Josias Gomes Candidato a Prefeito de Ilhéus

23 outubro, 2011

Jornais, blogs, emissoras de rádio e de televisão, e as conversas de esquina apontam que o Deputado Josias Gomes deseja ser candidato a Prefeito de Ilhéus pelo PT – Partido dos Trabalhadores. Digo deseja, mas na verdade ele provavelmente vai ser candidato, pois a força que tem no PT da nossa cidade é muito grande e ao que tudo indica ele não terá maiores dificuldades em realizar este seu esdrúxulo desejo, mesmo que isto desagrade a gregos e troianos, e a correntes influentes do PT de Ilhéus e coloque em risco a própria unidade do Partido na nossa cidade.

Conhecia pouco o Deputado Josias e a sua trajetória política, mas para formar uma opinião mais abalizada sobre ele, resolvi pesquisar sobre as suas atividades e atuação. Dei uma olhada no site da Câmara dos Deputados, na Wikipedia, e no próprio site do Deputado, e com base em informações recolhidas nestas três fontes, traço a seguir uma breve trajetória do Deputado.

Nascido em Amaraji no estado de Pernambuco, Josias estudou o curso ginasial na cidade de Escada, no Ginásio Agrícola, em regime de internato. Cursou o segundo grau no Colégio Agrícola de Belo Jardim, igualmente em regime de internato, onde também criava porcos e plantava pimentão e repolho, que vendia no CEASA de Recife, para ajudar nas despesas escolares e pessoais.

É formado em Agronomia pela Universidade Federal da Paraiba, tendo concluído o seu curso em 1980. Foi ativo líder estudantil, presidente do Diretório Acadêmico de Ciências Agrárias, onde liderou a primeira greve no estado da Paraiba, 14 anos após o golpe militar de 1964.

Está no Partido dos Trabalhadores desde a sua fundação e exerceu diversas funções na direção do Partido, nos vários Estados/Cidades em que militou, e que não foram poucas, o que mostra o espírito nômade do Deputado Josias.

Em Rondônia foi Secretário de Organização entre 1983/84 e Secretário Geral em 1985/87. Em 1985, foi o candidato a vice-prefeito na chapa do PT para a Prefeitura de Porto Velho.

Em 1989 chegou à Bahia, pela região cacaueira, onde participou da coordenação da campanha presidencial do companheiro Lula.

Em 1990, coordenou a campanha de Geraldo Simões para deputado estadual e ao mesmo tempo trabalhou pela criação da Central Única dos Trabalhadores na região cacaueira. Em 1992 coordenou a campanha de Geraldo Simões para a Prefeitura de Itabuna. Após esta outra campanha vitoriosa, ocupou a Secretaria de Assuntos Estratégicos, espaço de articulação política da administração municipal. Vale aqui ressaltar que depois desta longa amizade e convivência, Josias e Geraldo, hoje, são inimigos declarados

Em 1997, assumiu a Secretaria Geral do partido no Estado. Dois anos depois, em 1999, foi eleito presidente do PT da Bahia. Nas eleições de 2002, se elegeu deputado federal com 75 mil votos, distribuídos em 384 municípios.

Como Deputado Federal Josias teve sérios problemas e terminou se envolvendo com o MENSALÃO, tendo enfrentado um processo de cassação, mas terminou sendo absolvido.

De acordo com informação publicada pela Folha Online em 03.05.2006, assim foi a absolvição de Josias:

 “com o plenário esvaziado, a Câmara dos Deputados absolveu nesta quarta-feira o deputado Josias Gomes (PT-BA) do processo de cassação por quebra de decoro parlamentar. Ele é acusado de receber R$ 100 mil do esquema do “valerioduto”.

Ele foi absolvido com 228 votos favoráveis à cassação, 190 contrários, 19 abstenções, 5 em branco e 1 nulo. São necessários 257 votos para cassar um mandato.

Josias Gomes foi o 10º acusado de envolvimento com o “mensalão” a ser absolvido pelo plenário. Dos 19 acusados de envolvimento com o “mensalão”, quatro renunciaram para escapar da cassação e apenas três foram cassados –Roberto Jefferson (PTB-RJ), José Dirceu (PT-SP) e Pedro Corrêa (PP-PE).

