CIDADES INTELIGENTES

19 novembro, 2011

Repensar as nossas cidades é o primeiro passo para que possamos tornar o nosso planeta mais inteligente e desta forma melhor para que nele possamos viver.

Cezar Taurion que é economista, mestre em Ciências da Computação e gerente de Novas Tecnologias da IBM, afirma que “falar em melhorar as maneiras de como nosso mundo e nossas cidades funcionam é simples, mas difícil de colocar em prática. Porém, pode e deve ser feito”, e aponta no artigo que pode ser encontrado no link a seguir, os cinco passos que devem ser dados para que possamos tornar as nossas cidades mais inteligentes:  Cidades Inteligentes em 5 passos.

 

Carlos da Silva Mascarenhas

carlos.consultic@gmail.com

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ISO 9001 para pequenas empresas

28 outubro, 2011

Muito tem se falado sobre as pequenas empresas e a sua necessidade de certificação dentro das Normas do Sistema ISO, dentre as quais se destaca a ISO 9001,  que é uma norma que possibilita às empresas mensurar, monitorar e verificar a consistência de seus processos, que indicam que ela está capacitada para produzir bens e serviços de alta qualidade e aumentar a satisfação do cliente. A certificação permite que a empresa mantenha ou amplie as vantagens competitivas em relação às concorrentes, reduza falhas e perdas no processo produtivo e otimize a utilização dos recursos existentes. Os custos da operação se tornam menores e a empresa é vista como confiável pelo mercado.

Ronaldo Costa, que trabalha com qualidade desde 1999 e é autor do Qualiblogdá algumas explicações, reproduzidas  aqui com sua autorização:

1. Existe uma ideia de que ter um sistema de qualidade é algo que só é aplicável para grandes corporações. Essa ideia está correta?

Esse é um dos grandes mitos da ISO 9001. Até mesmo organizações com número bem pequeno de funcionários, como empresas familiares por exemplo, podem ter ISO 9001. A própria norma deixa isso claro em seu item 1.2: “Todos os requisitos desta Norma são genéricos e se pretende que sejam aplicáveis a todas as organizações, independente do seu tipo, do seu porte e do produto fornecem.”

Em muitos casos é até mais fácil implementar a ISO em uma pequena empresa do que em uma grande corporação, cujos processos são sempre mais complexos e possuem uma dinâmica muito mais elaborada.

2. Sistemas de qualidade são totalmente aplicáveis a empresas que tem sistemas de produção. Para empresas prestadoras de serviço também faz sentido implementar programas de qualidade?

O capítulo 3 da ISO 9001 esclarece que “Ao longo do texto desta Norma, onde aparecer o termo produto, este também pode significar serviço.” – Serviço e Produto são para a norma a mesma coisa, ou seja, o resultado de um processo.

Conceituando dessa forma, apesar das diferenças entre os dois fica mais fácil assimilar a adoção da ISO 9001 para empresas de serviços. Temos vários exemplos, como hotéis, clínicas, clubes de futebol… É perfeitamente possível implementar um Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) sobre serviços também.

3. Quais os principais benefícios que uma pequena empresa pode ter ao implantar a ISO 9001?

O principal é a melhora na organização interna das atividades, ganhos em agilidade pela padronização, economia pela redução de erros e desperdício, pois ela passa a ter mais controle sobre seus processos. Isso sem falar no ganho para a imagem da empresa, que se torna mais confiável e isso possibilita a conquista de novos clientes.

4. Em média, quanto custa e quanto tempo leva para uma pequena empresa conseguir a certificação?

O custo total da certificação pode variar bastante conforme a região e porte da empresa. É preciso considerar que há duas fases importantes nesse processo. A primeira é a implementação e só depois vem a certificação propriamente dita. Então devemos prever o custo como um todo.

Do início da implementação até obter o certificado a empresa irá demorar entre seis meses a um ano.

Cabe aqui um alerta aos pequenos empresários. É comum que se deixem seduzir por consultores independentes que cobram bem pouco mas que nem sempre farão um bom trabalho de implementação, o que vai comprometer a certificação. Antes de fechar um contrato assim, procurem se informar bem sobre o profissional.

5. Qual sua principal dica para o empreendedor que quer organizar a gestão da sua empresa e já pode ser aplicada rapidamente?

Procure conhecer os requisitos da ISO 9001 e entender quais se aplicariam em seu negócio, desenvolva uma visão da empresa através de processos e não setores e aprenda a usar gráficos indicadores para gerenciar esses processos. Isso vai facilitar muito para quando decidir implementar um SGQ, será meio caminho andado.


