PROJETO PORTO SUL– Alguns pontos a considerar

25 outubro, 2011

Como cidadão ilheense, listo a seguir alguns pontos que, no meu entendimento, acredito devam ser avaliados e levados em consideração por ocasião da Audiência Pública que será realizada no dia 29 de outubro, às 14 horas, no Centro de Convenções de Ilhéus:

  1. O Porto Sul é uma necessidade para a logística nacional e para o desenvolvimento do nosso país, e quer queiramos ou não, mais cedo ou mais tarde, mais prá lá ou mais prá cá, ele será construído;
  2. O Porto Sul provocará impactos ambientais e disto não há a menor dúvida;
  3. Partindo das premissas acima enunciadas, resta-nos conhecer bem o Projeto, suas vantagens e desvantagens, assim como os seus aspectos e impactos ambientais e procurar lutar para que sejam estabelecidas condicionantes e compensações ambientais e sociais que eliminem/minimizem os impactos adversos que ele inexoravelmente causará;
  4. Ficar “frontalmente contra” o Projeto Porto Sul ou dizer “amém” a tudo o que a BAMIN quer, são posições extremadas e simplórias que não levam a nada.
  5. O foco da BAMIN e de seus parceiros internacionais é construir e operar o Porto Sul no menor espaço de tempo e com os menores custos possíveis. O nosso foco, enquanto sociedade organizada, deve ser no sentido de que o Porto Sul gere o maior número de empregos e traga desenvolvimento para a nossa região, tudo isto provocando os menores danos ambientais e sociais possíveis.
  6. O papel dos Governos, municipal, estadual e federal deve ser o de mediar os conflitos entre aqueles que defendem o meio ambiente da nossa Região, e a BAMIN, sem assumir um dos lados, mas analisando com isenção tanto os aspectos econômico-financeiros do empreendimento, como os impactos ambientais e sociais que este importante Projeto poderá causar.
  7. Só assim poderemos pensar em ter desenvolvimento sustentável, definido no Relatório Nosso Futuro Comum (1987), Comissão Mundial para Meio Ambiente e Desenvolvimento, como: “a satisfação das necessidades do presente, sem comprometer a capacidade das futuras gerações de satisfazerem as suas próprias necessidades”.
  8. As Certificações ISO 9001, ISO 14001, e OHSAS 18801, e o respeito às diretrizes da ISO 26000 podem dar SUSTENTABILIDADE ao Projeto PORTO SUL.
  9. Os problemas hoje vividos pelo pessoal do São Miguel são frutos da falta de avaliação adequada dos aspectos e impactos ambientais da construção do Porto do Malhado. Não podemos, de forma alguma, repetir os nossos erros do passado.
  10. E para finalizar gostaríamos de evidenciar que na sua Política de Sustentabilidade a BAMIN, entre outros, declarou alguns princípios que temos que exigir que ela observe com rigor quando da construção e operação do Complexo Intermodal Porto Sul, são eles:
  11. – incentivar o desenvolvimento das comunidades vizinhas e prestadores de serviços de modo a promover o desenvolvimento econômico e social da região;

    – praticar a RESPONSABILIDADE SOCIAL com foco nas comunidades onde atua;

    – atender à legislação e normas aplicáveis ao meio ambiente, saúde e segurança.

 

Ilhéus – BA, 24 de outubro de 2011

Carlos da Silva Mascarenhas

Ilheense, Economista e Auditor de Sistemas de Gestão Ambiental

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PORTO SUL x ZPE: Eu só queria entender

20 outubro, 2011

FATO 01

De acordo com informações que constam do site www.portosul.ba.gov.br , o PORTO SUL é um empreendimento do Governo do Estado da Bahia, que com um investimento de R$ 2,6 bilhões vai gerar 2,5 mil empregos diretos e indiretos, e tem a seguinte estrutura:

  • Porto Público (PP)
  • Zona de Apoio Logístico (ZAL)
  • Área de Proteção Ambiental (APA)
  • Terminal de uso privativo (TUP)

Por este empreendimento o Governo do Estado da Bahia e a Prefeitura Municipal de Ilhéus vêm fazendo uma verdadeira CRUZADA.

FATO 02

A ZPE – Zona de Processamento de Exportações de Ilhéus foi criada pelo Decreto número 97.703, de 28.04.1989 e até hoje ainda não foi implantada. São pois 22 anos de lutas. Veja foto a seguir.

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Para que vocês vejam o poder de geração de empregos de uma ZPE,  só uma das Empresas que serão instaladas na ZPE Parnaiba, a KTA Frutas Tropicais, que terá como principal atividade a fabricação de concentrados e pós frutas orgânicas, gerará mais de 3.000 empregos.

