CIDADES INTELIGENTES

19 novembro, 2011

Repensar as nossas cidades é o primeiro passo para que possamos tornar o nosso planeta mais inteligente e desta forma melhor para que nele possamos viver.

Cezar Taurion que é economista, mestre em Ciências da Computação e gerente de Novas Tecnologias da IBM, afirma que “falar em melhorar as maneiras de como nosso mundo e nossas cidades funcionam é simples, mas difícil de colocar em prática. Porém, pode e deve ser feito”, e aponta no artigo que pode ser encontrado no link a seguir, os cinco passos que devem ser dados para que possamos tornar as nossas cidades mais inteligentes:  Cidades Inteligentes em 5 passos.

 

Carlos da Silva Mascarenhas

carlos.consultic@gmail.com

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ISO 9001 para pequenas empresas

28 outubro, 2011

Muito tem se falado sobre as pequenas empresas e a sua necessidade de certificação dentro das Normas do Sistema ISO, dentre as quais se destaca a ISO 9001,  que é uma norma que possibilita às empresas mensurar, monitorar e verificar a consistência de seus processos, que indicam que ela está capacitada para produzir bens e serviços de alta qualidade e aumentar a satisfação do cliente. A certificação permite que a empresa mantenha ou amplie as vantagens competitivas em relação às concorrentes, reduza falhas e perdas no processo produtivo e otimize a utilização dos recursos existentes. Os custos da operação se tornam menores e a empresa é vista como confiável pelo mercado.

Ronaldo Costa, que trabalha com qualidade desde 1999 e é autor do Qualiblogdá algumas explicações, reproduzidas  aqui com sua autorização:

1. Existe uma ideia de que ter um sistema de qualidade é algo que só é aplicável para grandes corporações. Essa ideia está correta?

Esse é um dos grandes mitos da ISO 9001. Até mesmo organizações com número bem pequeno de funcionários, como empresas familiares por exemplo, podem ter ISO 9001. A própria norma deixa isso claro em seu item 1.2: “Todos os requisitos desta Norma são genéricos e se pretende que sejam aplicáveis a todas as organizações, independente do seu tipo, do seu porte e do produto fornecem.”

Em muitos casos é até mais fácil implementar a ISO em uma pequena empresa do que em uma grande corporação, cujos processos são sempre mais complexos e possuem uma dinâmica muito mais elaborada.

2. Sistemas de qualidade são totalmente aplicáveis a empresas que tem sistemas de produção. Para empresas prestadoras de serviço também faz sentido implementar programas de qualidade?

O capítulo 3 da ISO 9001 esclarece que “Ao longo do texto desta Norma, onde aparecer o termo produto, este também pode significar serviço.” – Serviço e Produto são para a norma a mesma coisa, ou seja, o resultado de um processo.

Conceituando dessa forma, apesar das diferenças entre os dois fica mais fácil assimilar a adoção da ISO 9001 para empresas de serviços. Temos vários exemplos, como hotéis, clínicas, clubes de futebol… É perfeitamente possível implementar um Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) sobre serviços também.

3. Quais os principais benefícios que uma pequena empresa pode ter ao implantar a ISO 9001?

O principal é a melhora na organização interna das atividades, ganhos em agilidade pela padronização, economia pela redução de erros e desperdício, pois ela passa a ter mais controle sobre seus processos. Isso sem falar no ganho para a imagem da empresa, que se torna mais confiável e isso possibilita a conquista de novos clientes.

4. Em média, quanto custa e quanto tempo leva para uma pequena empresa conseguir a certificação?

O custo total da certificação pode variar bastante conforme a região e porte da empresa. É preciso considerar que há duas fases importantes nesse processo. A primeira é a implementação e só depois vem a certificação propriamente dita. Então devemos prever o custo como um todo.

Do início da implementação até obter o certificado a empresa irá demorar entre seis meses a um ano.