Os deputados de oposição alegaram que Josias Gomes escapou da cassação porque o plenário estava esvaziado. No início da sessão, apenas 280 parlamentares estavam presentes.

Josias Gomes alegou, em sua defesa, que usou os recursos para pagar dívidas da campanha de 2002.

Depois de um longo período de completo ostracismo, Josias voltou à atividade política, e em 2010 foi eleito Deputado Federal com 69.619 votos, sendo que obteve apenas 5.296 votos, equivalente a apenas 7,6% dos seus votos na cidade de Ilhéus, tendo sido votado em um grande número de outras cidades.

A primeira pergunta que faço é: o que os eleitores do Deputado Josias, principalmente aqueles radicados em outras cidades, pensam desta sua inconseqüente aventura de tentar se eleger Prefeito de Ilhéus? Será que não estão se sentindo traídos?

Eleito Deputado Federal, pouquíssimo fez Josias até agora e absolutamente nada fez em benefício de Ilhéus e da nossa região. Veja a seguir o que o Deputado Josias Gomes fez como Deputado Federal, nesta legislatura.

  • INC-851/2011-06.07.2011 – Sugere ao Poder Executivo o envio de projeto de lei ao Congresso nacionalpropondo a instalação de um campus universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco.
  • PL-2353/2011 – 20.09.2011 – Acrescenta o parágrafo 9 ao art. 15 da lei 8.666, de 21.06.1993, para vedar a aquisição de leite importado no âmbito da administração pública direta e indireta.
  • PL- 515/2011 – 22.02.2011 – Denomina Barragem Dom Mário Zanetta, a Barragem Gasparinho, situada no município de Coronel João Sá, no Estado da Bahia.
  • REQ- 3441/2011 – 06.10.2011 – Requer a inclusão na Ordem do Dia do Projeto de Lei 1033/2003 que institui o salário adicional de periculosidade para os vigilantes e em pregados em transporte de valores.
  • REQ – 2759/2011 – 10.08.2011 – Requer a instalação de Comissão Especial, a fim de dar parecer sobre a Proposta de Emenda à Constituição 53 de 2007.
  • REQ – 116/2011 – 28.09.2011 – Inclusão na pauta, para votação imediata o Requerimento 113/2011, de autoria dos Deputados Domingos Sávio e Zé Silva.
  • REQ – 84/2011 – 06.07.2011 – Solicita inclusão de requerimento na pauta para votação imediata da subcomissão do leite.
  • RIC – 1321/2011 – 06.10.2011 – Solicita informações ao Ministério das Comunicações sobre processos de outorga de radiodifusão comunitária na localidade de Olindina no Estado da Bahia.

Com uma atividade parlamentar sofrível, como se pode ver acima, e considerando-se que a única atividade profissional/cargo público já exercido por ele em toda a sua vida política, ter sido o de Assessor de Planejamento na Secretaria do Planejamento de Porto Velho, no longínquo ano de 1984, ou seja, há mais de 27 anos, considerando-se também a falta de conhecimento que ele tem sobre a realidade da nossa cidade, pois aqui, pelo que eu saiba, nunca sequer residiu; será que o Deputado Josias pode se constituir em uma boa escolha para governar Ilhéus, exatamente quando o nosso Município deverá enfrentar um especial momento de grande crescimento econômico com o Porto Sul e a ZPE?

Pois é… O que será que o povo de Ilhéus pensa desta esdrúxula pretensão do Sr. Josias Gomes?

Carlos da Silva Mascarenhas

Ilhéense, Economista, filiado ao PPS – Partido Popular Socialista, e pré-candidato a Vereador

carlos.consultic@gmail.com

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Lula em Paris–Imprensa Sabuja dá vexame

28 setembro, 2011

O espaço deste blog não é partidário, mas é impossível deixar passar o acontecido na última semana: enquanto o ex-presidente Lula recebia o título de Doutor Honoris Causa  no Instituto de Estudos Políticos de Paris, o Sciences- Po, a imprensa brasileira nada disse. E o questionamento feito, foi bem respondido por Ricardo Kotscho, 63 anos, jornalista desde 1964, no seu “Balaio do Kotscho”. Segue o texto na íntegra.