STEVIE E ZÉ, Crônica de Caetano Veloso

3 outubro, 2011

Algumas vezes, quando peço a Anabel para postar determinado texto no Blog da CONSULTIC, ela pondera: “mas isto não tem nada a ver com o objetivo do Blog”.

Segue-se uma pequena e educada discussão, e algumas vezes eu consigo convencê-la e o texto é publicado, e outras vezes eu concordo com ela e desisto de publicar o texto.

No caso do texto de Caetano Veloso intitulado STEVIE E ZÉ, publicado no Jornal A Tarde de 02.10.2011, e que segue abaixo, não houve discussão. [ Infelizmente, vai em formato de imagem. Clica, que aumenta, e depois dê zoom no navegador.]

Carlos da Silva Mascarenhas

carlos.consultic@gmail.com

 

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PEGADA ECOLÓGICA

1 outubro, 2011

Um recado “direto” para aqueles que se colocam frontalmente contra o PROJETO PORTO SUL traçando cenários catastróficos, e também para aqueles que ignoram os seus aspectos e impactos ambientais e querem o crescimento acima de tudo:image

 

“Em vez de tentarmos impedir a caminhada do Projeto, ou acreditarmos ser ele o remédio para todos os nossos males, o que devemos fazer, e com o maior cuidado, é medir, monitorar, estabelecer compensações e se for o caso mitigar a sua PEGADA ECOLÓGICA.”                                                                              

 

Carlos da Silva Mascarenhas

carlos.consultic@gmail.com

 

 

 

O que é Pegada Ecológica?

Texto obtido em: http://www.alvissaras.net/ . Adaptado de wwf.org.br

Você já parou para pensar que a forma como vivemos deixa marcas no ambiente? É isso mesmo, nossa caminhada pela Terra deixa “rastros”, “pegadas”, que podem ser maiores ou menores, dependendo de como caminhamos. De certa forma, essas pegadas dizem muito sobre quem somos!

O que é Pegada Ecológica

A partir das pegadas deixadas por animais na mata podemos conseguir muitas informações sobre eles: peso, tamanho, força, hábitos e inúmeros outros dados sobre seu modo de vida.

Conosco, acontece algo semelhante. Ao andarmos na praia, por exemplo, podemos criar diferentes tipos de rastros, conforme a maneira como caminhamos, o peso que temos, ou a força com que pisamos na areia. Se não prestarmos atenção no caminho, ou aceleramos demais o passo, nossas pegadas se tornam bem mais pesadas e visíveis. Porém, quando andamos num ritmo tranqüilo e estamos mais atentos ao ato de caminhar, nossas pegadas são suaves.

Assim é também a “Pegada Ecológica”. Quando mais se acelera nossa exploração do meio ambiente, maior se torna a marca que deixamos na Terra. O uso excessivo de recursos naturais, o consumismo exagerado, a degradação ambiental e a grande quantidade de resíduos gerados, são rastros deixados por uma humanidade que ainda se vê fora e distante da Natureza. A pegada ecológica não é uma medida exata e sim uma estimativa. Ela nos mostra até que ponto a nossa forma de viver esta de acordo com a capacidade do planeta de oferecer, renovar seus recursos naturais e absorver os resíduos que geramos por muitos e muitos anos. Isto considerando que dividimos o espaço com outros seres vivos e que precisamos cuidar da nossa e das próximas gerações. Afinal de contas, nosso planeta é só um!

O que compõe a pegada?


A pegada ecológica de um país, de uma cidade ou de uma pessoa, corresponde ao tamanho das áreas produtivas de terra e de mar, necessárias para gerar produtos, bens e serviços que sustentam determinados estilos de vida. Em outras palavras, a Pegada Ecológica é uma forma de traduzir, em hectares (ha), a extensão de território que uma pessoa ou toda uma sociedade “utiliza”, em média, para se sustentar. Para calcular as pegadas foi preciso estudar os vários tipos de territórios produtivos (agrícola, pastagens, oceano, florestas, áreas construídas) e as diversas formas de consumo (alimentação, habitação, energia, bens e serviços, transportes e outros). As tecnologias usadas, os tamanhos das populações e outros dados, também entraram na conta. Cada tipo de consumo é convertido, por meio de tabelas específicas, em uma área medida em hectares, Além disso, é preciso incluir áreas usadas para receber os detritos e resíduos gerados e reservar uma quantidade de terra e água para a própria natureza, ou seja, para os animais, as plantas e os ecossistemas onde vivem, garantindo a manutenção da biodiversidade.

