A CRISE E OS AJUSTES FINANCEIROS NECESSÁRIOS

17 março, 2009

Muito se vem falando de CRISE, e com a crise, a primeira providência que as Empresas costumam tomar é REDUZIR CUSTOS. Porém, antes de se pensar em reduzir custos, é extremamente necessário que se reveja o planejamento da Empresa e que se faça uma análise criteriosa dos processos empresariais, para que possam ser definidas, com acerto, quais despesas devem ser cortadas ou reduzidas e quais projetos devem ser cancelados ou adiados.

De acordo com artigo publicado no Financial Report da IT Mídia S.A., edição de janeiro de 2009, a Trevisan Consultoria recomenda os seguintes cuidados na hora de adiar ou cancelar um projeto.

. Faça uma análise criteriosa;

. Mantenha projetos que privilegiem a redução de custos;

. Adie os que darão retorno no longo prazo;

. Leve em conta os fatores externos;

. Faça um ranking com os projetos vitais para a sobrevivência da empresa;

. Não aborte iniciativas que demandaram meses ou anos para serem planejados;

. Adie projetos que irão gerar um pequeno aumento de produtividade;

. Continue com os que trarão ganhos de lucratividade;

. Cuidado para não comprometer o entusiasmo e o comprometimento dos colaboradores;

. Saiba que a decisão deve estar relacionada às questões mercadológicas;

. Não cancele projetos no auge do seu desenvolvimento;

. Leve em conta a sazonalidade;

. Não cancele os que têm tecnologia intensiva aplicada, corre-se o risco da obsolescência;

. Mantenha o plano de expansão a uma velocidade menor, caso a crise não afete diretamente o negócio;

. Considere que sempre é preciso implementar projetos. O que a crise faz é mudar a priorização do investimento.

Além destas recomendações, a Trevisan estabelece também alguns mandamentos para a contenção racional de custos.

. Planejar e manter atualizado o orçamento financeiro contemplando todas as áreas da empresa com previsão de investimentos (se necessário);

. Ter uma visão mais econômica (lucro) e menos financeira (caixa);

. Estabelecer uma curva ABC de custos, identificando aqueles que apresentam maior incidência e impacto no orçamento;

. Exercer um controle mais efetivo sobre estes custos de maior incidência;

. Rever os principais processos internos e identificar os custos envolvidos a cada atividade;

. Adotar centos de custos e classificar as despesas por natureza

. Estabelecer metas e objetivos visando a redução de custos;

. Envolver os colaboradores nesta tarefa.

Pois é. Seja uma “marola”, ou uma “Crise” com “C” maiúsculo, o certo é que nelas existem também excelentes possibilidades de crescimento, desde que algumas regras básicas sejam seguidas.

No caso específico da Área de Tecnologia da Informação, é interessante observarmos que uma das recomendações prega que não se deve cancelar projetos que têm tecnologia intensiva aplicada, pois corre-se o risco da obsolescência.

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A crise, segundo “Albert Einstein”

16 março, 2009

Se a autoria é mesmo de Einstein, é questionável;  no entanto, vale a leitura e a reflexão.

“Não pretendemos que as coisas mudem se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar “superado”.

Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções. A verdadeira crise é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la”

Albert Einstein.


Um brinde aos 15 anos da M21

4 março, 2009

Este não é um post patrocinado, nem a CONSULTIC é cliente da M21. Bem que gostaríamos. Quem sabe, num futuro próximo, isto não poderá acontecer…

É o reconhecimento de um trabalho bem feito ao longo de 15 anos, coroado por uma peça publicitária de grande qualidade, que deve ser divulgada e repartida com todos aqueles que acessam o nosso blog.

Um brinde a toda equipe de uma Empresa que completa agora quinze anos, mas que, por tudo que já fez e pela qualidade de tudo o que faz, podemos considerar como “maior de idade”.

Assistam ao vídeo comemorativo da M21, A vida aos 15 . Vale à pena.

Mascarenhas e Anabel


SERÁ QUE O GOVERNO DO ESTADO VAI DEIXAR O PÓLO DE INFORMÁTICA DE ILHÉUS PERDER A COMPETITIVIDADE?

23 dezembro, 2008

Os problemas que afligem o Pólo de Informática e Eletroeletrônica de Ilhéus são muitos e se arrastam desde a sua criação nos idos de 1995. Entre eles, convém que destaquemos a falta de infra-estrutura, as dificuldades logísticas, a falta de crédito e a pequena oferta de mão-de-obra técnica. Todos estes problemas passam pela necessidade de recursos públicos e demandam um tempo de maturação. No entanto, o MAIOR problema do Pólo, que é o anacronismo da nossa legislação, principalmente quando a comparamos com a legislação dos demais estados da Federação, depende única e exclusivamente de uma ação firme, decidida e conseqüente do nosso Governo Estadual.