Cabe aqui um alerta aos pequenos empresários. É comum que se deixem seduzir por consultores independentes que cobram bem pouco mas que nem sempre farão um bom trabalho de implementação, o que vai comprometer a certificação. Antes de fechar um contrato assim, procurem se informar bem sobre o profissional.

5. Qual sua principal dica para o empreendedor que quer organizar a gestão da sua empresa e já pode ser aplicada rapidamente?

Procure conhecer os requisitos da ISO 9001 e entender quais se aplicariam em seu negócio, desenvolva uma visão da empresa através de processos e não setores e aprenda a usar gráficos indicadores para gerenciar esses processos. Isso vai facilitar muito para quando decidir implementar um SGQ, será meio caminho andado.


Nova Norma ISO para reduzir os impactos ambientais de produtos e serviços

29 setembro, 2011

Tradução livre do Press Release do Instituto ISO

Foi publicada uma nova Norma da família ISO 14000, projetada para ajudar as empresas a reduzir os impactos ambientais gerados por seus produtos e serviços.

 Cada produto ou serviço tem um impacto sobre o meio ambiente durante todas as fases do seu ciclo de vida, desde a extração de recursos até o fim da vida-processo. O objetivo do ecodesign [concepção ecológica] é integrar aspectos ambientais no projeto e desenvolvimento de produtos e serviços, de modo a reduzir seus impactos ambientais e melhorar continuamente seu desempenho ambiental em todo o seu processo. O resultado: produtos e serviços “limpos” e um planeta mais verde.

A recém-publicada ISO 14006:2011, Sistemas de gestão ambiental – Diretrizes para a incorporação de concepção ecológica, traz toda orientação sobre a incorporação de ecodesign que pode ser utilizada em qualquer sistema de gestão ambiental, qualidade ou similar.

pegada de folha

A nova norma vai ajudar as organizações a estabelecer, documentar, implementar, manter e melhorar continuamente sua gestão de ecodesign como parte de um sistema de gestão ambiental (SGA) e se aplica aos aspectos ambientais dos produtos de uma organização e / ou serviços sobre os quais tem controle ou influência.

 

 

Vantagens da incorporação do ecodesign:

 

  • Benefícios econômicos, por exemplo, através do aumento da competitividade, redução de custos e a atração de financiamento e investimentos
  • Promoção da inovação e criatividade, e identificação de novos modelos de negócio
  • Redução do passivo através da redução dos impactos ambientais e melhor conhecimento do produto
  • Melhoria na imagem pública do produto/serviço
  • Melhoria da motivação dos funcionários.

 

 

Martin Carta, relator do grupo de trabalho responsável pela ISO 14006, comenta: “O novo padrão foi desenvolvido para ajudar as organizações a implementar a concepção ecológica de uma forma flexível e prática. O objetivo é que as organizações usem estes princípios, a fim de projetar e desenvolver produtos e serviços mais avançados, rentáveis e sustentáveis. “

ISO 14006:2011 é aplicável a qualquer organização, independentemente da sua dimensão, localização geográfica, cultura ou complexidade de seus sistemas de gestão, e não importa quão simples ou complexos sejam os serviços ou produtos.

A nova norma se destina a ser usado principalmente pelas organizações que já têm implementado um SGA de acordo com a ISO 14001, ou têm um sistema de gestão de qualidade de acordo (SGQ) ISO 9001. Também pode ser útil para outras organizações sem um SGA formal ou SGQ, mas que estão interessados em reduzir os impactos ambientais advindos de seus produtos.

 

A Equipe da CONSULTIC já está estudando a nova Norma, e ainda durante o ano de 2011 já poderá assessorar as Empresas que desejem incorporar as diretrizes da ISO 14006 aos seus Sistemas de Gestão da Qualidade e Ambiental.