Composição da Pegada Ecológica

TERRA BIOPRODUTIVA: Terra para colheita, pastoreio, corte de madeira e outras atividades de grande impacto.
MAR BIOPRODUTIVO: Área necessária para pesca e extrativismo.
TERRA DE ENERGIA: Área de florestas e mar necessária para absorção de emissões de carbono.
TERRA CONSTRUÍDA: Área para casas, construções, estradas e infra-estrutura.
TERRA DE BIODIVERSIDADE: Áreas de terra e água destinadas a preservação da biodiversidade.

De modo geral, sociedades altamente industrializadas, ou seus cidadãos, “usam” mais espaços do que os membros de culturas ou sociedades menos industrializadas. Suas pegadas são maiores, ao utilizarem recursos de todas as partes do mundo, afetam locais cada vez mais distantes, explorando essas áreas ou causando impactos por conta da geração de resíduos. Como a produção de bens e consumo tem aumentado significamente, o espaço físico terrestre disponível já não é suficiente para nos sustentar no elevado padrão atual. Para assegurar a existência das condições favoráveis à vida precisamos viver de acordo com a “capacidade” do planeta, ou seja, de acordo com o que a Terra pode fornecer e não com o que gostaríamos que ela fornecesse. Avaliar até que ponto o nosso impacto já ultrapassou o limite é essencial, pois só assim poderemos saber se vivemos de forma sustentável.

Seu estilo de vida diz tudo

Água
Todos os dias você escova os dentes, toma banho, lava as mãos, faz comida, lava a louça e a roupa, utiliza a descarga. Você já pensou o quanto tudo isso consome de água por dia? Para passar das conjecturas de dados, verifique em sua conta o total de metros cúbicos mensais e divida esse valor por 30 dias e pelo numero de pessoas que moram na sua casa. Assim, você terá a sua média individual diária calculada. Somo hoje 6 milhões de habitantes no planeta, com um consumo médio diário de 40 litros de água por pessoa. Um europeu gasta de 140 a 200 litros de água por dia, um norte-americano, de 200 a 250 litros, enquanto em algumas regiões da África há somente 15 litros de água disponíveis a cada dia para cada morador. Segundo os dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (SABESP), o consumo médio diário por habitantes da cidade de São Paulo é de 200 litros de água, considerado altíssimo. Há grande desperdício, isto é, aos paulistanos deixam uma pegada ecológica excessiva, no que se refere a água. Certamente é possível melhorar muito!

Energia Elétrica

Diariamente, você faz funcionar luzes e eletrodomésticos como chuveiros, computadores, liquidificadores etc. Também ouve música ou notícias no radio, assiste programas de TV, lava e seca roupas em maquinas, usa elevadores, escadas rolantes, climatização de ambientes (ar condicionado ou aquecedores). Você já pensou em quanta Natureza é preciso “empregar” para fazer tudo isso funcionar? No Brasil a maior parte da energia elétrica consumida é produzida nas hidroelétricas, que exigem, para seu funcionamento, a construção de grandes barragens. Assim, com o aumento de consumo e a decorrente necessidade de produzir cada vez mais energia elétrica, torna-se necessário represar mais rios e inundar mais áreas, reduzindo as florestas, impactando a vida de milhares de outros seres vivos, retirando comunidades de suas terras e alterando os climas locais e regionais como aumento das superfícies de evaporação.

Alimentação
Atualmente, muitas pessoas comem mais do que o necessário. É o que mostram os altos índices de obesidade no mundo, principalmente nas nações mais desenvolvidas. Mas comer em grande quantidade não garante uma boa saúde, pelo contrário. A alimentação é um item muito importante da nossa qualidade de vida, mas, além disso, uma dieta natural e equilibrada é bastante favorável à preservação dos ambientes. O consumo de alimentos orgânicos ou naturais ajuda a diminuir o uso de agrotóxicos e o equilíbrio alimentar leva uma exploração menos irracional dos recursos do planeta, reduzindo, em muitos aspectos, nossas pegadas. Lembre-se de que não faltam alimentos no mundo e sim uma distribuição mais justa.

