PREFEITURA E TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

14 março, 2011

Mais uma vez o assunto é TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO APLICADA À ADMINISTRAÇÃO PÚBICA MUNICIPAL.

Acredito que Ilhéus pode facilmente sair da Idade da Pedra em TI que se encontra, sem que sejam necessários altos investimentos.
Faço aqui um apelo ao nosso Prefeito no sentido de que determine a alguém da sua equipe que faça um estudo do que é oferecido no Portal SPB – Software Público Brasileiro, em: http://www.softwarepublico.gov.br/ .

Quem sabe poderemos encontrar lá muita coisa que o nosso município necessita e que hoje utiliza pagando valores expressivos. Custa muito pouco fazer o que estamos propondo.
Na realidade este apelo e conselho são dirigidos a todos os Prefeitos da nossa região e vale aqui ressaltar que quando são utlizados softwares livres, deixamos de pagar os altos custos de licenças e aquisições de softwares proprietários, como muito bem colocado na notícia a seguir.

Carlos da Silva Mascarenhas
carlos.consultic@gmail.com

Cerca de 770 prefeituras utilizam programas do portal Software Público Brasileiro

Os programas disponibilizados no portal Software Público Brasileiro (SPB) estão revigorando a administração pública de pequenos municípios que começam a abandonar métodos antigos de trabalho por um modelo de gestão mais eficiente e de qualidade. No lugar de papéis, carimbos e assinaturas, a escolha agora é por soluções digitalizadas e compatíveis com as atividades de cada prefeitura. E o que é melhor: sem gastar quase nada.

Esse cenário já é uma realidade em pelo menos 770 cidades que utilizam o programa de apoio tecnológico Comunidade, Conhecimento, Colaboração e Compartilhamento dos Municípios Brasileiros (4CMBr), coordenado pela Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento (SLTI/MP). O objetivo desse canal é reforçar o intercâmbio entre a secretaria e órgãos municipais na troca de experiências tecnológicas.

O 4CMBr está hospedado no SPB e foi desenvolvido para atender exclusivamente prefeitos, gestores e servidores públicos que atuam nesta área. Uma vez associado ao portal, é possível baixar, copiar e até alterar o código das soluções, de forma a adaptá-las a necessidade e estrutura de cada unidade. Já são 2.968 usuários cadastrados até agora, usufruindo das funções de 45 softwares, como o i-educar (centraliza informações do sistema educacional), o e-cidade (integração informatizada dos órgãos municipais), o e-nota (para emissão de notas fiscais eletrônicas) e o e-iss (modernização da gestão tributária).

“A ideia é oferecer oportunidades de acesso a ferramentas que possam aperfeiçoar a gestão das prefeituras, reduzindo custos de licença e aquisições de softwares proprietários, o que certamente resultará na melhoria do processo interno e de atendimento ao cidadão”, explica a secretária Glória Guimarães.
A receita que leva a esse resultado é simples. No portal, todas as aplicações disponíveis são utilizadas gratuitamente. O usuário/programador que cria ou modifica um programa beneficia toda a comunidade do 4CMBr, já que o acordo pactuado é exatamente o de usufruir e dividir conhecimentos, de forma que todos os membros promovam o desenvolvimento tecnológico em seus municípios. Em dezembro do ano passado, ofício editado pela SLTI institucionalizou essa relação, estimulando uma nova tendência de oferta de software público.

A secretaria também acaba de criar um subgrupo nesta comunidade virtual para atender aos 100 primeiros municípios beneficiados pelo Plano Nacional de Banda Larga. “Com a expansão desse tipo de conexão, as soluções do 4CMBr poderão ser mais bem exploradas, devido à velocidade proporcionada por essa tecnologia”, completa.

Para se cadastrar, os interessados devem acessar o endereço eletrônico http://www.softwarepublico.gov.br/4cmbr, clicar em “associar-se” no canto superior esquerdo da página e preencher um formulário. Com isso haverá acesso aos programas, informações e notícias sobre as aplicações de TI para os municípios.

Política pública de TI muda realidade dos municípios
Exemplos do que esse modelo significa para os municípios não faltam. O contador da Prefeitura de Juramento/MG, Luciano Neres Rodrigues, lembra que antes de associar-se ao 4CMBr tinha uma despesa mensal de R$ 3 mil com sistemas informatizados. Agora, ao ter migrado todas informações dos serviços da administração para o e-cidade, ele não precisa gastar mais do que R$ 140, valor que é pago ao servidor de internet. O trabalho também não é mais interrompido. “Antes, se faltasse energia na prefeitura, tudo parava. Isso já não é mais problema, pois agora posso fazer em casa, já tenho acesso ao sistema de meu computador”, acrescenta.

