100.000 usuários válidos no Portal do Software Público

8 abril, 2011

A SLTI – Secretaria de Logistica e Tecnologia da Informação, que é ligada ao Ministério de Planejamento do Governo Federal,  divulgou hoje que está comemorando a marca de 100.000 usuário válidos que  utilizam o PORTAL DO SOFTWARE PÚBLICO que completará quatro anos de existência no dia 12.04.2011..

Pela importância deste marco, decidimos publicar aqui no Blog da CONSULTIC e-mail que nos foi enviado, e no qual o pessoal do Portal, além de contar um pouco da sua história, e de informar o conteúdo hoje disponível, explicita os planos para o futuro.

Acreditamos que vale a pena a leitura  do texto que vai a seguir e uma visita ao portal que tem o endereço: www.softwarepublico.gov.br .

Carlos da Silva Mascarenhas

O Portal do Software Público superou nesta sexta-feira a marca de 100.000 usuários válidos, antes mesmo de alcançar 4 anos de existência no dia 12/04/2011. O anúncio foi realizado durante o Congresso Medetel, evento de telemedicina que ocorre na cidade de Luxemburgo. A SLTI-Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação prevê uma série de entrevistas, depoimentos e novidades para comemorar o alcance das 100.000 pessoas.

A primeira ação trata de um selo comemorativo para registrar a marca dos 100.000 usuários, que servirá de base para uma campanha de disseminação do Portal SPB para sociedade(conheça a marca na página principal do Portal. A campanha será organizada quando o Portal alcançar o número de 50 soluções disponibilizadas. A intenção será agrupar essas duas informações – 50 soluções e 100.000 pessoas – para uma ação de maior divulgação do Portal na rede.
As soluções disponibilizadas no Portal estão em todas as regiões do país, como por exemplo o e-cidade que foi instalado na cidade mais ao norte do Brasil, Uiramutã-RR com apoio da cidade de Juramento-MG e do CACIC que movimenta empresas na prestação de serviços na cidade de Porto Alegre-RS. Ao mesmo tempo o i-Educar avança na região Nordeste, com o caso exemplar de Arapiraca-AL e em pequenas cidades do estado de Santa Catarina, como a experiência de Içara. O Geplanes tem casos de uso no governo do estado de Minas Gerais e no próprio Ministério do Planejamento, em Brasília-DF. O Provinha Brasil na cidade de Guarulhos-SP e o Sistema de Gestão de Frotas em Fortaleza-CE. A coordenação informa que hoje existem casos de uso em todos os estados brasileiros e que a intenção é alcançar futuramente todas as cidades do país.

Criado em 12 de abril de 2007, o portal do SPB já conta com 48 soluções voltadas para diversos setores. Os serviços disponíveis são acessados até por outros países, como Uruguai, Argentina, Portugal, Venezuela, Chile e Paraguai. Para a SLTI, o portal já se consolidou como um ambiente de compartilhamento de softwares. Isso resulta em uma gestão de recursos e gastos de informática mais racionalizada, ampliação de parcerias e reforço da política de software livre no setor público.

Entre as comunidades mais ativas estão o CACIC-Coletor Automático de Informações Computacionais, que verifica informações sobre hardware e software nos computadores, o Ginga (soluções para TV Digital Brasileira), o Sistema de Gestão Escolar i-Educar, além do e-cidade: sistema de gestão para municípios e programas na área da saúde, educação, meio ambiente e gerenciamento de contratos.
A Dataprev, O Banco do Brasil e a Caixa Econômica são as instituições que mais disponibilizaram soluções, juntas somam 9 softwares. A Dataprev foi a pioneira, ao liberar já em 2005 o CACIC, considerado o primeiro software livre do governo federal, em seguida disponibilizou o COCAR e o Sistema de Atendimento Livre-SGA Livre. A CAIXA começou com o Bilhetador de Impressão Curupira, depois o Minuano e no próximo mês o Avaré. O Banco do Brasil lançou o Apoena, que foi seguido do emulador PW3270 e do Koruja.

O ambiente se caracteriza por oferecer mais de uma solução para um tipo de aplicação. Neste caso o destaque vai para as distribuições livres da área educacional com o Linux Educacional, o Pandorga e o Educatux. Os desenvolvedores de software também são beneficiados com os frameworks disponibilizados, dentre eles o MDArte, o OPenACS, o CORTEX e o JAGUAR.

O segmento que mais recebe soluções é o municipal, pelo menos 15 soluções podem ser aplicadas diretamente nos municípios. Em decorrência desse fato foi criado um ambiente dedicado para o diálogo com os municípios: o 4CMBr.