Consumo e Descarte

Quanto mais consumimos, mais lixo produzimos. Os resíduos naturais, ou matéria orgânica, podem ser inteiramente absorvidos e reutilizados pela Natureza, mas os tipos de resíduos que nossa civilização produz nos dias de hoje, especialmente os plásticos, não podem ser eliminados da mesma forma. Eles levam milhares de anos para se desfazer no ambiente. Você já mediu quanto você, sua família ou seu grupo de trabalho produzem lixo por dia? A média nos grandes centros urbanos é de 1kg por pessoa. É muito lixo! Mas você pode contribuir bastante se separar os materiais descartados.
Comece separando o lixo entre seco (reciclável) e o úmido (orgânico). Você irá observar que o peso do seco é pequeno, porem seu volume é enorme. Já o lixo úmido, ocupa menos espaço, porém é bastante pesado. Parte do lixo seco pode ser encaminhado para a reciclagem e o lixo orgânico, por sua vez, pode ser destinado a compostagem. Esta atitude pode ser difícil no inicio, pois é necessário envolver todos que estão à sua volta, mas se você tem vontade de fazer algo que realmente contribua com a preservação do nosso planeta, continue tentando e implante a coleta seletiva.

Transporte
Quanto você se desloca por dia? De que forma: carro, ônibus, trem, metro, a pé ou de bicicleta? A maioria dos meios de transporte que utilizamos em nosso cotidiano utilizam combustíveis fosseis, ou seja, não renováveis, Esta fonte energética que vem do petróleo, do carvão e do gás natural polui o ar, principalmente nos grandes centros urbanos, devido à enorme quantidade de automóveis.
Hoje em dia, a ciência e a sociedade civil têm pressionado o poder público e a iniciativa privada na busca de soluções para a poluição. Este enorme problema agrava o aquecimento global e ocasiona o aumento de doenças respiratórias. Por isso, um transporte sustentável tem de utilizar eficazmente a energia, ou seja, transportar o máximo de carga possível gastando o mínimo de combustível. Daí a importância de se utilizar o transporte coletivo e de oferecer carona sempre que possível. Andar de bicicleta e andar alguns trechos a pé, também ajuda a reduzir sua pegada.

A Benção da Mordomia para a Sustentabilidade

É uma grande benção ser reconhecido como bons Cristãos e Bons Mordomos Ecológicos.

Exercendo a mordomia ecológica, somos abençoados com Sustentabilidade e com um Planeta habitável. Desse modo, os filhos de nossos filhos nos agradecerão por nossa mordomia ecológica e por nossas atitudes responsáveis no uso e na conservação dos recursos naturais de que dispõe nosso Planeta.

Além disso, a mordomia ecológica possui também recompensas financeiras. Na manutenção de um estilo de vida menos consumista, cada um de nós poderá economizar recursos que podem ajudar ainda mais na Obra do Senhor na Terra, e desse modo, poderemos servir ainda mais!

Sustentabilidade pode também ser uma benção na nossa vida!


Nostalgia tecnológica

30 setembro, 2011

Somente os dinossauros tecnológicos entenderão a mensagem profunda por trás de uma história em quadrinhos!

 



Nova Norma ISO para reduzir os impactos ambientais de produtos e serviços

29 setembro, 2011

Tradução livre do Press Release do Instituto ISO

Foi publicada uma nova Norma da família ISO 14000, projetada para ajudar as empresas a reduzir os impactos ambientais gerados por seus produtos e serviços.

 Cada produto ou serviço tem um impacto sobre o meio ambiente durante todas as fases do seu ciclo de vida, desde a extração de recursos até o fim da vida-processo. O objetivo do ecodesign [concepção ecológica] é integrar aspectos ambientais no projeto e desenvolvimento de produtos e serviços, de modo a reduzir seus impactos ambientais e melhorar continuamente seu desempenho ambiental em todo o seu processo. O resultado: produtos e serviços “limpos” e um planeta mais verde.

A recém-publicada ISO 14006:2011, Sistemas de gestão ambiental – Diretrizes para a incorporação de concepção ecológica, traz toda orientação sobre a incorporação de ecodesign que pode ser utilizada em qualquer sistema de gestão ambiental, qualidade ou similar.

pegada de folha

A nova norma vai ajudar as organizações a estabelecer, documentar, implementar, manter e melhorar continuamente sua gestão de ecodesign como parte de um sistema de gestão ambiental (SGA) e se aplica aos aspectos ambientais dos produtos de uma organização e / ou serviços sobre os quais tem controle ou influência.