Por que Lula e não Fernando Henrique Cardoso, seu antecessor, para receber uma homenagem da instituição?

Começa assim, acreditem, com esta pergunta indecorosa, a entrevista de Deborah Berlinck, correspondente de “O Globo” em Paris, com Richard Descoings, diretor do Instituto de Estudos Políticos de Paris, o Sciences- Po, que entregou o título de Doutor Honoris Causa ao ex-presidente Lula, na tarde desta terça-feira.

Resposta de Descoings:

“O antigo presidente merecia e, como universitário, era considerado um grande acadêmico (…) O presidente Lula fez uma carreira política de alto nível, que mudou muito o país e, radicalmente, mudou a imagem do Brasil no mundo. O Brasil se tornou uma potência emergente sob Lula, e ele não tem estudo superior. Isso nos pareceu totalmente em linha com a nossa política atual no Sciences- Po, a de que o mérito pessoal não deve vir somente do diploma universitário. Na França, temos uma sociedade de castas. E o que distingue a casta é o diploma. O presidente Lula demonstrou que é possível ser um bom presidente, sem passar pela universidade”.

A entrevista completa de Berlinck com Descoings foi publicada no portal de “O Globo” às 22h56 do dia 22/9. Mas a história completa do vexame que a imprensa nativa sabuja deu estes dias, inconformada por Lula ter sido o primeiro latino-americano a receber este título, que só foi outorgado a 16 personalidades mundiais em 140 anos de história da instituição, foi contada por um jornalista argentino, Martin Granovsky, no jornal Página 12.

Tomei emprestada de Mino Carta a expressão imprensa sabuja porque é a que melhor qualifica o que aconteceu na cobertura do sétimo e mais importante título de Doutor Honoris Causa que Lula recebeu este ano. Sabujo, segundo as definições encontradas no Dicionário Informal, significa servil, bajulador, adulador, baba-ovo, lambe-cu, lambe-botas, capacho.

Sob o título “Escravocratas contra Lula”, Granovsky relata o que aconteceu durante uma exposição feita na véspera pelo diretor Richard Descoings para explicar as razões da iniciativa do Science- Po de entregar o título ao ex-presidente brasileiro.

“Naturalmente, para escutar Descoings, foram chamados vários colegas brasileiros. O professor Descoings quis ser amável e didático (…). Um dos colegas perguntou se era o caso de se premiar a quem se orgulhava de nunca ter lido um livro. O professor manteve sua calma e deu um olhar de assombrado(…).

“Por que premiam a um presidente que tolerou a corrupção”, foi a pergunta seguinte. O professor sorriu e disse: “Veja, Sciences Po não é a Igreja Católica. Não entra em análises morais, nem tira conclusões apressadas. Deixa para o julgamento da História este assunto e outros muito importantes, como a eletrificação das favelas em todo o Brasil e as políticas sociais” (…). Não desculpamos, nem julgamos. Simplesmente, não damos lições de moral a outros países.

“Outro colega brasileiro perguntou, com ironia, se o Honoris Causa de Lula era parte da ação afirmativa do Sciences Po. Descoings o observou com atenção, antes de responder. “As elites não são apenas escolares ou sociais, disse. “Os que avaliam quem são os melhores, também. Caso contrário, estaríamos diante de um caso de elitismo social. Lula é um torneiro-mecânico que chegou à presidência, mas pelo que entendi foi votado por milhões de brasileiros em eleições democráticas”.

No final do artigo, o jornalista argentino Martin Granovsky escreve para vergonha dos jornalistas brasileiros:

“Em meio a esta discussão, Lula chegará à França. Convém que saiba que, antes de receber o doutorado Honoris Causa da Sciences Po, deve pedir desculpas aos elitistas de seu país. Um trabalhador metalúrgico não pode ser presidente. Se por alguma casualidade chegou ao Planalto, agora deveria exercer o recato. No Brasil, a Casa Grande das fazendas estava reservada aos proprietários de terra e escravos. Assim, Lula, silêncio por favor. Os da Casa Grande estão irritados”.