UMA PERGUNTA

Qual a razão do Governo do Estado e do Governo Municipal não moverem uma palha para a implantação da nossa ZPE?

Carlos da Silva Mascarenhas

carlos.consultic@gmail.com


A entrevista da Secretária e a apresentação de amanhã

9 outubro, 2011

A Sra. Eva Maria Chiavon, Chefe da Casa Civil do Governo da Bahia concedeu entrevista, que foi publicada no Jornal A Tarde de hoje, na qual fala sobre o Projeto Porto Sul.

Pela imprecisão e até alguma incoerência presentes nas respostas dadas por ela, fiquei bem assustado quanto ao que poderá ocorrer na apresentação do Projeto à imprensa e empresários que vai ocorrer nesta segunda-feira, 10.10.2011, às 9 horas, na Câmara de Vereadores de Ilhéus.

Transcrevo a seguir três respostas dadas pela Sra. Eva, e recomendo que vocês leiam a entrevista completa.

A Tarde – Quando o porto deve ficar pronto?

Eva Chiavon – Antes de lhe responder isso há um longo caminho a percorrer. Não tem como eu dizer quando ele vai ser entregue. Posso lhe dizer quando ele tem condições de iniciar (a operação) porque muitas coisas não estão na governabilidade dessa secretária, que são as questões ambientais que estão bem encaminhadas – estamos aguardando a licença prévia para o final deste ano ou no mais tardar no início do próximo. Essa licença é condição para poder “startar” (começar) qualquer processo de construção. Há a licença prévia e a licença de implantação. Outro ponto a ser considerado é a questão da modelagem institucional que está nas mãos da presidente Dilma, ou seja é tarefa da gestão federal. O governo da Bahia está dialogando para ver a melhor modelagem cabível no Porto Sul.

A Tarde – Qual a importância do Porto Sul para o desenvolvimento e a economia do Estado?

Eva Chiavon – O que é importante dizer é que coloca a Bahia e o Nordeste, pelo ramal que vai produzir com o advento da FIOL, com um potencial de utilização para os próximos 50 anos. Evidente que na medida que o projeto e a economia avançam e que a logística se completa pode até superar as expectativas, mas penso que é uma obra (para fomentar) cinco décadas de progresso, porque se você for ver, no 8º ano do projeto, só o minério de ferro terá 25 milhões de toneladas/ano. As perspectivas na área mineral são de grandes avanços. Do mesmo modo, acontece com os grãos (soja, milho) do oeste. O que a gente sabe é que estamos projetando um porto para os próximos 25 anos.

Finalizando a entrevista, A Tarde perguntou: A obra de implantação do Porto Sul vai gerar quantos empregos?

Eva Chiavon – De forma direta 2.030. Empregos indiretos multiplique isso por três, mas não dá para calcular.

É ou não é para ficar assustado com o que pode ocorrer na apresentação de amanhã???

Carlos da Silva Mascarenhas

carlos.consultic@gmail.com


ILHÉUS TEVE A PRIMEIRA BIBLIOTECA DA BAHIA, E HOJE…

25 setembro, 2011

Na sua coluna publicada no Jornal A Tarde de 24.09.2011, com o título de “A primeira biblioteca da Bahia”, o antropólogo Luiz Mott, professor titular de Antropologia da UFBA, informa que

salvo erro, tenho o privilégio de ter descoberto no arquivo da Inquisição de Lisboa a primeira biblioteca particular da Bahia, quiçá do Brasil, datada de 1574, propriedade de Rafael Olivi, italiano de Florença morador na Fazenda São João, no termo de Ilhéus. Foi acusado ao Santo Ofício de ter dito uma série de proposições heréticas, do tipo “a religião fora inventada para sujeitar os povos e os milagres dos santos não passavam de artes mágicas”. Ao ser preso pelo vigário e alcaide de Ilhéus, encontraram 27 livros em sua fazenda! Entre eles obras religiosas como o Breviário, A Vida de Nosso Senhor Jesus Cristo, no Tesouro dos Pobres; obras literárias, como Viagi Fallida, Rime de Monsenhor Pero Lobo Pirotichiria, Comédia de Sacrifícios e, sobretudo, livros científicos: La Nova Ciencia, de Nicoló Tertaglia, Aristóteles, Libelus de Tactus, Discorsi de Nicoló (Machiavel), Josefus Judaico e outros.”