 

 

Vantagens da incorporação do ecodesign:

 

  • Benefícios econômicos, por exemplo, através do aumento da competitividade, redução de custos e a atração de financiamento e investimentos
  • Promoção da inovação e criatividade, e identificação de novos modelos de negócio
  • Redução do passivo através da redução dos impactos ambientais e melhor conhecimento do produto
  • Melhoria na imagem pública do produto/serviço
  • Melhoria da motivação dos funcionários.

 

 

Martin Carta, relator do grupo de trabalho responsável pela ISO 14006, comenta: “O novo padrão foi desenvolvido para ajudar as organizações a implementar a concepção ecológica de uma forma flexível e prática. O objetivo é que as organizações usem estes princípios, a fim de projetar e desenvolver produtos e serviços mais avançados, rentáveis e sustentáveis. “

ISO 14006:2011 é aplicável a qualquer organização, independentemente da sua dimensão, localização geográfica, cultura ou complexidade de seus sistemas de gestão, e não importa quão simples ou complexos sejam os serviços ou produtos.

A nova norma se destina a ser usado principalmente pelas organizações que já têm implementado um SGA de acordo com a ISO 14001, ou têm um sistema de gestão de qualidade de acordo (SGQ) ISO 9001. Também pode ser útil para outras organizações sem um SGA formal ou SGQ, mas que estão interessados em reduzir os impactos ambientais advindos de seus produtos.

 

A Equipe da CONSULTIC já está estudando a nova Norma, e ainda durante o ano de 2011 já poderá assessorar as Empresas que desejem incorporar as diretrizes da ISO 14006 aos seus Sistemas de Gestão da Qualidade e Ambiental.


100.000 usuários válidos no Portal do Software Público

8 abril, 2011

A SLTI – Secretaria de Logistica e Tecnologia da Informação, que é ligada ao Ministério de Planejamento do Governo Federal,  divulgou hoje que está comemorando a marca de 100.000 usuário válidos que  utilizam o PORTAL DO SOFTWARE PÚBLICO que completará quatro anos de existência no dia 12.04.2011..

Pela importância deste marco, decidimos publicar aqui no Blog da CONSULTIC e-mail que nos foi enviado, e no qual o pessoal do Portal, além de contar um pouco da sua história, e de informar o conteúdo hoje disponível, explicita os planos para o futuro.

Acreditamos que vale a pena a leitura  do texto que vai a seguir e uma visita ao portal que tem o endereço: www.softwarepublico.gov.br .

Carlos da Silva Mascarenhas

O Portal do Software Público superou nesta sexta-feira a marca de 100.000 usuários válidos, antes mesmo de alcançar 4 anos de existência no dia 12/04/2011. O anúncio foi realizado durante o Congresso Medetel, evento de telemedicina que ocorre na cidade de Luxemburgo. A SLTI-Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação prevê uma série de entrevistas, depoimentos e novidades para comemorar o alcance das 100.000 pessoas.

A primeira ação trata de um selo comemorativo para registrar a marca dos 100.000 usuários, que servirá de base para uma campanha de disseminação do Portal SPB para sociedade(conheça a marca na página principal do Portal. A campanha será organizada quando o Portal alcançar o número de 50 soluções disponibilizadas. A intenção será agrupar essas duas informações – 50 soluções e 100.000 pessoas – para uma ação de maior divulgação do Portal na rede.
As soluções disponibilizadas no Portal estão em todas as regiões do país, como por exemplo o e-cidade que foi instalado na cidade mais ao norte do Brasil, Uiramutã-RR com apoio da cidade de Juramento-MG e do CACIC que movimenta empresas na prestação de serviços na cidade de Porto Alegre-RS. Ao mesmo tempo o i-Educar avança na região Nordeste, com o caso exemplar de Arapiraca-AL e em pequenas cidades do estado de Santa Catarina, como a experiência de Içara. O Geplanes tem casos de uso no governo do estado de Minas Gerais e no próprio Ministério do Planejamento, em Brasília-DF. O Provinha Brasil na cidade de Guarulhos-SP e o Sistema de Gestão de Frotas em Fortaleza-CE. A coordenação informa que hoje existem casos de uso em todos os estados brasileiros e que a intenção é alcançar futuramente todas as cidades do país.

Criado em 12 de abril de 2007, o portal do SPB já conta com 48 soluções voltadas para diversos setores. Os serviços disponíveis são acessados até por outros países, como Uruguai, Argentina, Portugal, Venezuela, Chile e Paraguai. Para a SLTI, o portal já se consolidou como um ambiente de compartilhamento de softwares. Isso resulta em uma gestão de recursos e gastos de informática mais racionalizada, ampliação de parcerias e reforço da política de software livre no setor público.

