Criação de Agência de Desenvolvimento poderá atrair novos investimentos para Ilhéus

14 fevereiro, 2011

Lí no Jornal “A Tarde” deste domingo, 13.02.2011, na Coluna Gente&Mercado, na página 10 do Caderno Empregos, uma notícia que me deixou pensativo e perplexo. Transcrevo-a seguir.

“A fábrica dos achocolatados Toddy e Mágico, que a PEPSICO está trazendo para a Bahia, é apenas uma cereja de um grande bolo. Com sede em Feira de Santana e investimentos de aproximadamente R$ 35 milhões a planta deverá criar 200 empregos diretos e outros 200 indiretos. Mas o interessante mesmo é o posicionamento da multinacional, com faturamento mundial na casa dos R$ 100 bilhões, para a região nordeste. Os investimentos em divulgação foram quadruplicados. Hoje, a região representa 20% do faturamento da Pepsico no Brasil. Em três anos a expectativa é de triplicar o investimento.”

Sobre a PEPSICO,  é interessante que evidenciemos que ela esta há mais de cinqüenta anos no Brasil, tem 15 fabricas em nosso país e é a responsável pela fabricação de um grande número de produtos que fazem parte da vida dos brasileiros, com marcas que são líderes de mercado como Elma Chips, eQlibri e Lucky (snacks), Quaker (cereais), Toddy e Toddynho (achocolatados), Coqueiro (pescados), Gatorade e Propel (bebidas esportivas), Lipton (chá pronto, em parceria com a Unilever), Kero Coco e Trop Coco (água de coco), H2OH! e Pepsi-Cola (bebidas com gás).

Considerando a matéria prima utilizada por uma fábrica de achocolatados e considerando também o parque moageiro de cacau que já temos aqui em Ilhéus, a mão de obra que já dispomos na nossa região, a localização geográfica na nossa cidade e as suas condições de acesso, será que não teríamos maiores vantagens comparativas para sediar uma indústria como esta que a PEPSICO vai instalar em Feira de Santana?

Aproveito a oportunidade também para perguntar: o que estamos fazendo para atrair indústrias e investimentos para a nossa cidade? E a resposta a esta singela pergunta, eu mesmo dou. NÃO ESTAMOS FAZENDO ABSOLUTAMENTE NADA, pois nem um site decente onde possíveis investidores possam conhecer as nossas vantagens locacionais e o nosso parque industrial já instalado, nem isto, que seria o mínimum minimorum requerido, temos.

E eu continuo perguntando. Que Secretaria ou Assessoria é a responsável, na Prefeitura de Ilhéus, para atrair Empresas para a nossa cidade? Existe um Plano de Atração de Empresas? Estamos vendendo no Brasil e no Exterior a cidade de Ilhéus como um bom lugar para se investir?

E não me venham falar que conseguimos atrair o Projeto Porto Sul e também uma Zona de Processamento de Exportação, que pelo que sabemos teve as suas obras paralizadas, pois na realidade estes dois empreendimentos, literalmente, caíram no colo da nossa Prefeitura, que até agora pouco tem feito para viabilizá-los, e/ou para facilitar as suas instalações e funcionamento.

Feitas estas colocações gostaria de sugerir ao Prefeito Newton que encomende aos Técnicos da sua Secretaria de Planejamento, que façam um estudo de viabilidade da criação de uma Agencia de Desenvolvimento para Ilhéus – AD Ilhéus, que poderia ser uma Organização Não Governamental com a missão de estabelecer sinergias entre Instituições Públicas, Entidades de Classe, e sociedades empresariais visando, através de iniciativas, estudos e projetos, promover o desenvolvimento sustentável de Ilhéus e cuja atuação poderia ser no sentido de buscar os seguintes objetivos principais:

I – Identificar e atrair investimentos para os setores primário, secundário e terciário da economia do município de Ilhéus-BA., mediante análise de propostas de investimentos, buscando, ainda, a promoção de oportunidades de investimentos considerados estratégicos para o desenvolvimento da estrutura produtiva municipal;