Vale acrescentar que Luiz Carlos Villalta, no seu artigo Bibliotecas Privadas e Práticas de Leitura no Brasil Colonial, quando fala de estudos quantitativos da posse de livros no Brasil colônia, assim se refere a Rafael Olivi e à sua biblioteca “O maior proprietário de livros no século XVI, foi provavelmente Rafael Olivi, italiano estabelecido em Ilhéus, no atual estado da Bahia, dono de 27 volumes.”

Termina assim o oportuno artigo do Antropólogo Luiz Mott:

Estes livros de Rafael Olivi constituem a primeira biblioteca particular que se tem notícia em toda a história do Brasil. Biblioteca diversificada e atualizadíssima, incluindo obras recentemente editadas, como o livro do matemático Tartaglia, falecido em 1557. No século XVI, sobretudo no selvagem Brasil, livros eram raridades caríssimas, daí a importância dessa coleção. Onde foram parar tais preciosidades? O bibliófilo italiano felizmente foi absolvido pela Inquisição. Deo gratias

Pois é meus amigos, em 1574 a nossa Ilhéus já tinha uma biblioteca, a primeira da Bahia e talvez até do Brasil, e o maior proprietário de livros no século XVI. Hoje passados 437 anos, a única biblioteca que tínhamos foi destruída pela incúria dos nossos governantes.

Já que o poder público não faz, talvez a sociedade organizada de Ilhéus deva chamar para si esta responsabilidade. Dentro desta ótica, estou propondo aqui que comecemos, imediatamente, uma grande campanha para criarmos uma moderna Biblioteca Pública na nossa cidade, contando inclusive com uma Seção de Multimeios, onde possamos guardar um acervo audiovisual com partituras, filmes, gravações sonoras, fotografias e etc. Com certeza teremos muita gente para nos ajudar.

Proponho inclusive que a nossa blogosfera, com seu grande poder de penetração em todas as classes sociais, e os nossos órgãos de imprensa abracem está campanha, e que uma das nossas Agências de Publicidade trabalhem o assunto, criando um slogan convocando todos para a criação da nossa Biblioteca, para que todos os blogs,  jornais,  revistas e outros meios de comunicação, passem a divulgar nas suas páginas esta campanha que com certeza será vitoriosa.

Carlos da Silva Mascarenhas

carlos.consultic@gmail.com


PREFEITURA DE ILHÉUS E A CIBERFOBIA

4 março, 2011

Mais uma vez volto a falar sobre este assunto, esperando que um antigo ditado, mais uma vez, seja confirmado: “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”.

Apesar das minhas constantes críticas e sugestões, a nossa “vergonha cibernética” continua, pois a home page da Prefeitura Municipal de Ilhéus, que tem o endereço www.ilheus.ba.gov.br teve a sua última atualização feita em 15.12.2010. E fico imaginando um Empresário que pensa em investir em Ilhéus e acessa a página da Prefeitura para obter algumas informações. Pode até desistir de investir na nossa cidade.

Por outro lado, a página da TRANSPARÊNCIA ILHÉUS, em http://transparencia.ilheus.ba.gov.br/ , que durante algum tempo cumpriu o seu papel, e que inclusive é uma exigência legal; de uma hora para outra começou a dar problema e agora quando acessamos a área de despesas, exatamente aquela que devemos fiscalizar, dá a seguinte mensagem:

“ERRO FATAL. O seguinte erro fatal foi detectado na execução do procedimento: ERRO AO CONECTAR O BANCO”. ??????????

Ando buscando as razões para este nosso atraso tecnológico…

Pelo grande volume de recursos que a Prefeitura de Ilhéus tem investido em Tecnologia da Informação, tenho absoluta certeza de que não é a falta de dinheiro. Também não é falta de pessoal especializado, pois a UESC tem formado um grande número de Cientistas da Computação, e este pessoal tem desenvolvido excelentes trabalhos em empresas da região.

Pesquisando um pouco mais sobre o assunto, descobri que o problema pode não ser tecnológico e que pode tratar-se de um problema médico. Vejam a seguir o que publicou Rosângela Oliveira em http://www.parana-online.com.br.

“Um dos casos mais recentes de fobia – ligado à vida moderna – é a chamada ciberfobia, em que pessoas enfrentam estresse desnecessário ao entrar em contato com computadores ou outros equipamentos eletrônicos. Para esse e outros casos de fobia, somente um tratamento psiquiátrico e psicológico pode acabar com o problema.

Segundo Luiz Leite, 90% dos pacientes conseguem resultados significativos em dez semanas de tratamento. Nos casos mais graves, é preciso aplicar medicação para baixar a ansiedade, mas ele garante que todos conseguem acabar ou diminuir os sintomas. Ele destaca que as pessoas precisam se despir dos preconceitos e procurar ajuda. “Essa é uma possibilidade de mudar sua vida e acabar com um problema que pode estar atrasando sua vida pessoal ou profissional”, finalizou.”