Em 2008 foi lançado o Mercado Público Virutal, um ambiente para que os prestadores de serviços de cada solução pudessem ser conhecidos, uma espécie de Guia de Serviços. Hoje todas as soluções liberadas no Portal SPB contam com um prestador de serviço que pode ser acessado de dentro da própria comunidade ou pelo endereço www.mercadopublico.gov.br. São mais de 500 prestadores de serviço registrados, que já geraram contratos e convênios, além do crescente aumento de receita anual.

Quando completou dois anos, em 2009, o Portal SPB contava com 40.000 usuários, fato registrado na edição especial da Revista InfoBrasil. Isto significa que quase no mesmo tempo – 2 anos – o Portal atraiu 50% de pessoas a mais. Este fenômeno de crescimento foi retratado em pesquisa e diversos artigos científicos, coordenados pela profa. Christiana Freitas da UNB.

Ainda em 2009 a iniciativa ganhou um slogan "Software Público: Soluções em Tecnologia da Informação ao Alcance de Todos", e no mesmo ano, uma campanha de divulgação organizada pelo Ministério do Planejamento que atingiu todo território nacional por rádio, jornal e internet, além da organização do maior evento de TI para os municípios. Nesta mesma época foi aprovado como um dos projetos de FLOSS a ser acompanhado até 2020 pelo Open World Forum e premiado na edição de 2009 como a melhor experiência mundial para o desenvolvimento de FLOSS no setor público.

Em 2010, conseguiu o apoio e reconhecimento do PNUD-Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento com o propósito de difundir o modelo brasileiro para os países da América Latina e Caribe e alcançou o apoio de 21 países da região, sob a liderança do CLAD-Centro Latinoamericano de Administração para o Desenvolvimento, por meio do Consenso de Buenos Aires.

No ano de 2011 com a publicação da Instrução Normativa do SPB, a IN01/2011, o modelo do software público alcançou maior institucionalidade no governo e amparo na sociedade, além de cumprir a missão de reforçar o papel do software livre na política do governo federal. Com a IN 01/2011 o modelo começa a ganhar maior definição e solidez, decorrente do lançamento conjunto da Licença Pública de Marca-LPM, que é justamente uma das inovações criadas pelo modelo brasileiro.

Pouca gente sabe, mas o início da construção do modelo do software público começou no ano de 2005, apresentado em artigo hoje considerado como parte do histórico da experiência brasileira. O documento descreve as implicações da disponibilização do Sistema de Inventário de Hardware e Software, o CACIC, desenvolvido pela Dataprev e que se tornou um marco por ser o primeiro software livre do governo federal disponibilizado para sociedade, de acordo com as prerrogativas legais brasileiras. O artigo recebeu o título "Materialização do Conceito de Software Público: Iniciativa CACIC".  Brasil seu futuro é agora !


PREFEITURA E TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

14 março, 2011

Mais uma vez o assunto é TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO APLICADA À ADMINISTRAÇÃO PÚBICA MUNICIPAL.

Acredito que Ilhéus pode facilmente sair da Idade da Pedra em TI que se encontra, sem que sejam necessários altos investimentos.
Faço aqui um apelo ao nosso Prefeito no sentido de que determine a alguém da sua equipe que faça um estudo do que é oferecido no Portal SPB – Software Público Brasileiro, em: http://www.softwarepublico.gov.br/ .

Quem sabe poderemos encontrar lá muita coisa que o nosso município necessita e que hoje utiliza pagando valores expressivos. Custa muito pouco fazer o que estamos propondo.
Na realidade este apelo e conselho são dirigidos a todos os Prefeitos da nossa região e vale aqui ressaltar que quando são utlizados softwares livres, deixamos de pagar os altos custos de licenças e aquisições de softwares proprietários, como muito bem colocado na notícia a seguir.

Carlos da Silva Mascarenhas
carlos.consultic@gmail.com

Cerca de 770 prefeituras utilizam programas do portal Software Público Brasileiro

Os programas disponibilizados no portal Software Público Brasileiro (SPB) estão revigorando a administração pública de pequenos municípios que começam a abandonar métodos antigos de trabalho por um modelo de gestão mais eficiente e de qualidade. No lugar de papéis, carimbos e assinaturas, a escolha agora é por soluções digitalizadas e compatíveis com as atividades de cada prefeitura. E o que é melhor: sem gastar quase nada.

Esse cenário já é uma realidade em pelo menos 770 cidades que utilizam o programa de apoio tecnológico Comunidade, Conhecimento, Colaboração e Compartilhamento dos Municípios Brasileiros (4CMBr), coordenado pela Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento (SLTI/MP). O objetivo desse canal é reforçar o intercâmbio entre a secretaria e órgãos municipais na troca de experiências tecnológicas.

