Lula regulamenta programa Um Computador por Aluno

23 julho, 2010

Decretos oficializam o Prouca e incentivos fiscais para oferta de PCs a escolas e municípios, com financiamento de R$ 600 milhões do BNDES.

Leia a matéria completa no IDGNow.


ILHÉUS ESTÁ ENTRANDO NA ERA DA INFORMÁTICA

14 julho, 2010

Temos duas excelentes notícias para os leitores do nosso Blog, especialmente para aqueles que residem em Ilhéus-Ba. A primeira é que o Portal da Transparência da Prefeitura Municipal de Ilhéus, que temos cobrado com frequência, já esta funcionando e pode ser acessado em: http://transparencia.ilheus.ba.gov.br/ .

transp

A segunda grande notícia é que as nossas escolas municipais vão, finalmente, entrar na era da tecnologia da informação, pois como informa o Portal da Transparência, a nossa Prefeitura assinou um Contrato de Prestação de Serviços com a BRASIL ONLINE TECNOLOGIA EM SOFTWARES LTDA., no valor de R$ 480.000,00 (quatrocentos e oitenta mil reais), para Prestação de Serviços na Implantação de 4(quatro) kits do Projeto Pedagógico de Tecnologia Educacional e Inclusão Digital a serem implantados nas nossas escolas municipais, conjuntamente com o Projeto Técnico Pedagógico de Informática Educacional, conforme Pregão Presencial número 029/2009.

transp 2

De parabéns a nossa Cidade e especialmente o pessoal da nossa Área de Educação da Prefeitura de Ilhéus.

A CONSULTIC estará acompanhando a implantação deste Projeto e noticiando o seu progresso. Vamos inclusive procurar o pessoal da Secretaria de Educação para que possamos conhecer melhor o Projeto Pedagógico de Tecnologia Educacional para melhor informar aos nossos leitores.

Carlos Mascarenhas

carlos.consultic@gmail.com


Ainda sobre as Cidades Digitais

3 novembro, 2008

Apesar da crise, de acordo com consenso entre os especialistas que participaram da FUTURECOM 2008, realizada de 27 a 30 de outubro, em São Paulo, os investimentos em Cidades Digitais não deverão diminuir. Vejam a seguir artigo publicado no Guia das Cidades Digitais www.guiadascidadesdigitais.com.br .

Na nossa cidade, pela existência de um Pólo de Informática e Eletroeletrônica e pela disponibilidade de grande volume de recursos para investimentos em pesquisa e desenvolvimento, temos condições excepcionais para implantarmos aqui, a curto/médio prazo, um Projeto de Cidade Digital. Projeto este que poderá ter um grande efeito multiplicador, aumentando a renda local, gerando emprego e promovendo inclusão social e digital.

Vamos esperar que o nosso Prefeito incentive a Área de Planejamento da Prefeitura de Ilhéus, a colocar entre as suas prioridades a transformação da nossa cidade em uma Cidade Digital.

Crise não deverá frear investimentos em projetos de Cidades Digitais

Por Maria Eduarda Mattar

A expansão da banda larga é inevitável, e a transmissão de dados é um caminho sem volta também para os órgãos públicos. A crise que vem trepidando bolsas e agitando governos pode até reduzir um pouco o ritmo de investimentos. Mas está longe de frear completamente os processos de instalação e implementação de redes de transmissão de dados, de banda larga para suportar serviços públicos e, em última instância, de Cidades Digitais.

Essa é a noção geral de especialistas ligados ao tema que na última semana estiveram presentes no Futurecom 2008, evento de telecomunicações e TI realizado em São Paulo (SP) de 27 a 30 de outubro. “A transmissão de dados é uma necessidade, atualmente, como foi telefonia fixa em outros tempos. A expansão na transmissão de dados vai acontecer — na crise violenta, média ou branda”, acredita Emília Maria Ribeiro, conselheira da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). “O país que investe em tecnologia e avança nesse sentido, avança como um todo”, completa.

César Taurion, da IBM, concorda e lembra que, especificamente no setor público, as novas tecnologias já são condição básica para inúmeros serviços. Segundo ele, as atividades de governo eletrônico conseguem reduzir os custos e o tempo das transações do cidadão com o setor público, mudando a sua relação com o governo. “O uso das tecnologias da informação e de banda larga é tão significativo hoje para a nossa sociedade quanto saneamento básico. Então, é inexorável que continue nessa direção. Apenas a dúvida, em relação à crise, é qual vai ser a redução, ou não, do ritmo de investimento”, diz.


“Banda larga é obsessão para o governo federal”

Se depender, entretanto, da vontade de representantes do governo federal, o ritmo não vai diminuir. Marcelo Bechara, consultor jurídico do Ministério das Comunicações (Minicom) — que tem em seu cronograma para o ano que vem a realização de uma licitação para o estabelecimento de 160 Cidades Digitais — lembra que essa não é a primeira, nem será a última crise econômica por que passam os países. E argumenta que, como aconteceu na década de 70 no Brasil, quando, durante uma crise econômica, as tecnologias teriam sido responsáveis por ganhos efetivos de produtividade, a turbulência atual pode ser um momento de ajuste.

Esse ajuste poderia incluir busca e criação de alternativas e até parcerias entre governo e a iniciativa privada, tal qual aconteceu no início de 2008, quando conversações entre Anatel, Minicom e concessionárias de telecomunicações resultaram na troca da meta de instalação de Postos de Serviços Telefônicos (PSTs) pela de implementação de backhaul de banda larga até a porta de todos os municípios.

Bechara ressalta que, independentemente de crise, o governo federal vem adotando a banda larga como prioridade. “Ele entende que a banda larga não é política de governo, e sim de Estado”, define. Segundo o consultor jurídico, o Minicom incorporou o papel de “viabializar, através de políticas públicas, que a banda larga seja uma realidade”, não só porque sustenta os processos de comunicação e de acesso à informação, mas também porque “é impensável a prestação de diversos serviços sem ter uma plataforma sustentando isso na comunicação de alta velocidade”, nas palavras de Bechara. “A banda larga é, sim, uma obsessão”, resume.

Para o consultor Newton Scartezini, a redução na arrecadação de impostos como resultado final de uma reação em cadeia — menos atividades econômica, menos consumo, menos emprego e, finalmente, menos arrecadação — pode ter alguma repercussão nos investimentos de prefeituras.

Segundo ele, não dá para saber ainda o quanto vai diminuir o ritmo de investimentos em projetos do tipo. E defende que essa diminuição seria ilógica, pois as tecnologias de informação e comunicação acabam sendo uma ferramenta de produtividade para a própria prefeitura. “Então, tem um investimento agora, mas ele retorna muito rápido, pela redução de custo”, comenta. “E o pior corte que se pode fazer é o de investimento. Mas pode acabar acontecendo”,  reflete.

Para Scartezini, alguns programas e projetos que já estavam engatilhados deverão sofrer conseqüências brandas. Ele lembra que o orçamento público é autorizativo, não obrigatório. Com isso, verbas já aprovadas para determinados programas, editais, etc. poderiam ser seguradas. Mas isso não impediria ou cancelaria atividades. “Pode diminuir, não anular. Até porque, politicamente, é muito ruim cancelar um programa”, destaca.

Data: 31 de outubro de 2008