Será que a equipe dirigente da nossa Prefeitura sofre de CIBERFOBIA?

Quem sabe a Secretaria de Saúde não resolve definitivamente o problema de informática da Prefeitura Municipal de Ilhéus?

Carlos da Silva Mascarenhas

carlos.consultic@gmail.com

 


PELA REPRESENTAÇÃO DA ÁREA DE TIC NO CONGRESSO NACIONAL – II

15 setembro, 2010

Caros colegas atores da área de TIC da Bahia.

Cresce a minha convicção de que este é o momento mais oportuno em nossa história para que nós (atores da área de TIC da Bahia) possamos escolher e eleger os melhores representantes dos nossos interesses dentro do Poder Legislativo Brasileiro (Senado, Câmara de Deputados e Assembléia Legislativa).

Nossa área tornou-se forte geradora de renda e de empregos, e é devido que passemos  a merecer mais respeito e atenção do que nos foram dados até o momento pelos poderes legislativos. Tomemos  como exemplo o tratamento dado à regulamentação da profissão de Analista de Sistemas.

Sei que muitos de nós desenvolvemos uma forte rejeição ao tratamento de assuntos políticos. Como não temos tempo para mudar convicções (tampouco é este nosso principal propósito), solicito a estes que nos poupem de suas manifestações de pessimismo ou de descrença na obtenção de resultados positivos deste trabalho.

Por outro lado sabemos que existem muitos que enxergam a importância de políticas públicas direcionadas ao desenvolvimento de nossa área, bem como da necessidade de se alastrar o saber e o respeito às mesmas.

A Internet esta sendo utilizada nesta campanha como “palanque” por parte dos candidatos.  Lembrando que temos domínio de conhecimento na produção, no acesso e no uso deste “palanque” venho propor que nós , atores da área de TIC, também a utilizemos para expressar nossas visões de eleitores.

Cite VOCÊ os nomes de candidatos que, ao ser ver,  possuem perfis alinhados aos propósitos deste trabalho.  E vamos juntos submeter estes nomes à analise de todos os colegas que desejam a criação de frentes parlamentares de TIC nas casas legislativas brasileiras.

Não fique atrelado a siglas partidárias. Lembre-se que eles (os políticos) mudam de partido conforme suas conveniências.  O que  não podemos deixar é que eles quebrem o compromisso conosco. Daqui a quatro anos os partidos podem ser outros, porém nós (estando vivos) continuaremos eleitores.

Participe. Fortaleça agora as suas chances de ser ouvido quando da apresentação de seus pleitos e protestos aos legisladores, nos próximos quatro anos.

Texto de Deraldo Pitombo

Diretor da INFORUM


Papel

31 agosto, 2010

Texto publicado originalmente em Quer ler? Eu deixo!

Com o poema de Drummond, Miriam Leitão encerrou seu comentário no Bom Dia Brasil de Hoje, 31 de agosto de 2010, sobre a última  edição impressa do Jornal do Brasil.

PAPEL

E tudo que pensei
E tudo que eu falei
E tudo que me contaram
Era papel.

E tudo que descobri
Amei
Detestei: papel.

Papel quanto havia em mim
E nos outros, papel!
De jornal, de embrulho.
Papel de papel, papelão!

Agora o JB, escola dos melhores jornalistas do país, símbolo de resistência à todas as ditaduras não existirá mais em papel, terá apenas sua versão online.

Então os Apocalípticos (Humberto Eco) estavam certos, é o fim de uma era. Não sei… Não consigo ainda imaginar o mundo sem papel, sem livros, revistas e jornais de papel. Sou absolutamente adepta da leitura na tela do computador, leio e-books enormes, material acadêmico, noticias… numa boa. Mas não dispenso o livro de papel, com textura, cheiro e a possibilidade de riscar, grifar, escrever junto com o autor ao colocar minhas observações pelas margens dos livros.

Sei que os leitores de e-books (Kindle, iPad, e até o Saraiva Digital – recebi e-mail ontem, anunciando o lançamento do leitor de e-books nacional) estão aí – eu quero um! – e vieram pra ficar. Mas ainda tenho lá no fundo a esperança de que a a convivência entre o papel e o digital continue existindo. Vejam, o Skoob lançou a promoção “Um iPad ou 100 livros” e, pasmem os Apocalípticos:  enquanto 36.135 querem o iPad, 24.642 querem 100 livros! Não está tão perto assim o apocalipse do papel, está?

(Aproveita e vai lá participar da promoção, quem sabe você ganha?)