100.000 usuários válidos no Portal do Software Público

8 abril, 2011

A SLTI – Secretaria de Logistica e Tecnologia da Informação, que é ligada ao Ministério de Planejamento do Governo Federal,  divulgou hoje que está comemorando a marca de 100.000 usuário válidos que  utilizam o PORTAL DO SOFTWARE PÚBLICO que completará quatro anos de existência no dia 12.04.2011..

Pela importância deste marco, decidimos publicar aqui no Blog da CONSULTIC e-mail que nos foi enviado, e no qual o pessoal do Portal, além de contar um pouco da sua história, e de informar o conteúdo hoje disponível, explicita os planos para o futuro.

Acreditamos que vale a pena a leitura  do texto que vai a seguir e uma visita ao portal que tem o endereço: www.softwarepublico.gov.br .

Carlos da Silva Mascarenhas

O Portal do Software Público superou nesta sexta-feira a marca de 100.000 usuários válidos, antes mesmo de alcançar 4 anos de existência no dia 12/04/2011. O anúncio foi realizado durante o Congresso Medetel, evento de telemedicina que ocorre na cidade de Luxemburgo. A SLTI-Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação prevê uma série de entrevistas, depoimentos e novidades para comemorar o alcance das 100.000 pessoas.

A primeira ação trata de um selo comemorativo para registrar a marca dos 100.000 usuários, que servirá de base para uma campanha de disseminação do Portal SPB para sociedade(conheça a marca na página principal do Portal. A campanha será organizada quando o Portal alcançar o número de 50 soluções disponibilizadas. A intenção será agrupar essas duas informações – 50 soluções e 100.000 pessoas – para uma ação de maior divulgação do Portal na rede.
As soluções disponibilizadas no Portal estão em todas as regiões do país, como por exemplo o e-cidade que foi instalado na cidade mais ao norte do Brasil, Uiramutã-RR com apoio da cidade de Juramento-MG e do CACIC que movimenta empresas na prestação de serviços na cidade de Porto Alegre-RS. Ao mesmo tempo o i-Educar avança na região Nordeste, com o caso exemplar de Arapiraca-AL e em pequenas cidades do estado de Santa Catarina, como a experiência de Içara. O Geplanes tem casos de uso no governo do estado de Minas Gerais e no próprio Ministério do Planejamento, em Brasília-DF. O Provinha Brasil na cidade de Guarulhos-SP e o Sistema de Gestão de Frotas em Fortaleza-CE. A coordenação informa que hoje existem casos de uso em todos os estados brasileiros e que a intenção é alcançar futuramente todas as cidades do país.

Criado em 12 de abril de 2007, o portal do SPB já conta com 48 soluções voltadas para diversos setores. Os serviços disponíveis são acessados até por outros países, como Uruguai, Argentina, Portugal, Venezuela, Chile e Paraguai. Para a SLTI, o portal já se consolidou como um ambiente de compartilhamento de softwares. Isso resulta em uma gestão de recursos e gastos de informática mais racionalizada, ampliação de parcerias e reforço da política de software livre no setor público.

Entre as comunidades mais ativas estão o CACIC-Coletor Automático de Informações Computacionais, que verifica informações sobre hardware e software nos computadores, o Ginga (soluções para TV Digital Brasileira), o Sistema de Gestão Escolar i-Educar, além do e-cidade: sistema de gestão para municípios e programas na área da saúde, educação, meio ambiente e gerenciamento de contratos.
A Dataprev, O Banco do Brasil e a Caixa Econômica são as instituições que mais disponibilizaram soluções, juntas somam 9 softwares. A Dataprev foi a pioneira, ao liberar já em 2005 o CACIC, considerado o primeiro software livre do governo federal, em seguida disponibilizou o COCAR e o Sistema de Atendimento Livre-SGA Livre. A CAIXA começou com o Bilhetador de Impressão Curupira, depois o Minuano e no próximo mês o Avaré. O Banco do Brasil lançou o Apoena, que foi seguido do emulador PW3270 e do Koruja.