Este não é um fato novo, e os nossos Secretários de Planejamento, Indústria e Comércio, Fazenda, Ciência e Tecnologia e todos os principais gestores destas Secretarias, são sabedores de que, ou atualizamos a nossa legislação, com urgência, ou assistiremos a derrocada do Pólo de Ilhéus, com a conseqüente inviabilização das Empresas que nele estão instaladas. E assim, mais uma vez, aquilo que era a esperança de desenvolvimento, geração de emprego e renda e dias melhores, passará a ser o símbolo da nossa incapacidade de nos anteciparmos aos problemas, resolvendo-os com presteza, inteligência e coragem.

Procurando fornecer uma visão estruturado da angustiante situação vivida pelo nosso cluster tecnológico, discutimos a seguir os dois principais problemas causados pelo anacronismo da nossa legislação e fazemos algumas reflexões e questionamentos que acreditamos mereçam ser aprofundados:

Problema número 01:
Os estados produtores de bens de informática (com exceção do Amazonas, por razões óbvias) editaram, alguns desde 2001, medidas danosas às empresas instaladas no Pólo de Ilhéus, especificamente não aceitando (glosando) o crédito do ICMS destacado nas Notas Fiscais de Vendas para aqueles Estados. Isto significa dizer que, os micros e notebooks que, ainda, e não sabemos até quando, são produzidos em Ilhéus, não têm a menor condição de competitividade para serem vendidos para os Estados do Sul/Sudeste. Na prática, só para exemplificar, os equipamentos produzidos em Ilhéus, para se manterem competitivos, teriam que ser pelo menos 18% mais baratos do que os produzidos no Paraná, mesmo sem consideráramos os custos do frete.  Porém, diferentemente do que fazem os outros Estados, a nossa benevolente Bahia aceita os créditos de todos os Estados produtores de bens de informática. Para justificar tal leniência, os nossos gestores públicos afirmam não desejar entrar numa “Guerra Fiscal”, inclusive por receio de que os Estados com maior poder econômico possam criar barreiras para outros produtos que aqui produzimos e isso poderia provocar perda de arrecadação.

Problema número 02: Insiste-se em manter a redução da base de cálculo para micros e notebooks, mesmo sabendo-se do grande mal que isso está causando às indústrias de informática da Bahia. E, vale ressaltar, isto continua sendo feito enquanto os demais Estados naturalmente e inteligentemente, já baniram esta prática, ou nunca reduziram sua base de cálculo. Isso na verdade quer dizer que os micros e notebooks produzidos no Paraná e vendidos para os Magazines da própria Bahia, por exemplo, ficam em torno de 11% mais baratos do que os mesmos equipamentos produzidos em Ilhéus.  Bem, para manutenção desta prática, não conseguimos imaginar qual possa ser a justificativa do nosso Governo, pois, o abandono da redução da base de cálculo, além de proteger as empresas da Bahia, traria também substancial aumento de arrecadação de ICMS.

Reflexões e Questionamentos:

1. Onde está o Sindicato dos Trabalhadores que não compra esta briga? Isto não significa defender “patrão”, muito pelo contrário, significa manter e criar mais empregos e melhores salários.
2. Onde está o Sindicato das Empresas? Vai assistir de camarote o fim do nosso Pólo?
3. Onde estão os próprios empresários? Falta coragem, determinação ou já estão preparando as malas para buscarem outras plagas?
4. Vamos, todos, patrões, empregados, políticos e a sociedade continuar assistindo à sistemática derrocada do Pólo de Ilhéus, sem nada fazer?
5. Onde estão as promessas de vindas de grandes empresas para se instalarem em Ilhéus? Não eram verdadeiras ou as empresas abandonaram seus planos?
6. Vamos continuar assistindo, sem nada fazer, Empresas dando adeus a Ilhéus e optando por instalaram-se em Estados onde podem ser mais competitivas?
7. Continuaremos tendo o dissabor de saber que diversas empresas, com intenção de se instalarem em Ilhéus, após analisarem nossa Legislação, em confronto com a dos outros Estados, desistiram e procuraram outros portos mais seguros?

E para finalizar fica aqui um questionamento que muito preocupa os empresários, os empregados, os políticos, os administradores públicos e toda a comunidade ilheense: ATÉ QUANTO O PÓLO DE INFORMATICA DE ILHÉUS RESISTIRÁ?

Carlos Mascarenhas

Ilheense, Economista, Analista de Sistemas e filiado ao Partido dos Trabalhadores


Ainda sobre as Cidades Digitais

3 novembro, 2008

Apesar da crise, de acordo com consenso entre os especialistas que participaram da FUTURECOM 2008, realizada de 27 a 30 de outubro, em São Paulo, os investimentos em Cidades Digitais não deverão diminuir. Vejam a seguir artigo publicado no Guia das Cidades Digitais www.guiadascidadesdigitais.com.br .

Na nossa cidade, pela existência de um Pólo de Informática e Eletroeletrônica e pela disponibilidade de grande volume de recursos para investimentos em pesquisa e desenvolvimento, temos condições excepcionais para implantarmos aqui, a curto/médio prazo, um Projeto de Cidade Digital. Projeto este que poderá ter um grande efeito multiplicador, aumentando a renda local, gerando emprego e promovendo inclusão social e digital.