O 4CMBr está hospedado no SPB e foi desenvolvido para atender exclusivamente prefeitos, gestores e servidores públicos que atuam nesta área. Uma vez associado ao portal, é possível baixar, copiar e até alterar o código das soluções, de forma a adaptá-las a necessidade e estrutura de cada unidade. Já são 2.968 usuários cadastrados até agora, usufruindo das funções de 45 softwares, como o i-educar (centraliza informações do sistema educacional), o e-cidade (integração informatizada dos órgãos municipais), o e-nota (para emissão de notas fiscais eletrônicas) e o e-iss (modernização da gestão tributária).

“A ideia é oferecer oportunidades de acesso a ferramentas que possam aperfeiçoar a gestão das prefeituras, reduzindo custos de licença e aquisições de softwares proprietários, o que certamente resultará na melhoria do processo interno e de atendimento ao cidadão”, explica a secretária Glória Guimarães.
A receita que leva a esse resultado é simples. No portal, todas as aplicações disponíveis são utilizadas gratuitamente. O usuário/programador que cria ou modifica um programa beneficia toda a comunidade do 4CMBr, já que o acordo pactuado é exatamente o de usufruir e dividir conhecimentos, de forma que todos os membros promovam o desenvolvimento tecnológico em seus municípios. Em dezembro do ano passado, ofício editado pela SLTI institucionalizou essa relação, estimulando uma nova tendência de oferta de software público.

A secretaria também acaba de criar um subgrupo nesta comunidade virtual para atender aos 100 primeiros municípios beneficiados pelo Plano Nacional de Banda Larga. “Com a expansão desse tipo de conexão, as soluções do 4CMBr poderão ser mais bem exploradas, devido à velocidade proporcionada por essa tecnologia”, completa.

Para se cadastrar, os interessados devem acessar o endereço eletrônico http://www.softwarepublico.gov.br/4cmbr, clicar em “associar-se” no canto superior esquerdo da página e preencher um formulário. Com isso haverá acesso aos programas, informações e notícias sobre as aplicações de TI para os municípios.

Política pública de TI muda realidade dos municípios
Exemplos do que esse modelo significa para os municípios não faltam. O contador da Prefeitura de Juramento/MG, Luciano Neres Rodrigues, lembra que antes de associar-se ao 4CMBr tinha uma despesa mensal de R$ 3 mil com sistemas informatizados. Agora, ao ter migrado todas informações dos serviços da administração para o e-cidade, ele não precisa gastar mais do que R$ 140, valor que é pago ao servidor de internet. O trabalho também não é mais interrompido. “Antes, se faltasse energia na prefeitura, tudo parava. Isso já não é mais problema, pois agora posso fazer em casa, já tenho acesso ao sistema de meu computador”, acrescenta.

Juramento tem quatro mil habitantes e a prefeitura, apenas 20 terminais. Apesar da pequena estrutura, Rodrigues se diz gratificado por já ter repassado sua experiência a administrações de outras cidades, como Iracema/RR: “Já recebi aqui muitos gestores, que vêm conhecer a base de nosso sistema. Essa ação do governo federal nos trouxe a garantia de que podemos confiar nas tecnologias da informação, sem incorrer em grandes riscos”. Além do e-cidade, outros programas em uso pelo contador mineiro são o e-note e o e-ISS.

A opinião dele é compartilhada pelo secretário de Administração da Prefeitura de Pacajá, no sul do Pará, Paulo Rocha dos Santos. Mais recente na comunidade, ele conta que no ano passado baixou o i-educar e o e-cidade. “Vivemos hoje um outro momento, com todo o processo de documentação sistematizado”, informa, ao relatar que aderiu ao 4CMBr por causa do módulo patrimonial/protocolo. “Tínhamos muitos problemas com o fluxo de papéis, como quem recebeu? quem retirou? onde está?. Essa dor de cabeça simplesmente desapareceu”.

Segundo Santos, a ordem agora é avançar em outras soluções. “Estamos nos preparando para implantar o software que atende o almoxarifado, materiais, compras e licitação. Para alcançarmos os resultados que buscamos, o futuro exige essa ferramenta”, diz. O paraense sugere a ampliação do fórum de discussão no portal: “Nossa maior dificuldade é o treinamento do pessoal. Como a cultura do software livre é maior no Sul do país, as conversas com os demais membros é a nossa principal fonte de informação”.