O ambiente se caracteriza por oferecer mais de uma solução para um tipo de aplicação. Neste caso o destaque vai para as distribuições livres da área educacional com o Linux Educacional, o Pandorga e o Educatux. Os desenvolvedores de software também são beneficiados com os frameworks disponibilizados, dentre eles o MDArte, o OPenACS, o CORTEX e o JAGUAR.

O segmento que mais recebe soluções é o municipal, pelo menos 15 soluções podem ser aplicadas diretamente nos municípios. Em decorrência desse fato foi criado um ambiente dedicado para o diálogo com os municípios: o 4CMBr.

Em 2008 foi lançado o Mercado Público Virutal, um ambiente para que os prestadores de serviços de cada solução pudessem ser conhecidos, uma espécie de Guia de Serviços. Hoje todas as soluções liberadas no Portal SPB contam com um prestador de serviço que pode ser acessado de dentro da própria comunidade ou pelo endereço www.mercadopublico.gov.br. São mais de 500 prestadores de serviço registrados, que já geraram contratos e convênios, além do crescente aumento de receita anual.

Quando completou dois anos, em 2009, o Portal SPB contava com 40.000 usuários, fato registrado na edição especial da Revista InfoBrasil. Isto significa que quase no mesmo tempo – 2 anos – o Portal atraiu 50% de pessoas a mais. Este fenômeno de crescimento foi retratado em pesquisa e diversos artigos científicos, coordenados pela profa. Christiana Freitas da UNB.

Ainda em 2009 a iniciativa ganhou um slogan "Software Público: Soluções em Tecnologia da Informação ao Alcance de Todos", e no mesmo ano, uma campanha de divulgação organizada pelo Ministério do Planejamento que atingiu todo território nacional por rádio, jornal e internet, além da organização do maior evento de TI para os municípios. Nesta mesma época foi aprovado como um dos projetos de FLOSS a ser acompanhado até 2020 pelo Open World Forum e premiado na edição de 2009 como a melhor experiência mundial para o desenvolvimento de FLOSS no setor público.

Em 2010, conseguiu o apoio e reconhecimento do PNUD-Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento com o propósito de difundir o modelo brasileiro para os países da América Latina e Caribe e alcançou o apoio de 21 países da região, sob a liderança do CLAD-Centro Latinoamericano de Administração para o Desenvolvimento, por meio do Consenso de Buenos Aires.

No ano de 2011 com a publicação da Instrução Normativa do SPB, a IN01/2011, o modelo do software público alcançou maior institucionalidade no governo e amparo na sociedade, além de cumprir a missão de reforçar o papel do software livre na política do governo federal. Com a IN 01/2011 o modelo começa a ganhar maior definição e solidez, decorrente do lançamento conjunto da Licença Pública de Marca-LPM, que é justamente uma das inovações criadas pelo modelo brasileiro.

Pouca gente sabe, mas o início da construção do modelo do software público começou no ano de 2005, apresentado em artigo hoje considerado como parte do histórico da experiência brasileira. O documento descreve as implicações da disponibilização do Sistema de Inventário de Hardware e Software, o CACIC, desenvolvido pela Dataprev e que se tornou um marco por ser o primeiro software livre do governo federal disponibilizado para sociedade, de acordo com as prerrogativas legais brasileiras. O artigo recebeu o título "Materialização do Conceito de Software Público: Iniciativa CACIC".  Brasil seu futuro é agora !


PREFEITURA E TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

14 março, 2011

Mais uma vez o assunto é TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO APLICADA À ADMINISTRAÇÃO PÚBICA MUNICIPAL.

Acredito que Ilhéus pode facilmente sair da Idade da Pedra em TI que se encontra, sem que sejam necessários altos investimentos.
Faço aqui um apelo ao nosso Prefeito no sentido de que determine a alguém da sua equipe que faça um estudo do que é oferecido no Portal SPB – Software Público Brasileiro, em: http://www.softwarepublico.gov.br/ .