Vamos esperar que o nosso Prefeito incentive a Área de Planejamento da Prefeitura de Ilhéus, a colocar entre as suas prioridades a transformação da nossa cidade em uma Cidade Digital.

Crise não deverá frear investimentos em projetos de Cidades Digitais

Por Maria Eduarda Mattar

A expansão da banda larga é inevitável, e a transmissão de dados é um caminho sem volta também para os órgãos públicos. A crise que vem trepidando bolsas e agitando governos pode até reduzir um pouco o ritmo de investimentos. Mas está longe de frear completamente os processos de instalação e implementação de redes de transmissão de dados, de banda larga para suportar serviços públicos e, em última instância, de Cidades Digitais.

Essa é a noção geral de especialistas ligados ao tema que na última semana estiveram presentes no Futurecom 2008, evento de telecomunicações e TI realizado em São Paulo (SP) de 27 a 30 de outubro. “A transmissão de dados é uma necessidade, atualmente, como foi telefonia fixa em outros tempos. A expansão na transmissão de dados vai acontecer — na crise violenta, média ou branda”, acredita Emília Maria Ribeiro, conselheira da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). “O país que investe em tecnologia e avança nesse sentido, avança como um todo”, completa.

César Taurion, da IBM, concorda e lembra que, especificamente no setor público, as novas tecnologias já são condição básica para inúmeros serviços. Segundo ele, as atividades de governo eletrônico conseguem reduzir os custos e o tempo das transações do cidadão com o setor público, mudando a sua relação com o governo. “O uso das tecnologias da informação e de banda larga é tão significativo hoje para a nossa sociedade quanto saneamento básico. Então, é inexorável que continue nessa direção. Apenas a dúvida, em relação à crise, é qual vai ser a redução, ou não, do ritmo de investimento”, diz.


“Banda larga é obsessão para o governo federal”

Se depender, entretanto, da vontade de representantes do governo federal, o ritmo não vai diminuir. Marcelo Bechara, consultor jurídico do Ministério das Comunicações (Minicom) — que tem em seu cronograma para o ano que vem a realização de uma licitação para o estabelecimento de 160 Cidades Digitais — lembra que essa não é a primeira, nem será a última crise econômica por que passam os países. E argumenta que, como aconteceu na década de 70 no Brasil, quando, durante uma crise econômica, as tecnologias teriam sido responsáveis por ganhos efetivos de produtividade, a turbulência atual pode ser um momento de ajuste.

Esse ajuste poderia incluir busca e criação de alternativas e até parcerias entre governo e a iniciativa privada, tal qual aconteceu no início de 2008, quando conversações entre Anatel, Minicom e concessionárias de telecomunicações resultaram na troca da meta de instalação de Postos de Serviços Telefônicos (PSTs) pela de implementação de backhaul de banda larga até a porta de todos os municípios.

Bechara ressalta que, independentemente de crise, o governo federal vem adotando a banda larga como prioridade. “Ele entende que a banda larga não é política de governo, e sim de Estado”, define. Segundo o consultor jurídico, o Minicom incorporou o papel de “viabializar, através de políticas públicas, que a banda larga seja uma realidade”, não só porque sustenta os processos de comunicação e de acesso à informação, mas também porque “é impensável a prestação de diversos serviços sem ter uma plataforma sustentando isso na comunicação de alta velocidade”, nas palavras de Bechara. “A banda larga é, sim, uma obsessão”, resume.

Para o consultor Newton Scartezini, a redução na arrecadação de impostos como resultado final de uma reação em cadeia — menos atividades econômica, menos consumo, menos emprego e, finalmente, menos arrecadação — pode ter alguma repercussão nos investimentos de prefeituras.

Segundo ele, não dá para saber ainda o quanto vai diminuir o ritmo de investimentos em projetos do tipo. E defende que essa diminuição seria ilógica, pois as tecnologias de informação e comunicação acabam sendo uma ferramenta de produtividade para a própria prefeitura. “Então, tem um investimento agora, mas ele retorna muito rápido, pela redução de custo”, comenta. “E o pior corte que se pode fazer é o de investimento. Mas pode acabar acontecendo”,  reflete.

Para Scartezini, alguns programas e projetos que já estavam engatilhados deverão sofrer conseqüências brandas. Ele lembra que o orçamento público é autorizativo, não obrigatório. Com isso, verbas já aprovadas para determinados programas, editais, etc. poderiam ser seguradas. Mas isso não impediria ou cancelaria atividades. “Pode diminuir, não anular. Até porque, politicamente, é muito ruim cancelar um programa”, destaca.

Data: 31 de outubro de 2008


Hoje é quarta-feira…

15 outubro, 2008

Dia de publicarmos artigos selecionados para você.

O Google nos faz mais idiotas? (Época Negócios) e Crise. Você prefere com ou sem açúcar? (F/Nazca Saatchi & Saatchi).

Um dos nossos propósitos com este blog é fazer pensar, levantar polêmicas e discutí-las. Você concorda com os autores? Não? Somente em alguns tópicos? Então comente. Aqui ou , tanto faz. 😉