Do Nordeste, mais especificamente da prefeitura de Arapiraca/AL e há dois anos como membro da comunidade, o coordenador de TI, Lucas Leão, destaca o avanço nas matrículas escolares da rede pública com o i-educar: “Corrigimos algumas fórmulas de cálculo e telas desse software para adequar ao nosso tamanho. Essa flexibilidade é um dos pontos positivos da política do 4CMBr”. Hoje, 90% dos computadores (são 1.600 no total) dos órgãos da prefeitura, que mantém seis mil funcionários, operam com soluções de códigos abertos.

O coordenador lembra que, há quatro anos, a administração de sua cidade tinha um orçamento de R$ 2 milhões para TI, sendo que apenas com soluções de proprietários deveriam ser gastos cerca de R$ 700 mil, o que tornaria o investimento inviável. A saída foi lançar mão dos programas do portal do Software Público. “Hoje, as soluções desenvolvidas pela comunidade estão tão incorporadas no nosso dia a dia que já não fazemos levantamentos sobre custos. O dinheiro que deixou de ser desembolsado com sistemas vai agora para a compra de equipamentos”, afirma.

Leão dá um conselho aos municípios que ignoram esse método de compartilhamento e acreditam que o portal deveria resolver todos os problemas de informatização: “O espaço criado pelo 4CMBr tem a função de aglutinar conhecimentos bem sucedidos, de firmar um intercâmbio entre as prefeituras e o governo federal. Essa ação jamais substituirá uma política de TI. Quem espera isso está equivocado”.


Fonte: Portal de Governo Eletrônico do Brasil – http://www.governoeletronico.gov.br/
Data: 14 de março de 2011


John “Maddog” Hall na UESC

1 junho, 2009

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Como anunciamos num post anterior, aconteceu durante a tarde de hoje no Auditório Jorge Amado, na Universidade Estadual de Santa Cruz – UESC, a palestra “Software Livre na Educação – Um caminho para o futuro”, com John Maddog Hall, Diretor Executivo da Linux International.

Com Isamar Maia como intérprete, Maddog falou em inglês a uma platéia repleta de estudantes e interessados em TI por mais de duas horas. Apresentou, a partir de sua história pessoal, a história do Software Livre (SL), que não significa necessariamente ser livre de custos.

Segundo Maddog, “free” significa “in freedom”, ou seja, “em liberdade”, e não “grátis”. Essa liberdade está assim especificada: Liberdade de acesso ao código-fonte (Open Source); liberdade de, sabendo como funciona, modificar este código para atender necessidades específicas; liberdade de redistribuir o software com as modificações feitas. O usuário/colaborador do software livre só não tem a liberdade de limitar a liberdade dos outros em acessá-lo.

No SL, o cliente paga por serviços, e não por um produto fechado. Nesses serviços, se incluem: cópia e distribuição, integração, treinamento e redesign. “Abertura” é muito mais do que criar softwares. É a criação de padrões.

Respondendo ao questionamento que usualmente surge: “por que é ‘dado’? Não deve ser tão bom…” ele explica que os desenvolvedores são “amadores”. Mas “amadores” no sentido de  não receberem pelo que fazem, da mesma maneira que atletas olímpicos, que são considerados “amadores” apenas por não serem pagos para exercer sua atividade, mas são mais rápidos e melhores que quaisquer outros.

Maddog listou os pontos negativos do software fechado: Não se pode saber exatamente como ele funciona; caso o fabricante saia do mercado, o software simplesmente desaparece; para quem trabalha com pesquisas é  extremamente dificil conviver com estas restrições.

Na outra ponta da balança, as vantagens do Software Livre: Caminho para eliminar a pirataria; segurança nacional, tanto econômica quanto militar (que governo usa Microsoft nas suas operações militares?); garantia de longevidade do software, já que o próprio usuário (ou um qualquer desenvolvedor) pode continuar aperfeiçoando, independente de qualquer empresa que o tenha originado.

Maddog ainda deu outras informações sobre o SL, que não funciona apenas para Sistemas Operacionais, mas atende compiladores, interpretadores, web designers, sistemas office, ferramentas multimídia, etc.

Considerando que o público era a comunidade acadêmica, a palestra foi direcionada para os desafios de se estimular nas universidades o uso/desenvolvimento de SL. Maddog apresentou até um plano de trabalho para as universidades: Encontrar os alunos brilhantes,  incentivá-los a criar proposta para sistemas embutidos, selecionar as melhores propostas e oferecê-las a empresas, que certamente as executarão, e oferecerão emprego a esses estudantes que logo serão profissionais.