Quem sabe poderemos encontrar lá muita coisa que o nosso município necessita e que hoje utiliza pagando valores expressivos. Custa muito pouco fazer o que estamos propondo.
Na realidade este apelo e conselho são dirigidos a todos os Prefeitos da nossa região e vale aqui ressaltar que quando são utlizados softwares livres, deixamos de pagar os altos custos de licenças e aquisições de softwares proprietários, como muito bem colocado na notícia a seguir.

Carlos da Silva Mascarenhas
carlos.consultic@gmail.com

Cerca de 770 prefeituras utilizam programas do portal Software Público Brasileiro

Os programas disponibilizados no portal Software Público Brasileiro (SPB) estão revigorando a administração pública de pequenos municípios que começam a abandonar métodos antigos de trabalho por um modelo de gestão mais eficiente e de qualidade. No lugar de papéis, carimbos e assinaturas, a escolha agora é por soluções digitalizadas e compatíveis com as atividades de cada prefeitura. E o que é melhor: sem gastar quase nada.

Esse cenário já é uma realidade em pelo menos 770 cidades que utilizam o programa de apoio tecnológico Comunidade, Conhecimento, Colaboração e Compartilhamento dos Municípios Brasileiros (4CMBr), coordenado pela Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento (SLTI/MP). O objetivo desse canal é reforçar o intercâmbio entre a secretaria e órgãos municipais na troca de experiências tecnológicas.

O 4CMBr está hospedado no SPB e foi desenvolvido para atender exclusivamente prefeitos, gestores e servidores públicos que atuam nesta área. Uma vez associado ao portal, é possível baixar, copiar e até alterar o código das soluções, de forma a adaptá-las a necessidade e estrutura de cada unidade. Já são 2.968 usuários cadastrados até agora, usufruindo das funções de 45 softwares, como o i-educar (centraliza informações do sistema educacional), o e-cidade (integração informatizada dos órgãos municipais), o e-nota (para emissão de notas fiscais eletrônicas) e o e-iss (modernização da gestão tributária).

“A ideia é oferecer oportunidades de acesso a ferramentas que possam aperfeiçoar a gestão das prefeituras, reduzindo custos de licença e aquisições de softwares proprietários, o que certamente resultará na melhoria do processo interno e de atendimento ao cidadão”, explica a secretária Glória Guimarães.
A receita que leva a esse resultado é simples. No portal, todas as aplicações disponíveis são utilizadas gratuitamente. O usuário/programador que cria ou modifica um programa beneficia toda a comunidade do 4CMBr, já que o acordo pactuado é exatamente o de usufruir e dividir conhecimentos, de forma que todos os membros promovam o desenvolvimento tecnológico em seus municípios. Em dezembro do ano passado, ofício editado pela SLTI institucionalizou essa relação, estimulando uma nova tendência de oferta de software público.

A secretaria também acaba de criar um subgrupo nesta comunidade virtual para atender aos 100 primeiros municípios beneficiados pelo Plano Nacional de Banda Larga. “Com a expansão desse tipo de conexão, as soluções do 4CMBr poderão ser mais bem exploradas, devido à velocidade proporcionada por essa tecnologia”, completa.

Para se cadastrar, os interessados devem acessar o endereço eletrônico http://www.softwarepublico.gov.br/4cmbr, clicar em “associar-se” no canto superior esquerdo da página e preencher um formulário. Com isso haverá acesso aos programas, informações e notícias sobre as aplicações de TI para os municípios.

Política pública de TI muda realidade dos municípios
Exemplos do que esse modelo significa para os municípios não faltam. O contador da Prefeitura de Juramento/MG, Luciano Neres Rodrigues, lembra que antes de associar-se ao 4CMBr tinha uma despesa mensal de R$ 3 mil com sistemas informatizados. Agora, ao ter migrado todas informações dos serviços da administração para o e-cidade, ele não precisa gastar mais do que R$ 140, valor que é pago ao servidor de internet. O trabalho também não é mais interrompido. “Antes, se faltasse energia na prefeitura, tudo parava. Isso já não é mais problema, pois agora posso fazer em casa, já tenho acesso ao sistema de meu computador”, acrescenta.