Juramento tem quatro mil habitantes e a prefeitura, apenas 20 terminais. Apesar da pequena estrutura, Rodrigues se diz gratificado por já ter repassado sua experiência a administrações de outras cidades, como Iracema/RR: “Já recebi aqui muitos gestores, que vêm conhecer a base de nosso sistema. Essa ação do governo federal nos trouxe a garantia de que podemos confiar nas tecnologias da informação, sem incorrer em grandes riscos”. Além do e-cidade, outros programas em uso pelo contador mineiro são o e-note e o e-ISS.

A opinião dele é compartilhada pelo secretário de Administração da Prefeitura de Pacajá, no sul do Pará, Paulo Rocha dos Santos. Mais recente na comunidade, ele conta que no ano passado baixou o i-educar e o e-cidade. “Vivemos hoje um outro momento, com todo o processo de documentação sistematizado”, informa, ao relatar que aderiu ao 4CMBr por causa do módulo patrimonial/protocolo. “Tínhamos muitos problemas com o fluxo de papéis, como quem recebeu? quem retirou? onde está?. Essa dor de cabeça simplesmente desapareceu”.

Segundo Santos, a ordem agora é avançar em outras soluções. “Estamos nos preparando para implantar o software que atende o almoxarifado, materiais, compras e licitação. Para alcançarmos os resultados que buscamos, o futuro exige essa ferramenta”, diz. O paraense sugere a ampliação do fórum de discussão no portal: “Nossa maior dificuldade é o treinamento do pessoal. Como a cultura do software livre é maior no Sul do país, as conversas com os demais membros é a nossa principal fonte de informação”.

Do Nordeste, mais especificamente da prefeitura de Arapiraca/AL e há dois anos como membro da comunidade, o coordenador de TI, Lucas Leão, destaca o avanço nas matrículas escolares da rede pública com o i-educar: “Corrigimos algumas fórmulas de cálculo e telas desse software para adequar ao nosso tamanho. Essa flexibilidade é um dos pontos positivos da política do 4CMBr”. Hoje, 90% dos computadores (são 1.600 no total) dos órgãos da prefeitura, que mantém seis mil funcionários, operam com soluções de códigos abertos.

O coordenador lembra que, há quatro anos, a administração de sua cidade tinha um orçamento de R$ 2 milhões para TI, sendo que apenas com soluções de proprietários deveriam ser gastos cerca de R$ 700 mil, o que tornaria o investimento inviável. A saída foi lançar mão dos programas do portal do Software Público. “Hoje, as soluções desenvolvidas pela comunidade estão tão incorporadas no nosso dia a dia que já não fazemos levantamentos sobre custos. O dinheiro que deixou de ser desembolsado com sistemas vai agora para a compra de equipamentos”, afirma.

Leão dá um conselho aos municípios que ignoram esse método de compartilhamento e acreditam que o portal deveria resolver todos os problemas de informatização: “O espaço criado pelo 4CMBr tem a função de aglutinar conhecimentos bem sucedidos, de firmar um intercâmbio entre as prefeituras e o governo federal. Essa ação jamais substituirá uma política de TI. Quem espera isso está equivocado”.


Fonte: Portal de Governo Eletrônico do Brasil – http://www.governoeletronico.gov.br/
Data: 14 de março de 2011


PREFEITURA DE ILHÉUS E A CIBERFOBIA

4 março, 2011

Mais uma vez volto a falar sobre este assunto, esperando que um antigo ditado, mais uma vez, seja confirmado: “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”.

Apesar das minhas constantes críticas e sugestões, a nossa “vergonha cibernética” continua, pois a home page da Prefeitura Municipal de Ilhéus, que tem o endereço www.ilheus.ba.gov.br teve a sua última atualização feita em 15.12.2010. E fico imaginando um Empresário que pensa em investir em Ilhéus e acessa a página da Prefeitura para obter algumas informações. Pode até desistir de investir na nossa cidade.

Por outro lado, a página da TRANSPARÊNCIA ILHÉUS, em http://transparencia.ilheus.ba.gov.br/ , que durante algum tempo cumpriu o seu papel, e que inclusive é uma exigência legal; de uma hora para outra começou a dar problema e agora quando acessamos a área de despesas, exatamente aquela que devemos fiscalizar, dá a seguinte mensagem:

“ERRO FATAL. O seguinte erro fatal foi detectado na execução do procedimento: ERRO AO CONECTAR O BANCO”. ??????????

Ando buscando as razões para este nosso atraso tecnológico…

Pelo grande volume de recursos que a Prefeitura de Ilhéus tem investido em Tecnologia da Informação, tenho absoluta certeza de que não é a falta de dinheiro. Também não é falta de pessoal especializado, pois a UESC tem formado um grande número de Cientistas da Computação, e este pessoal tem desenvolvido excelentes trabalhos em empresas da região.

