número de pessoas (leigas no assunto) possa  perceber de alguma forma o alcance de um projeto dessa monta. De início, digo: Não é brincadeira, nem é simplista como querem fazer parecer.

O custo inicial com a licitação de equipamentos e empresas gestoras é o primeiro ponto, vindo a seguir a implantação dos sistemas  que permitam à administração pública estar interligada, utilizando correta e produtivamente a internet (e uma intranet),  comunicando-se por e-mail, após capacitação de seu pessoal para oferecimento de serviços on line.

A prefeitura poderá oferecer uma série de serviços através de seu site: segunda via de carnê de IPTU e de ISS e certidão negativa de débitos são alguns exemplos.

“Quem usa os serviços online? Aqueles que têm conhecimento, que não são analfabetos digitais. Por isso, vamos fazer capacitação do pessoal que ainda não sabe usar os serviços, o pessoal mais carente, que é justamente quem mais precisa de atendimento público”, diz o responsável pelo projeto em Paulo Afonso. Então, trabalhar a Inclusão Digital, ou seja, capacitar a população para usufruir dos serviços oferecidos, lembrando que também precisa haver lugar para pôr em prática o que for aprendido.

Os chamados “telecentros municipais”, as escolas rurais e urbanas, postos de saúde, além de praças, auditórios públicos, biblioteca e cooperativas (de moradores, de pescadores, etc), espalhados pelo município, além de sinal Wireless.

Os poderes estadual e federal deverão estar presentes num projeto desta monta. Deverão existir também na cidade pontos do Gesac – Governo Eletrônico Serviço de Atendimento ao Cidadão, o programa federal tocado pelo Ministério das Comunicações.

A instalação de VoIP deve estar incluída nos planos da transformação em Cidade Digital, o que reduzirá consideravelmente os custos de telefonia.

Além disso, o turista  terá uma agradável surpresa: haverá sinal Wi-Fi ao menos no centro histórico da cidade (no caso de Ilhéus).

Resumindo, os benefícios de ser uma Cidade Digital:

* Governo:

    Modernização da administração pública, com a integração, via computador, de todas as entidades diretas e indiretas; integração das estruturas tributária, financeira e administrativa; aumento da arrecadação tributária; melhoria da fiscalização; acesso mais imediato às informações e serviços; comunicação via VoIP (Voz sobre o protocolo de Internet).

      * Cidadania:

        Instalação de telecentros a custos reduzidos; disseminação de terminais para consultas e reclamações por parte dos cidadãos; acesso à Internet para os cidadãos, produção de conhecimento

        * Educação:

          Integração das escolas a outras instituições de pesquisa e ensino; laboratórios de informática; acesso a acervos de livros e documentos históricos; capacitação dos professores.

          * Saúde:

            Gestão integrada dos centros de assistência à saúde; interligação com serviços de emergência como o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil; uso de novas tecnologias, tais como videoconferência e telemedicina.

            * Segurança:

              Interligação via computadores de órgãos como as polícias Civil e Militar e o Corpo de Bombeiros; instalação de câmeras de vigilância via Internet em pontos mais vulneráveis da cidade.

              *Economia:

                Acesso à Internet sem fio para pequenos empresários; comunicação mais barata com entidades de classe ou empresários de outra cidade/região através da Internet ou da telefonia VoIP; incentivo ao turismo.

                Que isso não seja sonho, mas um PROJETO que tem tudo para ser realizado.

                Fonte: Guia das Cidades Digitais.

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