Desde que Lula passou o cargo de presidente da República para Dilma Rousseff há nove meses, a nossa grande imprensa tenta jogar um contra o outro e procura detonar a imagem do seu governo, que chegou ao final dos oito anos com índices de aprovação acima de 80%.

Como até agora não conseguiram uma coisa nem outra, tentam apagar Lula do mapa. O melhor exemplo foi dado hoje pelo maior jornal do país, a “Folha de S. Paulo”, que não encontrou espaço na sua edição de 74 páginas para publicar uma mísera linha sobre o importante título outorgado a Lula pelo Instituto de Estudos Políticos de Paris.

Em compensação, encontrou espaço para publicar uma simpática foto de Marina Silva ao lado de Fernando Henrique Cardoso, em importante evento do instituto do mesmo nome, com este texto-legenda:

“AFAGOS – FHC e Marina em debate sobre Código Florestal no instituto do ex-presidente; o tucano creditou ao fascínio que Marina gera o fato de o auditório estar lotado”.

Assim como decisões da Justiça, criterios editoriais não se discute, claro.

Enquanto isso, em Paris, segundo relato publicado no portal de “O Globo” pela correspondente Deborah Berlinck, às 16h37, ficamos sabendo que:

“O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi recebido com festa no Instituto de Estudos Políticos de Paris – o Sciences- Po _, na França, para receber mais um título de doutor honoris causa, nesta terça-feira. Tratado como uma estrela desde sua entrada na instituição, ele foi cercado por estudantes e, aos gritos, foi saudado. Antes de chegar à sala de homenagem, em um corredor, Lula ouviu, dos franceses, a música de Geraldo Vandré, “para não dizer que eu não falei das flores.

“A sala do instituto onde ocorreu a cerimônia tinha capacidade para 500 pessoas, mas muitos estudantes ficaram do lado de fora. O diretor da universidade, Richard Descoings, abriu a cerimônia explicando que a escolha do ex-presidente tinha sido feita por unanimidade”.

Em seu discurso de agradecimento, Lula disse:

“Embora eu tenha sido o único governante do Brasil que não tinha diploma universitário, já sou o presidente que mais fez universidades na história do Brasil, e isso possivelmente porque eu quisesse que parte dos filhos dos brasileiros tivesse a oportunidade que eu não tive”.

Para certos brasileiros, certamente deve ser duro ouvir estas coisas. É melhor nem ficar sabendo.


PELA REPRESENTAÇÃO DA ÁREA DE TIC NO CONGRESSO NACIONAL – II

15 setembro, 2010

Caros colegas atores da área de TIC da Bahia.

Cresce a minha convicção de que este é o momento mais oportuno em nossa história para que nós (atores da área de TIC da Bahia) possamos escolher e eleger os melhores representantes dos nossos interesses dentro do Poder Legislativo Brasileiro (Senado, Câmara de Deputados e Assembléia Legislativa).

Nossa área tornou-se forte geradora de renda e de empregos, e é devido que passemos  a merecer mais respeito e atenção do que nos foram dados até o momento pelos poderes legislativos. Tomemos  como exemplo o tratamento dado à regulamentação da profissão de Analista de Sistemas.

Sei que muitos de nós desenvolvemos uma forte rejeição ao tratamento de assuntos políticos. Como não temos tempo para mudar convicções (tampouco é este nosso principal propósito), solicito a estes que nos poupem de suas manifestações de pessimismo ou de descrença na obtenção de resultados positivos deste trabalho.

Por outro lado sabemos que existem muitos que enxergam a importância de políticas públicas direcionadas ao desenvolvimento de nossa área, bem como da necessidade de se alastrar o saber e o respeito às mesmas.

A Internet esta sendo utilizada nesta campanha como “palanque” por parte dos candidatos.  Lembrando que temos domínio de conhecimento na produção, no acesso e no uso deste “palanque” venho propor que nós , atores da área de TIC, também a utilizemos para expressar nossas visões de eleitores.