Entre as comunidades mais ativas estão o CACIC-Coletor Automático de Informações Computacionais, que verifica informações sobre hardware e software nos computadores, o Ginga (soluções para TV Digital Brasileira), o Sistema de Gestão Escolar i-Educar, além do e-cidade: sistema de gestão para municípios e programas na área da saúde, educação, meio ambiente e gerenciamento de contratos.
A Dataprev, O Banco do Brasil e a Caixa Econômica são as instituições que mais disponibilizaram soluções, juntas somam 9 softwares. A Dataprev foi a pioneira, ao liberar já em 2005 o CACIC, considerado o primeiro software livre do governo federal, em seguida disponibilizou o COCAR e o Sistema de Atendimento Livre-SGA Livre. A CAIXA começou com o Bilhetador de Impressão Curupira, depois o Minuano e no próximo mês o Avaré. O Banco do Brasil lançou o Apoena, que foi seguido do emulador PW3270 e do Koruja.

O ambiente se caracteriza por oferecer mais de uma solução para um tipo de aplicação. Neste caso o destaque vai para as distribuições livres da área educacional com o Linux Educacional, o Pandorga e o Educatux. Os desenvolvedores de software também são beneficiados com os frameworks disponibilizados, dentre eles o MDArte, o OPenACS, o CORTEX e o JAGUAR.

O segmento que mais recebe soluções é o municipal, pelo menos 15 soluções podem ser aplicadas diretamente nos municípios. Em decorrência desse fato foi criado um ambiente dedicado para o diálogo com os municípios: o 4CMBr.

Em 2008 foi lançado o Mercado Público Virutal, um ambiente para que os prestadores de serviços de cada solução pudessem ser conhecidos, uma espécie de Guia de Serviços. Hoje todas as soluções liberadas no Portal SPB contam com um prestador de serviço que pode ser acessado de dentro da própria comunidade ou pelo endereço www.mercadopublico.gov.br. São mais de 500 prestadores de serviço registrados, que já geraram contratos e convênios, além do crescente aumento de receita anual.

Quando completou dois anos, em 2009, o Portal SPB contava com 40.000 usuários, fato registrado na edição especial da Revista InfoBrasil. Isto significa que quase no mesmo tempo – 2 anos – o Portal atraiu 50% de pessoas a mais. Este fenômeno de crescimento foi retratado em pesquisa e diversos artigos científicos, coordenados pela profa. Christiana Freitas da UNB.

Ainda em 2009 a iniciativa ganhou um slogan "Software Público: Soluções em Tecnologia da Informação ao Alcance de Todos", e no mesmo ano, uma campanha de divulgação organizada pelo Ministério do Planejamento que atingiu todo território nacional por rádio, jornal e internet, além da organização do maior evento de TI para os municípios. Nesta mesma época foi aprovado como um dos projetos de FLOSS a ser acompanhado até 2020 pelo Open World Forum e premiado na edição de 2009 como a melhor experiência mundial para o desenvolvimento de FLOSS no setor público.

Em 2010, conseguiu o apoio e reconhecimento do PNUD-Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento com o propósito de difundir o modelo brasileiro para os países da América Latina e Caribe e alcançou o apoio de 21 países da região, sob a liderança do CLAD-Centro Latinoamericano de Administração para o Desenvolvimento, por meio do Consenso de Buenos Aires.

No ano de 2011 com a publicação da Instrução Normativa do SPB, a IN01/2011, o modelo do software público alcançou maior institucionalidade no governo e amparo na sociedade, além de cumprir a missão de reforçar o papel do software livre na política do governo federal. Com a IN 01/2011 o modelo começa a ganhar maior definição e solidez, decorrente do lançamento conjunto da Licença Pública de Marca-LPM, que é justamente uma das inovações criadas pelo modelo brasileiro.

Pouca gente sabe, mas o início da construção do modelo do software público começou no ano de 2005, apresentado em artigo hoje considerado como parte do histórico da experiência brasileira. O documento descreve as implicações da disponibilização do Sistema de Inventário de Hardware e Software, o CACIC, desenvolvido pela Dataprev e que se tornou um marco por ser o primeiro software livre do governo federal disponibilizado para sociedade, de acordo com as prerrogativas legais brasileiras. O artigo recebeu o título "Materialização do Conceito de Software Público: Iniciativa CACIC".  Brasil seu futuro é agora !