Juramento tem quatro mil habitantes e a prefeitura, apenas 20 terminais. Apesar da pequena estrutura, Rodrigues se diz gratificado por já ter repassado sua experiência a administrações de outras cidades, como Iracema/RR: “Já recebi aqui muitos gestores, que vêm conhecer a base de nosso sistema. Essa ação do governo federal nos trouxe a garantia de que podemos confiar nas tecnologias da informação, sem incorrer em grandes riscos”. Além do e-cidade, outros programas em uso pelo contador mineiro são o e-note e o e-ISS.

A opinião dele é compartilhada pelo secretário de Administração da Prefeitura de Pacajá, no sul do Pará, Paulo Rocha dos Santos. Mais recente na comunidade, ele conta que no ano passado baixou o i-educar e o e-cidade. “Vivemos hoje um outro momento, com todo o processo de documentação sistematizado”, informa, ao relatar que aderiu ao 4CMBr por causa do módulo patrimonial/protocolo. “Tínhamos muitos problemas com o fluxo de papéis, como quem recebeu? quem retirou? onde está?. Essa dor de cabeça simplesmente desapareceu”.

Segundo Santos, a ordem agora é avançar em outras soluções. “Estamos nos preparando para implantar o software que atende o almoxarifado, materiais, compras e licitação. Para alcançarmos os resultados que buscamos, o futuro exige essa ferramenta”, diz. O paraense sugere a ampliação do fórum de discussão no portal: “Nossa maior dificuldade é o treinamento do pessoal. Como a cultura do software livre é maior no Sul do país, as conversas com os demais membros é a nossa principal fonte de informação”.

Do Nordeste, mais especificamente da prefeitura de Arapiraca/AL e há dois anos como membro da comunidade, o coordenador de TI, Lucas Leão, destaca o avanço nas matrículas escolares da rede pública com o i-educar: “Corrigimos algumas fórmulas de cálculo e telas desse software para adequar ao nosso tamanho. Essa flexibilidade é um dos pontos positivos da política do 4CMBr”. Hoje, 90% dos computadores (são 1.600 no total) dos órgãos da prefeitura, que mantém seis mil funcionários, operam com soluções de códigos abertos.

O coordenador lembra que, há quatro anos, a administração de sua cidade tinha um orçamento de R$ 2 milhões para TI, sendo que apenas com soluções de proprietários deveriam ser gastos cerca de R$ 700 mil, o que tornaria o investimento inviável. A saída foi lançar mão dos programas do portal do Software Público. “Hoje, as soluções desenvolvidas pela comunidade estão tão incorporadas no nosso dia a dia que já não fazemos levantamentos sobre custos. O dinheiro que deixou de ser desembolsado com sistemas vai agora para a compra de equipamentos”, afirma.

Leão dá um conselho aos municípios que ignoram esse método de compartilhamento e acreditam que o portal deveria resolver todos os problemas de informatização: “O espaço criado pelo 4CMBr tem a função de aglutinar conhecimentos bem sucedidos, de firmar um intercâmbio entre as prefeituras e o governo federal. Essa ação jamais substituirá uma política de TI. Quem espera isso está equivocado”.


Fonte: Portal de Governo Eletrônico do Brasil – http://www.governoeletronico.gov.br/
Data: 14 de março de 2011


Algum Jacaré já te mordeu hoje?

6 outubro, 2010


Teresa Fonseca T. – Consultora de Recursos Humanos

Texto recebido via e-mail.