Cite VOCÊ os nomes de candidatos que, ao ser ver,  possuem perfis alinhados aos propósitos deste trabalho.  E vamos juntos submeter estes nomes à analise de todos os colegas que desejam a criação de frentes parlamentares de TIC nas casas legislativas brasileiras.

Não fique atrelado a siglas partidárias. Lembre-se que eles (os políticos) mudam de partido conforme suas conveniências.  O que  não podemos deixar é que eles quebrem o compromisso conosco. Daqui a quatro anos os partidos podem ser outros, porém nós (estando vivos) continuaremos eleitores.

Participe. Fortaleça agora as suas chances de ser ouvido quando da apresentação de seus pleitos e protestos aos legisladores, nos próximos quatro anos.

Texto de Deraldo Pitombo

Diretor da INFORUM


Pela representação da área de TIC no Congresso Nacional

25 agosto, 2010

A grande maioria do eleitorado brasileiro vota por simpatia ao candidato, independentemente do partido político ao qual esteja ele filiado ou do nível de competência que ele possua para exercer o cargo postulado. Tanto porque esta maioria desconhece o que deve fazer um deputado ou um senador no Congresso Nacional.

É por comungar como este entendimento que inúmeros esportistas e profissionais da área do entretenimento se lançaram como candidatos a deputados e senadores – ver relação reproduzida abaixo.

No Esporte:
Acelino Popó Freitas (PRB-BA)- O boxeador concorre a deputado estadual
Maguila (PTN-SP)- Ex-boxeador,quer ser deputado federal
Marcelinho Carioca (PSB-SP)- Ex-jogador, concorre a deputado federal
Romário (PSB-RJ)- Ex-jogador, busca uma vaga na Câmara Federal
Vampeta (PTB-SP) – Ex-jogador, concorre a deputado federal
Fabiano (PMDB-RS) – Ex-atacante do Inter, é candidato a deputado estadual
Danrlei (PTB-RS) – Ex-goleiro do Grêmio, concorre a deputado federal

Na Música:
Gaúcho da Fronteira (PTB-RS) – Músico concorre a deputado estadual
Kiko (DEM-SP) – Membro do grupo KLB, concorre a deputado federal
Leandro (DEM-SP) – Integrante do KLB, concorre a deputado estadual
Netinho (PCdoB-SP) – Cantor do grupo Negritude, concorre a senador  
Reginaldo Rossi (PDT-PE) – Cantor, concorre a deputado estadual
Renner (PP-GO) – Integrante da dupla Rick&Renner, concorre ao Senado
Sérgio Reis (PR-MG) – Cantor e ator, concorre a deputado federal
Tati Quebra-Barraco (PTC-RJ) – Funkeira, concorre a deputada federal

Na Televisão:
Ronaldo Esper (PTC-SP) – O estilista quer ser deputado federal
Pedro Manso (PRB-RJ) – Humorista, disputa na vaga na Assembleia Legislativa
Dedé Santana (PSC-PR) – Humorista, quer ser deputado estadual
Tiririca (PR-SP) – Humorista, disputa uma vaga na Câmara Federal
Batoré (PP-SP) – Humorista, quer uma vaga na Câmara Federal

No Pomar:
Mulher Melão (PHS-RJ) – Cristina Célia Antunes Batista concorre a deputada federal
Mulher Pera (PTN-SP) – Suellen Aline Mendes Silva quer ser deputada federal

Apesar do LULA ter abalado os critérios de analise sobre a relação “nível de escolaridade – cargo postulado”, seria uma imaturidade achar que este fator não deve ser considerado na escolha do melhor candidato, principalmente quando tratamos da recomposição do poder legislativo. Há candidatos, a exemplo do Maguila e da “Mulher Pera”, cujas fichas de registro da candidatura, expressam “Ler e escreve” no quadro referente ao nível de escolaridade.

Sendo respeitado o resultado das urnas, a maioria dos novos será engolida pelas “velhas raposas” nos debates e acordos no congresso nacional.

Todos aqueles que falam que a maioria do eleitorado não é politizada, sabem que não poderão mudar o “voto por simpatia” dentro do tempo que resta para as próximas eleições.

O que então fazer?

