Modal Ferroviário – Características e Considerações

Considerando a vinda iminente da FIOL – Ferrovia de Integração Oeste-Leste que ligará  Figueirópolis – TO a Ilhéus – BA, aproveitamos a explanação de Andrey Alvez no blog Qualidade Total e com sua expressa autorização, reproduzimos aqui informações sobre  a infra-estrutura logística necessária ao funcionamento deste importante meio de transporte e circulação de produtos.

Um breve histórico das ferrovias no Brasil e no mundo:

O surgimento do modal ferroviário se dá na Revolução Industrial, a partir do século XIX. James Watt, em 1705, aperfeiçoando a descoberta feita por Newcomen criou a máquina a vapor, que posteriormente seria a base da locomotiva. A primeira locomotiva, que deu início à era das ferrovias, foi feita por George Stephenson em 1814. Ao iniciar-se a segunda metade do século XIX, a invenção de Stephenson já se desenvolvia na Europa e na América do Norte. Ao menos 3.000 quilômetros de via férrea estendiam-se no Velho Continente e 5.000 nos Estados Unidos.

No Brasil, pode-se dizer que as primeiras iniciativas foram dadas em 1828 quando o governo imperial autorizou a construção e exploração de estradas em geral, com o propósito de interligar as diversas regiões do país. Em 1835 o governo, por meio de lei, ofereceu privilégios pelo prazo de 40 anos às empresas que se comprometessem em construir estradas de ferro, porém o incentivo não despertou interesse.

Mais tarde, em 1852 o governo, por meio de outra lei, ofereceu mais vantagens para qualquer empresa que se propusesse em construir e explorar estradas de ferro em qualquer parte do país. Aproveitando-se dessa oportunidade o Barão de Mauá (Irineu Evangelista de Souza) recebeu a concessão para a construção e exploração de uma linha férrea entre Rio de Janeiro e Raiz da Serra, em direção à cidade de Petrópolis.

Condições das Ferrovias no Brasil:

O Brasil conta com 29.000 km de malha ferroviária. Hoje apenas 10% desta malha estão em pleno uso (capacidade total). Outros 7 mil quilômetros são usados abaixo da capacidade e o restante (13 mil quilômetros) estão sendo subutilizados.

Graças aos modelos de concessões adotados pelo governo e as políticas de incentivos adotadas desde a época do governo imperial o modal ferroviário no Brasil, hoje, sofre com a falta de infra-estrutura e a falta investimentos e padronização.

Algumas conseqüências desses modelos são a disparidade do tamanho das bitolas – no país existem bitolas métricas e bitolas de 1,60 metros – o que dificulta muito a integração entre as ferrovias e o crescimento das mesmas. Outro problema, também conseqüente de ações passadas é a localização de forma dispersa e isolada das ferrovias.

O que acontece hoje no Brasil é que, o modelo de concessão adotado pelo governo, é falho em definir quem tem a responsabilidade de investir no desenvolvimento das ferrovias no país. De acordo com o modelo em vigor, todo o investimento feito pelas concessionárias não dará nenhum retorno ao fim da concessão. Sendo assim, as empresas não investem, pois não terão retorno após o fim do período de concessão.

A idéia do Governo agora é reformular o modelo de concessões a fim de fazer com que as empresas que detém tais ferrovias as coloquem em operação. A ANTT solicitou que tais empresas fizessem um mapeamento das ligações que estão subutilizadas de sua área de atuação, dando a oportunidade de continuar com os trechos, recuperando-os, ou devolve-los ao governo. Outra medida do governo para forçar as empresas a trabalhar nessas áreas é a fixação de metas por trecho e não mais por áreas de concessão.

Outro grande problema enfrentado no modelo ferroviário são as invasões e as passagens de nível. Ambas geram problemas sérios em relação à segurança e à velocidade com que se consegue fazer a movimentação dos vagões. Tais problemas acarretam em custos mais altos e conseqüentemente em maiores preços para o setor.

Comparativo entre o Brasil e outros países:

Andrey Adversi Alves

andrey.alvz@yahoo.com.br

Graduando em Engenharia de Produção pela Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF) – 8º período. Analista em Logística e Supply Chain pelo Instituto de Engenharia de Gestão (IEG)

Fontes:

http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1418716-5598,00-BRASIL+PRECISA+INVESTIR+R+BILHOES+PARA+ADEQUAR+FERROVIAS+DIZ+CNT.html

http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL1420506-9356,00-PARA+ANTT+EMPRESAS+TAMBEM+DEVEM+RESOLVER+GARGALOS+DE+FERROVIAS.html

http://www1.dnit.gov.br/ferrovias/historico.asp

http://www.skyscrapercity.com/archive/index.php/t-1042223.html

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