II – Apoiar institucionalmente as empresas já instaladas no Município de Ilhéus-BA., auxiliando-as na resolução de problemas estratégicos;

III – Apoiar a realização de joint ventures e outras formas de cooperação entre empresas situadas no Município de Ilhéus-Ba. e outras empresas nacionais e internacionais, que se traduzam em incremento e modernização do parque produtivo local e conseqüente aumento de empregos; em acesso a novas tecnologias, em conhecimentos, marcas e patentes, com a conseqüente melhoria nas formas e processos de produção; em melhoria das capacidades de administração; em acesso ao capital internacional; ou ainda em aumento das exportações;

IV – Assessorar e assistir tecnicamente empresas instaladas no município de Ilhéus e aquelas que planejem aqui se instalarem;

IV – Fomentar e divulgar as oportunidades de investimento no Município de Ilhéus-Ba., visando seu desenvolvimento sócio-econômico;

V – Promover estudos para o aumento do valor agregado dos produtos e serviços desenvolvidos no município de Ilhéus;

VI – Elaborar estudos, programas e projetos visando enfrentar desafios comuns no desenvolvimento do município de Ilhéus.

Quero aqui deixar claro que não precisaríamos ter uma superestrutura para a AD Ilhéus e que eventuais custos seriam plenamente compensados com a atração de novos empreendimentos para a nossa cidade, e até através da prestação de serviços que a AD Ilhéus viesse a fazer para Empresas já instaladas na nossa Cidade ou aquelas que aqui queiram se instalar.

Há algum tempo, baseado em outras experiências existentes no Brasil, preparei uma Proposta de Estatuto para a formatação de uma Agencia de Desenvolvimento para Ilhéus e disponibilizo aqui, mesmo sabendo que já pode estar desatualizado em termos de legislação, mas que pode servir com um ponto de partida para todos aqueles que queiram discutir esta possibilidade.

Carlos da Silva Mascarenhas

Economista, com pós-graduação em Gestão Empresarial


A área da Tecnologia da Informação no novo Congresso Nacional.

17 fevereiro, 2010

Queiramos ou não neste ano teremos eleições.

E gostemos ou não iremos nos deparar com debates políticos em nossas empresas e em nossos lares.

Muitos de nós (brasileiros) somente nos atemos para tratar de política nos anos (ou se possível) meses antes das eleições. E é por este motivo que nós mesmos nos classificamos como um povo pouco politizado.

Estamos vivendo uma época na qual a quantidade de escândalos e falcatruas políticas denunciadas amplia ainda mais a antipatia popular para o tratamento deste assunto.  O que é péssimo. Isto porque quando quem pode fiscalizar ou corrigir deixa de participar ou interferir, permitindo assim que os desonestos e aproveitadores atuem com mais conforto e com maiores chances de sucesso.

Não podemos esquecer que vivemos em uma democracia. Regime no qual é o próprio cidadão que elege os seus governantes políticos.  Protestávamos (na época da ditadura militar) contra a falta de liberdade para eleger nossos legítimos representantes.  E agora nos incomoda a afirmação que foi o próprio povo que também elegeu os ladrões e os canalhas que vêm sendo denunciados atualmente.

Considerando ser universal o entendimento que é melhor prevenir do que remediar, se tivermos por propósito sanear o congresso nacional, é mais estratégico trabalharmos na seleção dos candidatos do que nos capacitarmos para punir os marginais.

O congresso visto pelo prisma popular é um saco de gatos com interesses diversos. Os políticos discursam possuir o mesmo objetivo de servir ao povo.  Porem se credenciam junto as suas  “bases eleitorais" para buscar este objetivo por trilhas distintas. 
Portanto mesmo aqueles que não passam a ficar à margem da decência e da correteza, podem trabalhar sem perder o objetivo de  “servir ao povo", defendendo interesses específicos das classes distintas que os elegeram.