Como sabemos que os congressistas se agrupam por interesses de classes, sugiro que fortaleçamos as campanhas daqueles os quais já conhecemos como eficazes defensores das áreas que respectivamente atuamos.

E nós que atuamos na área da TIC deveremos pesquisar a proposta de trabalho dos atuais candidatos em busca de comprometimento com a evolução positiva desta área.

Eu pessoalmente estarei votando em Walter Pinheiro – 130 para senador. E sugerindo a todos os outros que atuam na área de TIC da Bahia que, independentemente em vota para outros cargos, que também votem em Pinheiro. Até mesmo aqueles que tem simpatia por outro candidato ao Senado. Isto porque para o senado poderemos votar em dois candidatos.

Deraldo Pitombo.


Política Nacional de Resíduos Sólidos é sancionada pelo presidente Lula

4 agosto, 2010

“Depois de 21 anos de tramitação no Congresso Nacional, a LEI Nº 12.305, DE 2 DE AGOSTO DE 2010, Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) foi sancionada nesta segunda-feira, 2 de agosto, em Brasília. Durante a cerimônia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a legislação é uma “revolução em termos ambientais no Brasil”.

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Veja aqui o texto completo da lei.

A PNRS institui o princípio de responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, o que abrange fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, consumidores e titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos. É preciso conhecê-la para saber quais são as responsabilidades da sua empresa.

Com a sanção da PNRS, o país passa a ter um marco regulatório na área de Resíduos Sólidos. A lei faz a distinção entre resíduo (lixo que pode ser reaproveitado ou reciclado) e rejeito (o que não é passível de reaproveitamento), além de se referir a todo tipo de resíduo: doméstico, industrial, da construção civil, eletroeletrônico, lâmpadas de vapores mercuriais, agrosilvopastoril, da área de saúde e perigosos.

Resultante de ampla discussão com os órgãos de governo, instituições privadas, organizações não governamentais e sociedade civil, a PNRS reúne princípios, objetivos, instrumentos e diretrizes para a gestão dos resíduos sólidos.

Objetivos

Os principais objetivos da nova lei são:

  1. A não-geração, redução, reutilização e tratamento de resíduos sólidos;
  2. Destinação final ambientalmente adequada dos rejeitos;
  3. Diminuição do uso dos recursos naturais (água e energia, por exemplo) no processo de produção de novos produtos;
  4. Intensificação de ações de educação ambiental;
  5. Aumento da reciclagem no país;
  6. Promoção da inclusão social;
  7. Geração de emprego e renda para catadores de materiais recicláveis.

Propostas

A PNRS institui o princípio de responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, o que abrange fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, consumidores e titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos.

Um dos pontos fundamentais da nova lei é a chamada logística reversa, que se constitui em um conjunto de ações para facilitar o retorno dos resíduos aos seus geradores para que sejam tratados ou reaproveitados em novos produtos. De acordo com as novas regras, os envolvidos na cadeia de comercialização dos produtos, desde a indústria até as lojas, deverão estabelecer um consenso sobre as responsabilidades de cada parte.

As empresas terão até o final de 2011 para apresentar propostas de acordo – quem perder o prazo ficará sujeito à regulamentação federal. Atualmente, a logística reversa já funciona com pilhas, pneus e embalagens de agrotóxicos. Mas é pouco praticada pelo setor de eletroeletrônicos, que foi um dos que mais contestaram tal ponto do projeto.

A PNRS também estabelece princípios para a elaboração dos Planos Nacional, Estadual, Regional e Municipal de Resíduos Sólidos. Propicia oportunidades de cooperação entre o poder público federal, estadual e municipal, o setor produtivo e a sociedade em geral na busca de alternativas para os problemas socioambientais existentes e na valorização dos resíduos sólidos, por meio da geração de emprego e renda.