“Quem ouviu a frase num Congresso de Tecnologia da Informação em Los Angeles, lá pelo final dos anos 70, nunca mais esqueceu. A frase era assim: “Se você tem um jacaré a lhe morder as pernas, a tendência natural é esquecer que seu objetivo principal era drenar o pântano“. A metáfora é muito poderosa. É claro que você, que recebeu a missão de drenar o pântano, ao entrar nele e ser mordido por um jacaré imediatamente esquecerá tudo e se focará em matar o desgraçado do jacaré.

Esse jacaré é o nosso dia-a-dia. Esse jacaré representa o nosso agir sem planejar, sem parar para pensar, o famoso engatar uma coisa na outra.

Relembre o seu último dia de trabalho. Dirigindo no trânsito, você fez os planos do dia, organizou a agenda, planejou o tempo a ser distribuído de acordo com suas prioridades. Aproveitando o congestionamento, fez até uma lista usando uma folha do caderno que seu filho esqueceu no carro. Acabou de estacionar e do seu lado outro gerente diz: “Não se esqueça do relatório que você me prometeu para hoje!!”. Pronto, o primeiro jacaré te pegou!!

Aí é vapt, vupt, paulada no jacaré, e você consegue chegar na sua sala. Mal sentou, toca o telefone! O chefe!! “Você viu os resultados das vendas de ontem? Você tem que ir lá na filial falar com o supervisor!”. Pronto. O segundo jacaré te pegou e esse tem a boca grande!

De novo paulada para todo lado e você tenta voltar ao plano original, quando entra na sua sala um subordinado que acaba de receber uma proposta com 25% de aumento no fixo e 50% de aumento no variável. Jacarezão de boca aberta, e esse é dos cascudos. Senta, conversa, argumenta, discute, se emociona e a dor da mordida você já nem sente. Consegue adiar a decisão dele até você falar com o RH.

Você olha para a lista, aquela feita no caderno do seu filho, já são quase duas horas da tarde e você nem almoçou. Come uma barrinha de cereal e abre o e-mail. Pulam dois jacarés filhotes, dessa vez querendo morder a sua mão.

Trinta e sete e-mails! Alguns com horário da madrugada. E você pensa que jacaré dorme? Jacaré competente manda e-mail à 1h37 e ainda fala que vai trabalhar mais um pouco.

Ao fim do dia, exausto, faminto, sem ter conseguido tomar um café! Você olha a sua lista de prioridades e se sente um lixo! O que é que eu fiz hoje?? Nem o primeiro item!

E como sair dessa? Trabalhando incansavelmente o conceito de prioridade.

As suas prioridades são aquelas relacionadas com suas metas, são as tarefas que somam valor, são as que são significativas e claramente percebidas pelos clientes. Não confunda os conceitos de urgente e importante. A urgência é temporal, tem a ver com a cronologia das coisas, e a importância tem a ver com contexto e conteúdo.

Trabalhe suas prioridades. Essas sim reúnem o melhor da urgência e da importância, pois foram planejadas por você e de acordo com suas metas e objetivos.

No final você vai ser mesmo avaliado é pela drenagem do pântano.

Não se deixe iludir pelo fato de, hoje, você conseguir matar três ou quatro jacarés por dia.”


Modal Ferroviário – Características e Considerações

26 setembro, 2010

Considerando a vinda iminente da FIOL – Ferrovia de Integração Oeste-Leste que ligará  Figueirópolis – TO a Ilhéus – BA, aproveitamos a explanação de Andrey Alvez no blog Qualidade Total e com sua expressa autorização, reproduzimos aqui informações sobre  a infra-estrutura logística necessária ao funcionamento deste importante meio de transporte e circulação de produtos.

Um breve histórico das ferrovias no Brasil e no mundo:

O surgimento do modal ferroviário se dá na Revolução Industrial, a partir do século XIX. James Watt, em 1705, aperfeiçoando a descoberta feita por Newcomen criou a máquina a vapor, que posteriormente seria a base da locomotiva. A primeira locomotiva, que deu início à era das ferrovias, foi feita por George Stephenson em 1814. Ao iniciar-se a segunda metade do século XIX, a invenção de Stephenson já se desenvolvia na Europa e na América do Norte. Ao menos 3.000 quilômetros de via férrea estendiam-se no Velho Continente e 5.000 nos Estados Unidos.