Pesquisando um pouco mais sobre o assunto, descobri que o problema pode não ser tecnológico e que pode tratar-se de um problema médico. Vejam a seguir o que publicou Rosângela Oliveira em http://www.parana-online.com.br.

“Um dos casos mais recentes de fobia – ligado à vida moderna – é a chamada ciberfobia, em que pessoas enfrentam estresse desnecessário ao entrar em contato com computadores ou outros equipamentos eletrônicos. Para esse e outros casos de fobia, somente um tratamento psiquiátrico e psicológico pode acabar com o problema.

Segundo Luiz Leite, 90% dos pacientes conseguem resultados significativos em dez semanas de tratamento. Nos casos mais graves, é preciso aplicar medicação para baixar a ansiedade, mas ele garante que todos conseguem acabar ou diminuir os sintomas. Ele destaca que as pessoas precisam se despir dos preconceitos e procurar ajuda. “Essa é uma possibilidade de mudar sua vida e acabar com um problema que pode estar atrasando sua vida pessoal ou profissional”, finalizou.”

Será que a equipe dirigente da nossa Prefeitura sofre de CIBERFOBIA?

Quem sabe a Secretaria de Saúde não resolve definitivamente o problema de informática da Prefeitura Municipal de Ilhéus?

Carlos da Silva Mascarenhas

carlos.consultic@gmail.com

 


Mais um questionamento sobre a Prefeitura Municipal de Ilhéus e Tecnologia da Informação

22 fevereiro, 2011

Que houve uma sensível melhoria nos serviços de informática da Prefeitura Municipal de Ilhéus, principalmente na área de Tributos, isto ninguém, em sã consciência, pode negar. O que se pode e deve discutir é a forma de contratação dos serviços de TI – Tecnologia da Informação, e o preço que está sendo pago por estes serviços. E isto passo a fazer aqui neste post.

Como pode ser visto no Portal da Transparência de Ilhéus em http://transparencia.ilheus.ba.gov.br/ , que não me canso de aconselhar todos visitem, se possível diariamente; no dia 21.01.2011 a Prefeitura pagou à E&L Produções de Softwares LTDA., a importância de R$ 36.500,00 (trinta e seis mil e quinhentos reais) referente à locação de softwares durante o mês de novembro/2010, para uso nos setores de: recursos humanos, tributos, protocolo, almoxarifado, patrimônio, contabilidade e compras/licitações, conforme Termo de DISPENSA de Licitação número 001/2010. Se anualizarmos esta despesa teremos então um dispêndio anual da ordem de R$ 438.000,00 (quatrocentos e trinta e oito mil reais), só com a locacão destes softwares

Cabe aqui ressaltar que a E&L, é uma Empresa com sede na cidade de São Martins-ES., e que a Prefeitura de Ilhéus, além das despesas de locação do software, deve pagar também, não tenho certeza, despesas de viagem e hospedagem dos técnicos da E&L, quando aqui vêem dar manutenção nos sistemas, e treinamento ao pessoal da PMI.

Tendo em vista as informações acima explicitadas, apresento a seguir, algumas considerações que acredito deveriam ser objeto de análise do nosso Prefeito e sua equipe:

1. Será que temos uma justificativa realmente robusta para explicar a dispensa de licitação para a contratação de um serviço/software para o qual temos um grande número de fornecedores no mercado regional e nacional?

2. Será que o pessoal da área de Tecnologia da Informação do CEPEDI ou da nossa UESC, não poderia desenvolver um Sistema a custos bem mais baixos, com a vantagem do dinheiro investido circular aqui mesmo na nossa região e com custos bem menores de manutenção?

3. Será que o preço que a Prefeitura de Ilhéus está pagando é um preço realmente justo e condizente com o mercado e com o escopo do Sistema?

4. Será que não é hora da Prefeitura de Ilhéus começar a ver TI – Tecnologia da Informação como um recurso realmente estratégico, que pode diminuir custos, melhorar a qualidade dos serviços prestados à população e resolver o problema de forma global, fazendo um Planejamento Integrado para os seus Sistemas de Informação e Comunicação? Não se deve esquecer o Projeto de Cidade Digital ara a nossa cidade.

Aproveitando a oportunidade, gostaria de lembrar que a Home Page da Prefeitura continua sendo uma vergonha para o nosso município, e que não usar este moderno meio de comunicação é uma prova até de burrice, e também de dizer ao nosso Prefeito Newton, a quem admiro e respeito, que o meu objetivo ao ser algumas vezes até duro nas críticas que faço à sua gestão, tem o único objetivo de ajudá-lo a melhor administrar a nossa cidade, até porque, como filiado ao PT – Partido dos Trabalhadores, me sinto também responsável pelos erros que algumas vezes são cometidos.

Carlos da Silva Mascarenhas

Economista, Ilhéense e filiado ao Partido dos Trabalhadores