Ainda nesta visão acadêmica, ele apresentou o SAGU, software nacional, em português, gratuito, para gerenciamento de universidades (professores, espaço físico, equipamentos, rendimento dos estudantes, contabilidade, recursos humanos, entre outras áreas) que já foi traduzido para ser utilizado em instituições de língua espanhola e existem informações que na Alemanha um japonês está traduzindo para o inglês. [suspeita de piada!]. Sem piada, download aqui e maiores informações aqui.

Com muita simpatia e humor, John Maddog Hall insistiu em que a abertura do código fonte é absolutamente necessária para o pleno desenvolvimento de softwares por qualquer pessoa que deseje fazê-lo, e deu exemplos de jovens e adolescentes que começaram bem cedo e hoje estão não somente milionários, mas gerando muitos empregos para desenvolvedores, muitos mais do que grandes empresas de software fechado.

A Consultic partilha dessa opinião e torce pela disseminação da cultura do Software Livre no Brasil e no mundo, a começar entre nós. Isamar Maia e Carlos Pereira estão de parabéns pela iniciativa inédita em nossa região. Que venham outras!

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Carlão e Isamar

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Auditório lotado

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Isamar interpretando

(Fotos: Anabel Cavalcanti)


Palestra sobre Software Livre na UESC

22 maio, 2009

Acontece dia 1° de junho, às 14h no Auditório Jorge Amado, na Universidade Estadual de Santa Cruz – UESC, a palestra “Software Livre na Educação: Um caminho para o futuro” com Jon Maddog Hall, Diretor-Executivo da Linux International.

Maiores informações sobre o evento coordenado por Isamar Maia e pelo Prof. Carlos Pereira, através do e-mail carlao2005@gmail.com

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Numa atenção especial…

1 outubro, 2008

aos novos leitores, vindos do Blog dos Blogs da Costa do Cacau, o Prof. Carlão do Last Starfighter disponibilizou  em seu blog um vídeo trazendo o conceito de software livre, bem como um artigo escrito sobre o assunto.

O vídeo é realmente esclarecedor, vale à pena gastar 11 minutos para assistir e tomar uma posição acerca do software livre.

E para quem tem preguiça pouco tempo para ir a todos os links, transcrevemos um trecho aqui:

“O objetivo principal da Universidade não é a formação de um simples profissional “apertador de botões”, que só sabe trabalhar com um software específico, produzido por uma única empresa (a rigor, isto não se chama “profissional”; isto se chama “cliente”!). O objetivo principal da Universidade é, antes de tudo, a formação do cidadão crítico, consciente, capaz de pensar por si próprio; de forma complementar, busca-se a formação de um profissional completo, que realmente domine os conhecimentos fundamentais da sua profissão.

Quando uma disciplina utiliza um software proprietário como base de suas atividades, é simplesmente isso: um “uso”, uma “ferramenta”. O aluno aprende e exercita os conceitos através desta ferramenta, e é só. Alternativamente, se a disciplina baseia suas atividades em um Software Livre, um novo leque de oportunidades e possibilidades se abre para enriquecer a experiência dos alunos: pode-se ter acesso a versão completa do software, a mesma que está sendo utilizada “pra valer” ao redor do mundo, e não a uma simples versão educacional, “trial”, ou o que é pior, pirata; pode-se ter acesso a vários softwares diferentes, para estudar suas diferenças e comparar suas vantagens/desvantagens; pode-se ter acesso a uma quantidade enorme de material de referência, disponível gratuitamente na Internet; pode-se confiar que este material contém informações completas, já que não há segredos que serão disponibilizados apenas pela empresa proprietária do software, em materiais de referência também proprietários e vendidos a preço de ouro; para os mais curiosos, existe a possibilidade de estudar a própria implementação (código-fonte) do software – isto significa não apenas aprender a configurar e usar um certo recurso, mas sim como implementar na prática aquele recurso. Acima de tudo, existe a possibilidade de colaboração, de participação direta dos alunos no desenvolvimento do software, através da criação de novos materiais de referência, utilizando e reportando defeitos, ou até mesmo consertando defeitos. Em resumo, isto tudo significa verdadeiro acesso ao conhecimento.

Concluo, portanto, que a adoção do Software Livre é fundamental para se conseguir uma verdadeira ação educativa, com acesso irrestrito ao conhecimento. Nesse sentido, é necessária uma parceria entre professores e alunos no sentido de operacionalizar cada vez mais a adoção do Software Livre nas diversas disciplinas dos cursos de Ciências da Computação, e até mesmo de outros cursos.

Precisamos tomar uma decisão importante: queremos virar cidadãos críticos e profissionais completos, verdadeiros “cientistas da computação”, ou nos contentaremos apenas com a função de “clientes”, meros “apertadores de botões”?

A escolha é nossa!”