Instrumentos

Entre os principais instrumentos instituídos pela PNRS, comparados pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, aos já aplicados pela União Europeia, destacam-se:

  • Os planos de resíduos sólidos;
  • Inventários e o sistema declaratório anual de resíduos sólidos;
  • Coleta seletiva,
  • Os sistemas de logística reversa e outras ferramentas relacionadas à implementação da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos;
  • Incentivo a cooperativas de catadores;
  • Monitoramento e a fiscalização ambiental, sanitária e agropecuária;
  • Cooperação técnica e financeira entre os setores público e privado para o desenvolvimento de pesquisas de novos produtos, métodos, processos e tecnologias de gestão, reciclagem, reutilização, tratamento de resíduos e disposição final ambientalmente adequada de rejeitos;
  • Educação ambiental.

Responsabilidade do cidadão

A responsabilidade de cada cidadão na hora de jogar o lixo fora segue importante. A professora e pesquisadora do Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília (CDS/UnB), Izabel Zaneti, afirmou que o trabalho de coleta e reciclagem é cada vez mais importante.

“Os resíduos estão crescendo em quantidade e complexidade”, destacou, ao lembrar dos resíduos de aparelhos eletrônicos, como as baterias dos telefones celulares e outros materiais que contém metais pesados de alto impacto ambiental.

A lei dos resíduos sólidos proíbe a existência de lixões e determina a criação de aterros para lixo sem possibilidade de reaproveitamento ou de decomposição (matéria orgânica). Nos aterros, que poderão ser formados até por consórcios de municípios, será proibido catar lixo, morar ou criar animais. As prefeituras poderão ter recursos para a criação de aterros, desde que aprovem nas câmaras de vereadores uma lei municipal criando um sistema de reciclagem dos resíduos.

O governo pretende investir R$ 1,5 bilhão em projetos de tratamento de resíduos sólidos, na substituição de lixões e implantação da coleta seletiva e no financiamento de cooperativas de catadores. A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, informou que R$ 1 bilhão já estão previstos no Orçamento de 2011 e que R$ 500 milhões virão da Caixa Econômica Federal.

As linhas de crédito poderão financiar a elaboração de planos estaduais e municipais de resíduos sólidos e cooperativas de catadores. “O dinheiro irá para prefeituras, catadores, estados, para todos aqueles que são objeto de financiamento pelo setor público. Às vezes, o municípios tem o projeto do aterro, mas não tem o dinheiro para fazer o estudo de impacto ambiental”, lembrou a ministra.”

Matéria  e foto do portal EcoDesenvolvimento.org

Fonte Original: http://www.ecodesenvolvimento.org.br/noticias/politica-nacional-de-residuos-solidos-e-sancionada


Políticos e internet ou Evitando dar um tiro no próprio pé

12 julho, 2010

O assunto do momento: A partir de AMANHÃ, 13 de julho, começa oficialmente a corrida eleitoral, incluindo, pela primeira vez de maneira quase que totalmente liberada, o uso da internet na caça aos votos.

A campanha via internet traz muitas vantagens sobre os tradicionais métodos de conquista de eleitores.

Em primeiro lugar, é uma campanha LIMPA. Limpa no sentido de que não espalha papel pelas ruas ou suja muros com pixações contra ou a favor qualquer candidato.

Depois, é uma campanha que não agride o eleitor em sua privacidade. Ele tem a oportunidade de ler as propostas dos candidatos SE QUISER, e QUANDO QUISER, ao contrário dos infames carros de som, que desta vez estão impedidos de rodar “nas proximidades de escolas, hospitais e sedes do poder Executivo e Legislativo da União, Estados e municípios”.

Além disso, a campanha online permite o feedback imediato dos eleitores, apoiando ou rejeitando as propostas ou posições dos candidatos. Isso, bem administrado, é informação preciosa e pode redefinir os rumos de toda uma campanha.

Outra vantagem é que a campanha na internet é muito mais barata do que  suas versões anteriores. Isso não quer dizer que “qualquer um pode fazer, e por isso será ‘de graça’ “. Pelo contrário. Você, candidato, quer uma campanha bem feita? Invista nela. Contrate profissionais competentes  e que não lhe deixem na mão na hora H.

Administrar pessoalmente uma conta no twitter é louvável, mostra interesse pessoal nos “seguidores”, mas… pode ser a maneira mais eficiente de dar um tiro no próprio pé. Uma frase mal colocada, na hora do sufoco, da raiva ou de cabeça quente pode gerar um efeito em cadeia de dimensões inimagináveis.