No Brasil, pode-se dizer que as primeiras iniciativas foram dadas em 1828 quando o governo imperial autorizou a construção e exploração de estradas em geral, com o propósito de interligar as diversas regiões do país. Em 1835 o governo, por meio de lei, ofereceu privilégios pelo prazo de 40 anos às empresas que se comprometessem em construir estradas de ferro, porém o incentivo não despertou interesse.

Mais tarde, em 1852 o governo, por meio de outra lei, ofereceu mais vantagens para qualquer empresa que se propusesse em construir e explorar estradas de ferro em qualquer parte do país. Aproveitando-se dessa oportunidade o Barão de Mauá (Irineu Evangelista de Souza) recebeu a concessão para a construção e exploração de uma linha férrea entre Rio de Janeiro e Raiz da Serra, em direção à cidade de Petrópolis.

Condições das Ferrovias no Brasil:

O Brasil conta com 29.000 km de malha ferroviária. Hoje apenas 10% desta malha estão em pleno uso (capacidade total). Outros 7 mil quilômetros são usados abaixo da capacidade e o restante (13 mil quilômetros) estão sendo subutilizados.

Graças aos modelos de concessões adotados pelo governo e as políticas de incentivos adotadas desde a época do governo imperial o modal ferroviário no Brasil, hoje, sofre com a falta de infra-estrutura e a falta investimentos e padronização.

Algumas conseqüências desses modelos são a disparidade do tamanho das bitolas – no país existem bitolas métricas e bitolas de 1,60 metros – o que dificulta muito a integração entre as ferrovias e o crescimento das mesmas. Outro problema, também conseqüente de ações passadas é a localização de forma dispersa e isolada das ferrovias.

O que acontece hoje no Brasil é que, o modelo de concessão adotado pelo governo, é falho em definir quem tem a responsabilidade de investir no desenvolvimento das ferrovias no país. De acordo com o modelo em vigor, todo o investimento feito pelas concessionárias não dará nenhum retorno ao fim da concessão. Sendo assim, as empresas não investem, pois não terão retorno após o fim do período de concessão.

A idéia do Governo agora é reformular o modelo de concessões a fim de fazer com que as empresas que detém tais ferrovias as coloquem em operação. A ANTT solicitou que tais empresas fizessem um mapeamento das ligações que estão subutilizadas de sua área de atuação, dando a oportunidade de continuar com os trechos, recuperando-os, ou devolve-los ao governo. Outra medida do governo para forçar as empresas a trabalhar nessas áreas é a fixação de metas por trecho e não mais por áreas de concessão.

Outro grande problema enfrentado no modelo ferroviário são as invasões e as passagens de nível. Ambas geram problemas sérios em relação à segurança e à velocidade com que se consegue fazer a movimentação dos vagões. Tais problemas acarretam em custos mais altos e conseqüentemente em maiores preços para o setor.

Comparativo entre o Brasil e outros países:

Andrey Adversi Alves

andrey.alvz@yahoo.com.br

Graduando em Engenharia de Produção pela Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF) – 8º período. Analista em Logística e Supply Chain pelo Instituto de Engenharia de Gestão (IEG)

Fontes:

http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1418716-5598,00-BRASIL+PRECISA+INVESTIR+R+BILHOES+PARA+ADEQUAR+FERROVIAS+DIZ+CNT.html

http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL1420506-9356,00-PARA+ANTT+EMPRESAS+TAMBEM+DEVEM+RESOLVER+GARGALOS+DE+FERROVIAS.html

http://www1.dnit.gov.br/ferrovias/historico.asp

http://www.skyscrapercity.com/archive/index.php/t-1042223.html