Um exemplo claro e atual disto é  a luta pela reforma agrária onde se enxergam, separados, os grupos dos  “sem-terra" e dos  “latifundiários".  Todos brasileiros.

Porem ungidos pelo direito (dado por seus eleitores) para seguirem caminhos diferentes.  Dai a existência de diversos partidos. Dai o lobismo. Dai a necessidade do cidadão eleitor, identificar antes das eleições aqueles que se propõem a representá-los com fidelidade quando da elaboração de leis, projetos e políticas públicas.

Portanto, seguindo os exemplos dos latifundiários, dos "sem terra", dos banqueiros, dos industriais, dos grandes comerciantes e dos educadores, nós da Tecnologia da Informação devemos também nos preocupar em identificar, entre os atuais candidatos à cargos parlamentares, aqueles que se sensibilizam com os problemas afins à nossa área  e que se comprometem na busca de suas respectivas soluções.

Então, caros colegas atores da área da Tecnologia da Informação no Estado da Bahia, a hora é agora para lembrar o saudoso Vandré:

Vem vamos embora que esperar não é saber. Quem sabe faz a hora não espera acontecer.

Aguardo suas críticas mesmo que sejam discordantes.

Deraldo Pitombo

dpitombo@veloxmail.com.br


Hoje é quarta-feira…

15 outubro, 2008

Dia de publicarmos artigos selecionados para você.

O Google nos faz mais idiotas? (Época Negócios) e Crise. Você prefere com ou sem açúcar? (F/Nazca Saatchi & Saatchi).

Um dos nossos propósitos com este blog é fazer pensar, levantar polêmicas e discutí-las. Você concorda com os autores? Não? Somente em alguns tópicos? Então comente. Aqui ou , tanto faz. 😉


Novos artigos

9 outubro, 2008

Hoje, sobre o Mercado de trabalho. E a cada quarta-feira, não deixe de ler na guia Artigos.

O céu é o limite no que diz respeito à remuneração” –  

Carine Aprile Iervese, do A TARDE, 28/09/2008

“Se você deseja ingressar em um mercado de trabalho aquecido e com tendência a borbulhar ainda mais no futuro, aposte na área  de tecnologia da informação. A gerente de projetos especiais da IBM do Brasil, Sirlene Toledo,  destacou, na entrevista à repórter Carine Aprile Iervese,  dois segmentos que disputam profissionais qualificados e pagam muito bem por eles. Sirlene apontou também o que ainda está faltando nas pessoas que desejam entrar na área e por onde começar essa promissora trajetória.

Continue lendo “O céu é o limite no que diz respeito à remuneração”

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Especialista ou multitarefa? Saiba qual perfil é mais valorizado em tecnologia

Por Amanda Camasmie, especial para o IDG Now!

Publicada em 06 de outubro de 2008 às 07h15

São Paulo – Novos cursos ampliam oportunidades para profissionais de TI. Especialistas indicam os perfis mais valorizados pelas empresas.

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Enquanto alguns cursos estão voltados a apenas uma especialização, outros apostam em abrir o leque para formar um profissional competitivo. Mas afinal, o que é mais importante na área de tecnologia? Ser especialista ou um profissional com múltiplos conhecimentos?

“As empresas estão em busca de profissionais especialistas, com sólidos conhecimentos em determinadas tecnologias, ferramentas e ambientes”, afirma Ercília Vianna, gerente de projetos da Célula de TI do Grupo Foco, consultoria de Recursos Humanos.

No entanto, o mercado hoje está mais exigente. Ele busca um especialista, mas ao mesmo tempo precisa de um profissional que conhece um pouco de cada área para prover a integração de sistemas. “Por exemplo, um programador pode ser especialista em certa linguagem, mas precisa conhecer, sem ser especialista, a parte de banco de dados, para que ele consiga efetuar, em um sistema, uma integração entre o back end e o front end da aplicação”, explica Rita Cury, gerente de Marketing e Produtos do Grupo Impacta Tecnologia.

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