Tenho acompanhado twitters de diversos políticos, e, invariavelmente clico no botão de unfollow (deixar de seguir) por não aguentar as tolices que são ditas. Certamente com boa intenção, mas sem orientação, muitos políticos estão dissolvendo seu potencial uso da internet para conquistar votos em um mar de bobagens ditas sem pensar.

Pensando nisso, a Consultic, que tem em sua equipe profissionais envolvidos de maneira teórica e prática com as tecnologias da informação e comunicação, oferece o serviço de criação e gerenciamento de blogs e redes sociais para candidatos a cargos políticos. Isso não significa que a equipe da Consultic irá twittar pelo candidato ou fazer as postagens dos blogs, mas que irá dar ASSESSORIA E CONSULTORIA, além de monitorar as reações do público à campanha.

Ficou interessado? Leia mais e faça contato: ilheus.consultic@gmail.com


A área da Tecnologia da Informação no novo Congresso Nacional.

17 fevereiro, 2010

Queiramos ou não neste ano teremos eleições.

E gostemos ou não iremos nos deparar com debates políticos em nossas empresas e em nossos lares.

Muitos de nós (brasileiros) somente nos atemos para tratar de política nos anos (ou se possível) meses antes das eleições. E é por este motivo que nós mesmos nos classificamos como um povo pouco politizado.

Estamos vivendo uma época na qual a quantidade de escândalos e falcatruas políticas denunciadas amplia ainda mais a antipatia popular para o tratamento deste assunto.  O que é péssimo. Isto porque quando quem pode fiscalizar ou corrigir deixa de participar ou interferir, permitindo assim que os desonestos e aproveitadores atuem com mais conforto e com maiores chances de sucesso.

Não podemos esquecer que vivemos em uma democracia. Regime no qual é o próprio cidadão que elege os seus governantes políticos.  Protestávamos (na época da ditadura militar) contra a falta de liberdade para eleger nossos legítimos representantes.  E agora nos incomoda a afirmação que foi o próprio povo que também elegeu os ladrões e os canalhas que vêm sendo denunciados atualmente.

Considerando ser universal o entendimento que é melhor prevenir do que remediar, se tivermos por propósito sanear o congresso nacional, é mais estratégico trabalharmos na seleção dos candidatos do que nos capacitarmos para punir os marginais.

O congresso visto pelo prisma popular é um saco de gatos com interesses diversos. Os políticos discursam possuir o mesmo objetivo de servir ao povo.  Porem se credenciam junto as suas  “bases eleitorais" para buscar este objetivo por trilhas distintas. 
Portanto mesmo aqueles que não passam a ficar à margem da decência e da correteza, podem trabalhar sem perder o objetivo de  “servir ao povo", defendendo interesses específicos das classes distintas que os elegeram.

Um exemplo claro e atual disto é  a luta pela reforma agrária onde se enxergam, separados, os grupos dos  “sem-terra" e dos  “latifundiários".  Todos brasileiros.

Porem ungidos pelo direito (dado por seus eleitores) para seguirem caminhos diferentes.  Dai a existência de diversos partidos. Dai o lobismo. Dai a necessidade do cidadão eleitor, identificar antes das eleições aqueles que se propõem a representá-los com fidelidade quando da elaboração de leis, projetos e políticas públicas.

Portanto, seguindo os exemplos dos latifundiários, dos "sem terra", dos banqueiros, dos industriais, dos grandes comerciantes e dos educadores, nós da Tecnologia da Informação devemos também nos preocupar em identificar, entre os atuais candidatos à cargos parlamentares, aqueles que se sensibilizam com os problemas afins à nossa área  e que se comprometem na busca de suas respectivas soluções.

Então, caros colegas atores da área da Tecnologia da Informação no Estado da Bahia, a hora é agora para lembrar o saudoso Vandré:

Vem vamos embora que esperar não é saber. Quem sabe faz a hora não espera acontecer.

Aguardo suas críticas mesmo que sejam discordantes.

Deraldo Pitombo

dpitombo@veloxmail.com.br